Pelé, 999
Estou voltando aos poucos. Hoje, mais um texto a R$1,00.
Ainda é realismo fantástico, mas a premissa é: E se Pelé, o maior atleta de todos os tempos, jamais tivesse feito o inimaginável milésimo gol? Como ele seria tratado pelos brasileiros?
Esse texto foi inicialmente criado quando o Rei ainda era vivo. A ideia aqui é um grande "E SE?", tentando imaginar algo como um "Efeito Borboleta" na história do futebol. Então, caros letores e leitoras, esta história fala de futebol, mas NÃO É SOBRE FUTEBOL.
Os acontecimentos narrados até a partida do milésimo (em 19 de novembro de 1969, nm jogo contra o Vasco da Gama no Maracanã) são reais. Os jogadores e dirigentes citados existiram. os resultados dos jogos até então são verídicos. A história é como um Harry Potter: Londres é real, trens são reais, os ônibus londrinos e as cabines telefônicas são daquele jeito e a vida dos cidadãos é aquela mesma. O fato de haver um bruxo mágico no meio disso tudo não torna o todo menos real.
Apreciem a desgraça da alma humana. Isso é futebol.
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Inspiração Enterna
Aparecida
Esta semana aconteceram algumas coisas que me motivaram a seguir postando, compartilhando experiências... Produzindo, enfim.
Devo isso, entre outras coisas, a uma pessoa que sempre me incentivou, seja me dando livros de presente, seja lendo as histórias daquele menino de 9 ou 10 anos, levando-o nas casas de gente rica, para que vissem as minhas virtudes.
Há alguns anos, perdi minha Tia Cida, por conta de uma diverticulite. Ainda dói, embora meu autismo ajude a tornar meus sentimentos mais distantes de mim mesmo.
Esse texto narrativa três acontecimentos surpreendentemente reais de sua vida. Às vezes, a vida de uma pessoa é tão sublime que nem mesmo precisamos criar nada; basta contar as suas histórias tal como ocorreram. A Tia Cida foi uma das maiores histórias que eu conheci.
Saudades, tia. Mas vou continuar. Por nós.
Esta semana aconteceram algumas coisas que me motivaram a seguir postando, compartilhando experiências... Produzindo, enfim.
Devo isso, entre outras coisas, a uma pessoa que sempre me incentivou, seja me dando livros de presente, seja lendo as histórias daquele menino de 9 ou 10 anos, levando-o nas casas de gente rica, para que vissem as minhas virtudes.
Há alguns anos, perdi minha Tia Cida, por conta de uma diverticulite. Ainda dói, embora meu autismo ajude a tornar meus sentimentos mais distantes de mim mesmo.
Esse texto narrativa três acontecimentos surpreendentemente reais de sua vida. Às vezes, a vida de uma pessoa é tão sublime que nem mesmo precisamos criar nada; basta contar as suas histórias tal como ocorreram. A Tia Cida foi uma das maiores histórias que eu conheci.
Saudades, tia. Mas vou continuar. Por nós.
E não é que aconteceu DE NOVO?
Depois da Penina Baltruch e da Argentina Costa comprarem o meu livro físico lá em Londres, agora me surpreendo com a Yuri que, morando na HOLANDA, ouviu falar do meu livro, se interessou... E comprou um pra ela!
Ela é autora de "Cheiro das Sombras" uma fantasia cheia de romance, seres sobrenaturais e criaturas malignas, que está disponível na Amazon.
Como explicar a alegria de um autor iniciante e independente que está conseguindo atrair leitores até na Europa? 殺
Agora vou esperar ela ler e ir me dizendo suas impressões... Quem sabe nao surjam outras compras de brasileiros, ávidos por literatura nacional, lá no Velho Continente?
E você? Ainda não tem o seu FORA DO TEMPO? Aqui no Brasil, o livro é vendido pela UICLAP e pela Literunico, e as versões digitais, pela Amazon e também pela Literunico...
