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@MarU há 3 meses
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#Desafio 256 *Coração atado* Coração atado no peito, no leito a nota é dó. Meus olhos dos seus marejam, nas mãos vazias sem nós. Na garganta um nó se ata, o silêncio assume minha voz. Quisera ouvir seus sonetos, de mensagens secretas de nós. MarU
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@MarU há 3 meses
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#Desafio 255 *Ventos* Os ventos sopram ares. Revolvem os galhos das árvores, guiam, nos céus, as aves, ondulam as águas dos mares. Sopram quente e sopram o frio. Arrepiam a pele, refrescam o calor vil. Movem areias de dunas de seus lugares. Revoltam-se, revolvendo-se, arrastam e carregam, com fúria, tudo pelos ares. Seu furor não vê desculpas: faça fogo, faça chuva, faça tudo que há na terra… alimento para sua busca. E depois de todo movimento, plácido e isento, cessa sua revolta. E, à sua volta, a brisa é calmaria. Após o tormento, os ecos do silêncio entre os destroços da força de selvageria. Ruídos altos de silêncio, gritos do que foi, um dia, algo. Gemidos doloridos de todos, aturdidos pelo sentimento de impotência diante de sua magnitude e violência. Os ventos que sopram calmos também sopram árduos. Só não sopram de volta o que já foi… se foi. Se foi! MarU
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@MarU há 3 meses
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#Desafio 254 *Merengue* