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@jjr há 11 meses
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~~~ Sopram ondas de poeira e formam-se do avesso. Poucas gotas pronunciam garoa. Cheiro voa e invade o corpo, chuva desaba e lava a alma. ~~~ JJr.
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@EscritosdeVitorHugo há 11 meses
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Terra Fértil São férteis essas terras tupiniquins. Daqui brotam os melhores artistas, e como belas videiras desabrocham suas belas obras. Elas crescem. Crescem como lendas colossais, nos alimentam com o doce mel de suas estranhas mentes. Marcam nossas almas a ferro quente e se tornam imortais para todo o sempre. E a cada novo broto que surge, surge porque deles vem a semente. Surge porque dessa terra a arte nasce aos montes. Ah, quanto ouro há nessa terra farta. Quantas raras pedras aqui nasceram. Os outros que lutem para nós alcançar, pois um só dos nossos bota o mundo todo abaixo. Pois essa arte não é qualquer uma. Essa arte é brasileira.
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@CrisRibeiro há 11 meses
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#Desafio 184 Coração sem norte bate em desalinho no peito onde a sorte desaprendeu o caminho. O pêndulo (frouxo) oscila entre o querer que queima e o temer que paralisa. Minhas rotas: borradas falham em traços dispersos desenhados por dedos trêmulos num vidro embaçado de dúvidas. No meio do voo abandonei minhas asas por impulso por susto por poesia. Girei em falso num céu de cacos onde nenhuma estrela permanece. Mas há um fio tênue teimoso que não se parte no vendaval. Não há névoa nos olhos da minha alma. Eles seguem: verdes nítidos obstinados. o único par que me enxerga sem disfarces que me acolhe quando sou espinho. Esse olhar me ancora me amarra no chão me acende me aflora me refaz em canção. E eu cubro de volta sem medo sem fuga: me aquieto no amor. Sempre vou. Cr💞s Ribeiro
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@eduliguori há 11 meses
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Minha cara amiga como nós sabemos quem já conheceu o fundo ama a superfície não precisa de montanhas conselho nunca foi gratuito nem uísque nem outras coisas boas mas daqui de longe te mando um telegrama que diz seja você mesma diga não quando necessário e beije sua vida e seus amores o resto é só enredo Edu Liguori
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@jjr há 11 meses
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<h5><span style='color: #00aaff;'>💡 Ideia:</span> Inebriar a alma.</h5><p>Leia a ideia completa: <a href='https://www.literunico.com.br/ideas/inebriar-a-alma-68670fe6b6cb7'>Clique aqui</a></p>
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@EscritosdeVitorHugo há 11 meses
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Cavalo Brasil Que voraz armadilha se meteu, o selvagem alazão, que pelo canto estrangeiro se deixou levar para as profundezas da servidão! E mesmo já tendo escapado, passou a porteira com as cores do império que lhe escravizou! E mesmo livre de novo, foi preso de novo, por um novo nem tão novo assim! E livre foi feito de bobo pelo homem de verde, de mão nada amiga, mas braço bem forte: batia no lombo, batia o chicote! Mas novamente o cavalo viu a liberdade. Será liberdade? Ou só pasto novo com cerca mais longe? Será liberdade ou só dono novo? Espero algum dia que esse velho cavalo alcance um futuro mais livre que o hoje!