Se já tem gente EM VÁRIOS PAÍSES da Europa prestigiando este autor independente aqui, você não acha que é uma vergonha você, aqui pertinho, também não ter o seu? Demorô, bora adquirir o FORA DO TEMPO, agora não tem mais desculpa...
#literaturabrasileira #autoranacional #ficçãocientífica #viagensnotempo #scifi #scifibrasil
*Música: "Sylvia", da banda holandesa FOCUS.
Depois da Penina Baltruch e da Argentina Costa comprarem o meu livro físico lá em Londres, agora me surpreendo com a Yuri que, morando na HOLANDA, ouviu falar do meu livro, se interessou... E comprou um pra ela!
Ela é autora de "Cheiro das Sombras" uma fantasia cheia de romance, seres sobrenaturais e criaturas malignas, que está disponível na Amazon.
Como explicar a alegria de um autor iniciante e independente que está conseguindo atrair leitores até na Europa? 殺
Agora vou esperar ela ler e ir me dizendo suas impressões... Quem sabe nao surjam outras compras de brasileiros, ávidos por literatura nacional, lá no Velho Continente?
E você? Ainda não tem o seu FORA DO TEMPO? Aqui no Brasil, o livro é vendido pela UICLAP e pela Literunico, e as versões digitais, pela Amazon e também pela Literunico...
Se já tem gente EM VÁRIOS PAÍSES da Europa prestigiando este autor independente aqui, você não acha que é uma vergonha você, aqui pertinho, também não ter o seu? Demorô, bora adquirir o FORA DO TEMPO, agora não tem mais desculpa...
#literaturabrasileira #autoranacional #ficçãocientífica #viagensnotempo #scifi #scifibrasil
*Música: "Sylvia", da banda holandesa FOCUS.
#literaturabrasileira
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#scifi
Fantasia brasileira
Literatura independente
Romance nacional
Ladainha
Acabo de lembrar de um poema que compus nos idos de 1994.
Estou no trem, e ele me veio à lembrança de uma vez, inteirinho, cantadinho. Lembro até da professora que lhe deu o nome - "Ladainha", por conta de suas rimas internas e trançadas. Ter boa memória não é tudo, mas que ajuda, ajuda...
Aqui vai ele (antes que o esqueça de novo):
LADAINHA
O meu triste pranto,
De tanto chorar,
Faz amar a vida
Querida, cantar,
Dar o ar do meu canto
– meu santo da dor –
Na cor do seu manto
Eu canto o amor.
Não sei se a quero:
Espero que sim...
Assim o meu dia
Seria sem fim!...
A mim ela ama:
Me chama, me adora;
Agora, ela acalma
Minh'alma, que chora...
Acabo de lembrar de um poema que compus nos idos de 1994.
Estou no trem, e ele me veio à lembrança de uma vez, inteirinho, cantadinho. Lembro até da professora que lhe deu o nome - "Ladainha", por conta de suas rimas internas e trançadas. Ter boa memória não é tudo, mas que ajuda, ajuda...
Aqui vai ele (antes que o esqueça de novo):
LADAINHA
O meu triste pranto,
De tanto chorar,
Faz amar a vida
Querida, cantar,
Dar o ar do meu canto
– meu santo da dor –
Na cor do seu manto
Eu canto o amor.
Não sei se a quero:
Espero que sim...
Assim o meu dia
Seria sem fim!...
A mim ela ama:
Me chama, me adora;
Agora, ela acalma
Minh'alma, que chora...
À noite todos os gatos são pardos
Vi hoje que o tema era #Felino...
E lembrei-me da primeira redação que fiz na escola, aos 11 anos. Ela ganhou elogios de todos os professores, e foi ali que percebi que tinha habilidade para escrever (e que queria ser escritor um dia). O tema da redação era "Medo" e o título era sugerido pelo livro didático.
Espero que relevem erros pueris e a superficialidade de um garoto de 11 anos da década de 80...
