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@eliz_leao há 4 meses
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Ao fechar o olhos, Sinto seu cheiro Seu sussurro em meus ouvidos Sua pele em meus lábios Desliza fácil Úmida, da minha língua Quente das suas paixões Entrelaçado às minhas Deixa o amanhecer nos levar Sempre à La petite mort. Eliz Leão
Últimas respostas
@literunico · há 4 meses
Pra sempre apaixonado!
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@MarU há 4 meses
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#desafio 283 —Quatrocentas mil palavras— Quatrocentas mil palavras,
 alinhadas como soldados
 diante de uma guerra
 já perdida. Na linha de frente,
 nada é mais trucidante
 que o silêncio
 que grita
 no reflexo diante do espelho. Esse silêncio 
não é descrito em palavras, 
mas em sentimentos impotentes
 diante das circunstâncias. A vida cala 
e, calando, fala alto 
para que a alma incruste
 no subconsciente a resposta 
e aceite, conformada… que não há o que fazer. MarU
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@MarU há 4 meses
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#desafio 282 —Sóbria— Hoje não teremos vinho. Irei me embriagar das palavras malditas, sorver cada letra em meia taça de decote, até que te derrame do meu peito. Hoje meu leito é frio, como a tua capacidade de esquecer o meu cio, de não ceder a esse desejo vil e permanecer intacto. Hoje, romperemos nosso pacto, como quem goza antes do outro em descompasso e não se importa com o chamado em pulso, que clama ao ápice em conjunto. Virando-se para o lado. Hoje, prometi te tirar da minha cabeça. Mentirei para mim mesma, como fiz ontem, cruzando forte as minhas pernas, fluindo e escorrendo entre as frestas o que não controlo. Assumo. Hoje, queria que fosse ontem e com a garrafa de vinho aberta, te beber entre cobertas, embriagada de amor, embalados por músicas bregas, cavalgaríamos toda a noite, entrelaçados sem pudor. Quem dera ontem não tivesse acabado e dos sonhos hoje eu não tivesse despertado. Quem dera estivesse ainda embriagada. Mas não vou beber hoje sequer uma taça, amortecendo o desejo no fundo de uma garrafa, tingindo meus lábios de rubi, exalando o hálito perfumado de uva, fermentando na saliva a quentura que te convida a viver. Esta é outra noite tediosa. Estou sóbria e lúcida, sem você. MarU
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@MarU há 4 meses
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#desafio 281 —Questão— Mar profundo no oceano dos seus olhos, mais uma vez mergulho, me molho… sozinha. Te busco e não encontro. Como poderia a tempestade me ver? Na imensidão deste mundo, sou mais um ser vagabundo com coragem de viver. Por mais que me molhe, a água fria em minha pele quente escorre. Dissolvo, crente, que parte de mim mistura-se à água, mas não serei tempestade nem assim, nem serei chuva, molhada. Trovões são música, conversa metafísica, mensagens escondidas em raios e nuvens escuras. Não são raios de sol, mas a luz da lua me reflete um pouco de brilho. Que, translúcida, interpreto sem entender… e cismo serem seu toque de carinho comigo. Aqueço um pouquinho… Recebendo as migalhas de um divino ser, ou não ser. Eis aí minha questão com você. MarU
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@eduliguori há 4 meses
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Ser poeta é imaginar vidas que não existem construir sonhos em nuvens brancas viajar nas brisas de verão voar entre as folhas e pétalas do jardim cair em poços escuros se afogar na lama densa e mais uma vez sorrir porque ser poeta é simplesmente nunca desistir Edu Liguori
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@eduliguori há 4 meses
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Gosto de brincar diversão nunca faz mal diga-se que machucar outrem não é brincadeira fantasia é fazer o bem é eu e você no vale do gozo no rio dos sorrisos na trilha do carinho te quero aqui pertinho já te disse quem sabe um dia Edu Liguori
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@MarU há 4 meses
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#desafio 280 —Fim de verão— Mais uma vez me molhei em suas tempestades. Agora o vento sopra e sinto frio e saudades. Ouço o assovio dos ventos, e o frio me toca a pele e o peito. Arrepio por fora e sinto lentos meus batimentos. Já é tempo de me trocar e ir embora. O medo do tempo feio não mais me apavora, estou cansada de tanta demora. Primavera em mim virou história, outono em fim deixou memórias. Faz parte do fim o inverno de agora. Faz parte de mim o inferno de Caim que me controla. Ainda amo tempestades, noites escuras, a lua, as sombras, as músicas e as mãos que me lembram as suas. Ainda amarei por muito tempo o que restou de você em mim. Ainda amarei, mas não poderei continuar assim, sem respostas. MarU
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@eduliguori há 4 meses
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Ele envelheceu não é mais o mesmo é preciso paciência resgate o poeta está vivo o artista está alerta a experiência está na gaveta ele envelheceu não esqueceu não é mais a mesma a vida acelerada a pauta emergencial o gosto pelo flash ele envelheceu guarda as memórias saudades deseja só que quem sabe ainda exista mais uma estrofe Edu Liguori

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