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@MarU há 11 meses
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#Desafio 182 *Atração* Cada poro do meu corpo pressente você, te convidando a amar, exalando feromônios no ar. Meus olhos, a te fitar, brilham como estrelas ao vê-lo devolver-me um olhar. Você acende pra mim em meio à multidão. O Universo em conspiração. Você, minha constelação. Nossa mágica em fusão. Nossos corpos magnéticos: atração. MarU
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@EscritosdeVitorHugo · há 11 meses
Que poema esplêndido amiga! Quando eu crescer eu quero ser igual a você rs! Você é sempre talentosa demais com as palavras!🥰❤️
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@JuNaiane há 11 meses
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A lembrança do teu beijo me atormenta o dia inteiro. Quanto mais eu me afasto, mais de você desejo. #desafio 365/183
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@CrisRibeiro há 11 meses
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#Desafio 183 A balança entre nós Se encontraram uma vez, na esquina torta do destino um com o peito pra dentro, outra, querendo colo divino. Ele pesava o mundo em silêncio, ela gritava com olhos de luz. Ele: introspecto, ela: explosão que seduz. Na balança dos dois, não havia medida justa: ela queria mimo, ele, caverna e busca. Amaram-se num relâmpago, que cortou o tempo em dois. Ela queria ser tocada com palavras, ele, calava depois. Ela: sobrecarga de afeto. Ele: superproteção. Dois excessos opostos, dançando na contramão. Ela queria atenção inteira, ele, amar sem se expor. Dois pesos de uma moeda, que só gira na dor. Hoje, ele carrega suas culpas, feito pedra na alma, discreto. Ela finge não doer, mas chora por um abraço completo. A balança nunca equilibra quando um ama em silêncio e o outro em voz alta demais. Mas ainda assim, ambos pesam: no mesmo coração, em lados opostos do cais. Cr💞s Ribeiro
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@JuNaiane · há 11 meses
Perfeito e triste 🥺
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@classicos há 11 meses
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Livro: Da minha aldeia vejo quanto a terra Autor: Alberto Caeiro Lançamento: Início do século XX (em domínio público como parte dos heterônimos de Fernando Pessoa) Da minha aldeia vejo quanto a terra é um dos poemas mais representativos da filosofia de Alberto Caeiro. Nele, o poeta afirma que não é preciso viajar para conhecer o mundo — basta olhar verdadeiramente para o que está ao redor. A partir de sua aldeia, ele sente que vê o mundo inteiro, porque enxerga com atenção e presença. O poema é um elogio ao olhar simples e atento, à valorização do lugar em que se está, e uma recusa da inquietação que busca fora o que já existe dentro do momento vivido. #domíniopúblico #Clássicos
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@classicos há 11 meses
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Livro: Da mais alta janela da minha casa Autor: Alberto Caeiro Lançamento: Início do século XX (em domínio público como parte dos heterônimos de Fernando Pessoa) Da mais alta janela da minha casa é um poema em que Alberto Caeiro expressa sua visão contemplativa do mundo. Do alto, ele observa a realidade com distanciamento sereno, sem buscar significados ocultos ou transcendentes. A janela funciona como metáfora da consciência do poeta: aberta, silenciosa, voltada para o que existe. Mais uma vez, Caeiro reafirma sua crença de que ver, aceitar e sentir são atos completos — a poesia está no que é, não no que se imagina. #domíniopúblico #Clássicos
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@classicos há 11 meses
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Livro: Creio que irei morrer Autor: Alberto Caeiro Lançamento: Início do século XX (em domínio público como parte dos heterônimos de Fernando Pessoa) Creio que irei morrer é um poema de tom sereno e direto, no qual Alberto Caeiro aborda a morte sem medo, mistério ou drama. Fiel à sua visão naturalista, ele a encara como um fato simples da existência — tão natural quanto viver. Não há desejo de eternidade nem angústia metafísica; apenas a aceitação tranquila de que a vida segue seu curso. O poema reflete sua filosofia de que tudo o que existe nasce, passa e desaparece — e isso é perfeitamente suficiente. #domíniopúblico #Clássicos
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@classicos há 11 meses
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Livro: Como um grande borrão de fogo sujo Autor: Alberto Caeiro Lançamento: Início do século XX (em domínio público como parte dos heterônimos de Fernando Pessoa) Como um grande borrão de fogo sujo é um poema em que Alberto Caeiro observa o pôr do sol de forma crua e desromantizada. Ao descrevê-lo como um “borrão de fogo sujo”, o poeta rejeita a idealização poética comum e reafirma seu compromisso com a realidade tal como ela é. Para Caeiro, a beleza não precisa de adorno ou significado profundo — ela existe mesmo nas imagens imperfeitas e nos fenômenos mais banais. O poema é mais um exemplo de sua poética da simplicidade e da aceitação do mundo sem filtros. #domíniopúblico #Clássicos