À noite todos os gatos são pardos
Eu estava andando à toa pelas ruas da cidade naquela noite fria e assustadora, que a fraca luz da Lua e a precária iluminação dos postes tentavam disfarçar. Eu tremia. Decidi que era hora de voltar para casa. A noite, porém, me convidava inevitavelmente a andar mais um pouco. Mas foi resistindo que cheguei em casa. Meus pais haviam ido a uma festa, e minha irmã, como todas as noites de sexta-feira, tinha pêgo um cineminha com o, ou um de seus namorados. Estava sozinho. Deitei-me na cama, olhei prô quadro que geralmente fica à minha frente e percebi que a paisagem refletia um campo verde cheio de árvores. Isso me fez lembrar: havia feito um lindo dia àquela manhã! O quadro, que aliás brilhava sobre a luz que vinha da rua, me aborrecia cada vez mais.
Prá estragar de vez, começou a chover. E a chuva que caía insistentemente empurrava ainda mais o mormaço para dentro de meu quarto. Apaguei a luz e tentei dormir. Virei prum lado, prô outro, de bruços, de barriga prá cima...e nada. De repente, quando eu olho para a frente, eu vejo...dois olhos!!! Gelei. Dois olhos que brilhavam como dois diamantes na noite e nada mais eu via. Mas, num estrondo, vi algo ainda mais assustador: um corpo escondido por um véu!!! Sim, um corpo pequeno coberto por um véu ou coisa parecida que ficava perto do interruptor da luz. Pensei: "Quem sabe se eu levantar, acender a luz e poder ver nitidamente aquilo que me mete medo, talvez eu possa encarar numa boa". Tá bom. E cadê coragem de chegar até o interruptor, com aquele ser a guardá-lo?
Eu estava apavorado. Nunca em minha vida pensei em ter "contatos imediatos de primeiro grau" com um OVNI que eu nem sabia o que era. Aqueles olhos piscavam e olhavam friamente para mim. Aquele ser se mexia de tal forma a me impressionar. Num relâmpago, gritei: abri os olhos. Abri e vi uma espécie de janela de luz à minha frente, na parede. Uma janela que eu nunca tinha visto antes que dava para um outro mundo e prá lá dela eu não via nada; só uma luz muito forte. Aterrorizado, era assim que eu estava. Os olhos, o corpo, a janela, a luz, a luz... Sim, a luz! Claro! A luz da janela!!!
Criei coragem, levantei-me da cama, cheguei até o interruptor e acendi a luz. Acendi e dei risada da besteira que minha cabeça havia inventado: o tal corpo era somente uma toalha branca que eu deixo sempre na maçaneta da porta, e, sendo esta redonda, assemelhava-se realmente com um corpo. A tal janela era o quadro do campo que, refletindo a luz que vinha da rua, pela janela, brilhava, e os olhos... bem, os olhos eram realmente olhos. Olhos de um gato, preto ou pardo, que fugiu, pulando a janela, logo após eu ter acendido a luz...
Vi hoje que o tema era #Felino...
E lembrei-me da primeira redação que fiz na escola, aos 11 anos. Ela ganhou elogios de todos os professores, e foi ali que percebi que tinha habilidade para escrever (e que queria ser escritor um dia). O tema da redação era "Medo" e o título era sugerido pelo livro didático.
Espero que relevem erros pueris e a superficialidade de um garoto de 11 anos da década de 80...
À noite todos os gatos são pardos
Eu estava andando à toa pelas ruas da cidade naquela noite fria e assustadora, que a fraca luz da Lua e a precária iluminação dos postes tentavam disfarçar. Eu tremia. Decidi que era hora de voltar para casa. A noite, porém, me convidava inevitavelmente a andar mais um pouco. Mas foi resistindo que cheguei em casa. Meus pais haviam ido a uma festa, e minha irmã, como todas as noites de sexta-feira, tinha pêgo um cineminha com o, ou um de seus namorados. Estava sozinho. Deitei-me na cama, olhei prô quadro que geralmente fica à minha frente e percebi que a paisagem refletia um campo verde cheio de árvores. Isso me fez lembrar: havia feito um lindo dia àquela manhã! O quadro, que aliás brilhava sobre a luz que vinha da rua, me aborrecia cada vez mais.
Prá estragar de vez, começou a chover. E a chuva que caía insistentemente empurrava ainda mais o mormaço para dentro de meu quarto. Apaguei a luz e tentei dormir. Virei prum lado, prô outro, de bruços, de barriga prá cima...e nada. De repente, quando eu olho para a frente, eu vejo...dois olhos!!! Gelei. Dois olhos que brilhavam como dois diamantes na noite e nada mais eu via. Mas, num estrondo, vi algo ainda mais assustador: um corpo escondido por um véu!!! Sim, um corpo pequeno coberto por um véu ou coisa parecida que ficava perto do interruptor da luz. Pensei: "Quem sabe se eu levantar, acender a luz e poder ver nitidamente aquilo que me mete medo, talvez eu possa encarar numa boa". Tá bom. E cadê coragem de chegar até o interruptor, com aquele ser a guardá-lo?
Eu estava apavorado. Nunca em minha vida pensei em ter "contatos imediatos de primeiro grau" com um OVNI que eu nem sabia o que era. Aqueles olhos piscavam e olhavam friamente para mim. Aquele ser se mexia de tal forma a me impressionar. Num relâmpago, gritei: abri os olhos. Abri e vi uma espécie de janela de luz à minha frente, na parede. Uma janela que eu nunca tinha visto antes que dava para um outro mundo e prá lá dela eu não via nada; só uma luz muito forte. Aterrorizado, era assim que eu estava. Os olhos, o corpo, a janela, a luz, a luz... Sim, a luz! Claro! A luz da janela!!!
Criei coragem, levantei-me da cama, cheguei até o interruptor e acendi a luz. Acendi e dei risada da besteira que minha cabeça havia inventado: o tal corpo era somente uma toalha branca que eu deixo sempre na maçaneta da porta, e, sendo esta redonda, assemelhava-se realmente com um corpo. A tal janela era o quadro do campo que, refletindo a luz que vinha da rua, pela janela, brilhava, e os olhos... bem, os olhos eram realmente olhos. Olhos de um gato, preto ou pardo, que fugiu, pulando a janela, logo após eu ter acendido a luz...
Não há nós.
Há eu, há você.
Não amarramos direito nossas vidas.
Havia um laço
Com pontas soltas.
Com pontos sem nós.
Há dois que não formam um;
Há dois nenhuns tentando ser um
Um para o outro.
Fios de vida que se encontraram um dia
E hoje, ao se separar, saem lisos:
Não há nós.
Há eu, há você.
Não amarramos direito nossas vidas.
Havia um laço
Com pontas soltas.
Com pontos sem nós.
Há dois que não formam um;
Há dois nenhuns tentando ser um
Um para o outro.
Fios de vida que se encontraram um dia
E hoje, ao se separar, saem lisos:
Não há nós.
Eu tenho estado longe da escrita nos últimos dias, e não tenho muita previsão de volta (por enquanto). Mas vim perguntar uma coisa para a minha amiga Ju Naiane, e, assim de passagem, dei uma lida no que aparecia na página inicial...
E aí, vejo a MarU nos agraciar com isso:
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Aí vem a Ju Naiane com essa pérola:
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Rolo mais um pouco, e vejo o Alberto Busquets com essa maravilha:
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E a Sylvia Rubraurora, então, com essa preciosidade?
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E o que dizer desse, da Calor Literário?
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Meu Deus!... É tanta coisa boa que eu não posso ficar fora daqui... Cada poesia me dá novas inspirações, me dá novos assuntos e imagens! Que vontade de voltar a escrever e publicar!...
Mas, tudo ao seu tempo.
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E a Sylvia Rubraurora, então, com essa preciosidade?
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E o que dizer desse, da Calor Literário?
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Meu Deus!... É tanta coisa boa que eu não posso ficar fora daqui... Cada poesia me dá novas inspirações, me dá novos assuntos e imagens! Que vontade de voltar a escrever e publicar!...