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@classicos há 11 meses
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Livro: Como quem num dia de verão abre a porta de casa Autor: Alberto Caeiro Lançamento: Início do século XX (em domínio público como parte dos heterônimos de Fernando Pessoa) Como quem num dia de verão abre a porta de casa é um poema que expressa a leveza e naturalidade com que Alberto Caeiro encara a vida e a escrita. O gesto simples de abrir a porta num dia de verão simboliza sua atitude diante do mundo: direta, descomplicada e sem pretensão. Caeiro não busca grandes verdades — ele apenas observa, sente e escreve como quem respira. O poema reafirma sua crença de que a verdadeira poesia está nas coisas simples e nos momentos vividos sem esforço. #domíniopúblico #Clássicos
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@classicos há 11 meses
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Livro: Bendito seja o mesmo sol em outras terras Autor: Alberto Caeiro Lançamento: Início do século XX (em domínio público como parte dos heterônimos de Fernando Pessoa) Bendito seja o mesmo sol em outras terras é um poema que exalta a universalidade da natureza. Alberto Caeiro celebra o fato de que o sol que brilha sobre ele é o mesmo que ilumina lugares distantes e desconhecidos. Essa constatação, longe de despertar nostalgia ou desejo de viajar, reforça sua visão de contentamento com o aqui e agora. O poema reflete sua filosofia de que tudo o que existe é suficiente por si mesmo — e que a realidade, em sua simplicidade, é o que há de mais sagrado. #domíniopúblico #Clássicos
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@classicos há 11 meses
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Livro: Assim como falham as palavras Autor: Alberto Caeiro Lançamento: Início do século XX (em domínio público como parte dos heterônimos de Fernando Pessoa) Assim como falham as palavras é um poema em que Alberto Caeiro expressa sua desconfiança da linguagem como meio de apreender a realidade. Para ele, as palavras distorcem, complicam e afastam o ser humano da experiência direta das coisas. Caeiro defende que ver e sentir são mais verdadeiros do que tentar explicar. O poema é um manifesto contra a intelectualização do mundo e a favor de uma vida vivida com os sentidos, sem mediação ou interpretação excessiva. #domíniopúblico #Clássicos
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@classicos há 11 meses
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Livro: As quatro canções que seguem Autor: Alberto Caeiro Lançamento: Início do século XX (em domínio público como parte dos heterônimos de Fernando Pessoa) As quatro canções que seguem reúnem pequenos poemas de Alberto Caeiro que condensam sua visão de mundo em versos simples, diretos e quase orais. Nessas canções, o poeta celebra a natureza como ela é — sem artifício, sem metáforas, sem necessidade de significar mais do que mostra. São fragmentos de contemplação pura, onde olhar uma flor ou sentir o vento já é, por si, um ato completo. Caeiro reafirma sua crença de que o verdadeiro saber está em ver e sentir, e não em interpretar ou buscar sentidos profundos. #domíniopúblico #Clássicos
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@classicos há 11 meses
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Livro: As bolas de sabão que esta criança Autor: Alberto Caeiro Lançamento: Início do século XX (em domínio público como parte dos heterônimos de Fernando Pessoa) As bolas de sabão que esta criança é um poema em que Alberto Caeiro revela sua filosofia da simplicidade e da aceitação do real. Ao observar uma criança brincando com bolas de sabão, o poeta não busca significados ocultos — ele enxerga nelas apenas o que são: bolas coloridas que flutuam e estouram. Mas admite, com leveza, que mesmo sendo apenas bolas de sabão, “são mais belas do que tudo quanto eu tenho pensado”. A cena é uma celebração da infância, da liberdade e da beleza das coisas inúteis, que existem apenas por existir. #domíniopúblico #Clássicos
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@classicos há 11 meses
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Livro: Ao entardecer Autor: Alberto Caeiro Lançamento: Início do século XX (em domínio público como parte dos heterônimos de Fernando Pessoa) Ao entardecer é um poema que reflete a simplicidade contemplativa de Alberto Caeiro. Nele, o poeta observa o fim do dia sem tentar extrair dele qualquer significado oculto — apenas reconhece a beleza do momento tal como é. Para Caeiro, o entardecer não precisa ser símbolo de fim ou de nostalgia: é apenas o entardecer, e isso basta. Sua poesia rejeita o excesso de pensamento e convida o leitor a ver o mundo com os olhos limpos de interpretações. #domíniopúblico #Clássicos
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