Mas, tudo ao seu tempo.
O Caso de Paixão Mal-Correspondida do Mecânico pela Dondoca Dona da Loja de Carros Antigos
Oba! Vi que agora os textos podem ter até 5 mil caracteres... Então dá pra postar muita coisa que eu não conseguia...
Não vou conseguir mais postar todos os dias... Mas quero aproveitar pra postar um texto engraçadinho (quem quem conhece carros antigos vai se deliciar).
O Caso de Paixão Mal-Correspondida do Mecânico pela Dondoca Dona da Loja de Carros Antigos
Amo-te. Quando passas por aqui, a abanar o rabo
Do teu Cadillac rubro – a seduzir-me qual um diabo
Ou qual um anjo louro a levar-me ao céu;
Ao ir-e-vir, sempre num bólido diverso,
A inspirar-me cânticos de amor, e versos,
A passar em alto giro, e a cantar pneu:
Vejo-te voltando num Corcel.
Sim, amo-te!... E sou mais que um reles amante:
Quando por mim passas dando gás na Variant
Eu compreendo os teus anseios de menina:
De alçar-se a um sonho de aventura bem maior;
Chegar ao êxtase a bordo de um Simca-Chambord
Ao ansiar que te apertem a buzina:
Volta você, pilotando uma Belina.
Mas nem me dá bola: espia-me pelo espelho
Retrovisor do teu Mustang vermelho,
Como a mostrar-me que não és para um qualquer;
E, ao voltar das festas dentro de um Róis-Róis,
Me deixas claro a distância entre nós;
Me mostras tudo o que eu desejo em uma mulher.
Manhã seguinte, me apareces num Bell’Air.
Ah, como sofro! É um sentimento tão raro
Que, ao esnobar-me às rédeas do teu Camaro,
Me fazes sofrer, e o sofrer é mais que a morte;
O meu sofrer sucumbe a um ronco de motor
Pois é impossível que se padeça de amor
Sem que a vida não nos reserve melhor sorte.
Não obstante, passas batido num Escort.
Oh, sim, eu sofro! E por sentir-me tão só,
Eu te desejo, quando vais num Marajó,
Como eu desejo um romance casual!
No teu Aero-Willis de bancos de couro,
Beijar-te e acariciar teus cabelos d’ouro,
Mostrar que amo-te mais do que qualquer mortal!...
Mas vens e quase me atropelas com um Landau.
Se um Gordini passa, eu penso: “É você!”
Numa Brasília, uma TL ou DKV,
E isto basta a disparar-me o coração;
Mas, se me olhasses, de dentro de um Mawerick,
Se me sorrisses, minha mágoa iria a pique,
Se me chamasses, se me olhasses, mas, não...
Lá vem você, guiando um Zé-do-Caixão.
“Meu Deus, eu a amo, e sempre irei amá-la!”
Exclamo eu, ao ver-te dentro d’um Impala
A acelerar e desprezar-me à distância;
Mas eis que ouço um grande estrondo, e olho a rua
E vejo vir, depois de instantes, uma perua,
Uma perua que destrói tua arrogância:
Te vejo vir numa perua da ambulância.
Me desprezaste demais; amei-te um dia,
Quando à minha frente acelerava um Kharmann-Ghia,
Mas por não ter visto o Scania na direção contrária,
E por pisar demais no da direita,
Foste além do meu amor, e ora deita
Nos fundos d’uma Veraneio funerária.
(Otária!)
Oba! Vi que agora os textos podem ter até 5 mil caracteres... Então dá pra postar muita coisa que eu não conseguia...
Não vou conseguir mais postar todos os dias... Mas quero aproveitar pra postar um texto engraçadinho (quem quem conhece carros antigos vai se deliciar).
O Caso de Paixão Mal-Correspondida do Mecânico pela Dondoca Dona da Loja de Carros Antigos
Amo-te. Quando passas por aqui, a abanar o rabo
Do teu Cadillac rubro – a seduzir-me qual um diabo
Ou qual um anjo louro a levar-me ao céu;
Ao ir-e-vir, sempre num bólido diverso,
A inspirar-me cânticos de amor, e versos,
A passar em alto giro, e a cantar pneu:
Vejo-te voltando num Corcel.
Sim, amo-te!... E sou mais que um reles amante:
Quando por mim passas dando gás na Variant
Eu compreendo os teus anseios de menina:
De alçar-se a um sonho de aventura bem maior;
Chegar ao êxtase a bordo de um Simca-Chambord
Ao ansiar que te apertem a buzina:
Volta você, pilotando uma Belina.
Mas nem me dá bola: espia-me pelo espelho
Retrovisor do teu Mustang vermelho,
Como a mostrar-me que não és para um qualquer;
E, ao voltar das festas dentro de um Róis-Róis,
Me deixas claro a distância entre nós;
Me mostras tudo o que eu desejo em uma mulher.
Manhã seguinte, me apareces num Bell’Air.
Ah, como sofro! É um sentimento tão raro
Que, ao esnobar-me às rédeas do teu Camaro,
Me fazes sofrer, e o sofrer é mais que a morte;
O meu sofrer sucumbe a um ronco de motor
Pois é impossível que se padeça de amor
Sem que a vida não nos reserve melhor sorte.
Não obstante, passas batido num Escort.
Oh, sim, eu sofro! E por sentir-me tão só,
Eu te desejo, quando vais num Marajó,
Como eu desejo um romance casual!
No teu Aero-Willis de bancos de couro,
Beijar-te e acariciar teus cabelos d’ouro,
Mostrar que amo-te mais do que qualquer mortal!...
Mas vens e quase me atropelas com um Landau.
Se um Gordini passa, eu penso: “É você!”
Numa Brasília, uma TL ou DKV,
E isto basta a disparar-me o coração;
Mas, se me olhasses, de dentro de um Mawerick,
Se me sorrisses, minha mágoa iria a pique,
Se me chamasses, se me olhasses, mas, não...
Lá vem você, guiando um Zé-do-Caixão.
“Meu Deus, eu a amo, e sempre irei amá-la!”
Exclamo eu, ao ver-te dentro d’um Impala
A acelerar e desprezar-me à distância;
Mas eis que ouço um grande estrondo, e olho a rua
E vejo vir, depois de instantes, uma perua,
Uma perua que destrói tua arrogância:
Te vejo vir numa perua da ambulância.
Me desprezaste demais; amei-te um dia,
Quando à minha frente acelerava um Kharmann-Ghia,
Mas por não ter visto o Scania na direção contrária,
E por pisar demais no da direita,
Foste além do meu amor, e ora deita
Nos fundos d’uma Veraneio funerária.
(Otária!)
APELO
Vejo muita gente dizer que ama poemas. Esta rede é um lugar incrível, onde amantes de poesia podem se encontrar, indicar seus livros, formar uma comunidade de leitores e fãs.
Você, eu sei, adora poesia. Afinal, este post chegou até você, e o algoritmo é um carinha que sabe onde deve entregar as mensagens, como um carteiro divinal que quase nunca erra. Você, certamente, tem uma alma sensível e um coração aberto, pronto pra amar um livro de poemas maravilhoso.
Há um livro maravilhoso que está esperando por você. Um livro de uma pessoa sensível, poeta sensacional, capaz de te causar as mais belas sensações.
Mas esse livro não existe. Quer dizer, ele ainda não está nesse mundo - só na mente e na alma dessa pessoa. Ele precisa da sua ajuda para nascer.
Ora, vamos, você ama poesia. É uma pessoa sensível, que entende os anseios de um livro lutando pela sua vida. E, olha, se você ajudar, tornará a poeta muito feliz (olha que coisa rara: uma poeta feliz!...)
O nome da poeta é Jusley Naiane. Você a encontra em @ju.naiane e alguns dos seus poemas estonteantes podem ser lidos de graça, como uma cortesia, no site da Literunico (Abrir link
Mas, para que o seu livro possa nascer, você também precisa fazer uma força. Ajude-a, aqui:
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Apesar de tantas pessoas que amam poesia, que lutam pela valorização da literatura nacional, e que adorariam ter mais uma (excelente) opção de poemas para enfeitar as suas almas, a captação de recursos para que o livro da Ju venha ao mundo ainda é tímida. Sabe, leitor, produzir um livro é caro, difícil, desafiador. A campanha ainda não arrecadou recursos suficientes - mas sei que, sendo você uma pessoa amante das artes, poderá ajudar... Uma pequena doação pode ser a diferença entre termos mais um excelente livro no mundo, ou termos mais uma razão para lamentar o fracasso dos artistas independentes.
E nem estou te pedindo nada de graça; ao doar R$ 19,95, você GARANTE um exemplar do seu livro físico. É uma compra tentadora, não?
E então? Vamos ajudar a fomentar a poesia nacional?
Vejo muita gente dizer que ama poemas. Esta rede é um lugar incrível, onde amantes de poesia podem se encontrar, indicar seus livros, formar uma comunidade de leitores e fãs.
Você, eu sei, adora poesia. Afinal, este post chegou até você, e o algoritmo é um carinha que sabe onde deve entregar as mensagens, como um carteiro divinal que quase nunca erra. Você, certamente, tem uma alma sensível e um coração aberto, pronto pra amar um livro de poemas maravilhoso.
Há um livro maravilhoso que está esperando por você. Um livro de uma pessoa sensível, poeta sensacional, capaz de te causar as mais belas sensações.
Mas esse livro não existe. Quer dizer, ele ainda não está nesse mundo - só na mente e na alma dessa pessoa. Ele precisa da sua ajuda para nascer.
Ora, vamos, você ama poesia. É uma pessoa sensível, que entende os anseios de um livro lutando pela sua vida. E, olha, se você ajudar, tornará a poeta muito feliz (olha que coisa rara: uma poeta feliz!...)
O nome da poeta é Jusley Naiane. Você a encontra em @ju.naiane e alguns dos seus poemas estonteantes podem ser lidos de graça, como uma cortesia, no site da Literunico (Abrir link
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Apesar de tantas pessoas que amam poesia, que lutam pela valorização da literatura nacional, e que adorariam ter mais uma (excelente) opção de poemas para enfeitar as suas almas, a captação de recursos para que o livro da Ju venha ao mundo ainda é tímida. Sabe, leitor, produzir um livro é caro, difícil, desafiador. A campanha ainda não arrecadou recursos suficientes - mas sei que, sendo você uma pessoa amante das artes, poderá ajudar... Uma pequena doação pode ser a diferença entre termos mais um excelente livro no mundo, ou termos mais uma razão para lamentar o fracasso dos artistas independentes.
E nem estou te pedindo nada de graça; ao doar R$ 19,95, você GARANTE um exemplar do seu livro físico. É uma compra tentadora, não?
E então? Vamos ajudar a fomentar a poesia nacional?
DESPEDIDA
O texto mais importante que eu escrevi na vida foi o livro "O garoto que ninguém entendia". É um infanto juvenil que fala sobre bullying, e que irá sair (se Deus quiser e se eu criar vergonha na cara) pela editora RHJ, ainda esse ano.
Ele não é nem de longe o meu melhor trabalho - pelo contrário; ele possui tantos problemas que acho que vou acabar tendo que reescrevê-lo. Ele foi escrito no começo dos anos 90, e tem muitas coisas que, naquela época, era mau gosto, mas hoje poderiam me levar preso por discriminacao., gordofobia, capacitismo, etc.
Mas, então, por que eu tenho um especial apreço por esse livro? É uma longa história.
O livro conta a história de uma turminha de 5ª série que, ao receber um aluno diferente, começa a tratá-lo como um bobalhão (essa é uma das palavras que vou ter que tirar). Ele não gosta de jogar bola, não faz bagunça na aula, não gosta de Rock n' Roll; então todos o tratam como um cara com problemas mentais (ops! Outra).
Esse carinha existiu (e, pasmem, não era eu - eu era um dos que não o entendiam) e a turminha foi uma compilação de diversas pessoas que eu conheci no ginasial. Tinha a menina bonita, o cara amigão, a riquinha, o paquerador... Eu usei alguns dos meus melhores amigos na historia.
E tinha uma menina por quem eu era apaixonado... Ela era linda, cabelos negros, olhos azuis claros, pele branquinha e delicada: a princesinha da turma. E eu? Bem, eu era o cabeludo e esquisito. O nerd. Ela nunca sequer olharia pra mim, mas, mesmo assim, eu a coloquei na minha história, quando escrevi o livro em 1993.
Eu passei a vida com a esperança de virar "escritor" e fazer uma "carreira", mas nunca fui atrás de publicá-lo (em uma época pré-internet e pré-Amazon, isso era dificílimo). Então, em 2014, eu decidi que não ia mesmo ficar rico vendendo livros, e postei a história toda em um blog pessoal. E enviei o link, via Facebook, para o único amigo com o qual ainda tinha contato.
Acontece que esse era justamente o amigo popular, e ainda tinha os contatos da maioria da turma. No dia seguinte, havia sido marcado em um post do Facebook que dizia: "Ei, pessoal, olha só a história que o Tiagão escreveu sobre a gente!" E, abaixo desse post, além de me marcar, ele marcou a turma toda...
(Continua nos comentários... 路♂️)
O texto mais importante que eu escrevi na vida foi o livro "O garoto que ninguém entendia". É um infanto juvenil que fala sobre bullying, e que irá sair (se Deus quiser e se eu criar vergonha na cara) pela editora RHJ, ainda esse ano.
Ele não é nem de longe o meu melhor trabalho - pelo contrário; ele possui tantos problemas que acho que vou acabar tendo que reescrevê-lo. Ele foi escrito no começo dos anos 90, e tem muitas coisas que, naquela época, era mau gosto, mas hoje poderiam me levar preso por discriminacao., gordofobia, capacitismo, etc.
Mas, então, por que eu tenho um especial apreço por esse livro? É uma longa história.
O livro conta a história de uma turminha de 5ª série que, ao receber um aluno diferente, começa a tratá-lo como um bobalhão (essa é uma das palavras que vou ter que tirar). Ele não gosta de jogar bola, não faz bagunça na aula, não gosta de Rock n' Roll; então todos o tratam como um cara com problemas mentais (ops! Outra).
Esse carinha existiu (e, pasmem, não era eu - eu era um dos que não o entendiam) e a turminha foi uma compilação de diversas pessoas que eu conheci no ginasial. Tinha a menina bonita, o cara amigão, a riquinha, o paquerador... Eu usei alguns dos meus melhores amigos na historia.
E tinha uma menina por quem eu era apaixonado... Ela era linda, cabelos negros, olhos azuis claros, pele branquinha e delicada: a princesinha da turma. E eu? Bem, eu era o cabeludo e esquisito. O nerd. Ela nunca sequer olharia pra mim, mas, mesmo assim, eu a coloquei na minha história, quando escrevi o livro em 1993.
Eu passei a vida com a esperança de virar "escritor" e fazer uma "carreira", mas nunca fui atrás de publicá-lo (em uma época pré-internet e pré-Amazon, isso era dificílimo). Então, em 2014, eu decidi que não ia mesmo ficar rico vendendo livros, e postei a história toda em um blog pessoal. E enviei o link, via Facebook, para o único amigo com o qual ainda tinha contato.
Acontece que esse era justamente o amigo popular, e ainda tinha os contatos da maioria da turma. No dia seguinte, havia sido marcado em um post do Facebook que dizia: "Ei, pessoal, olha só a história que o Tiagão escreveu sobre a gente!" E, abaixo desse post, além de me marcar, ele marcou a turma toda...
(Continua nos comentários... 路♂️)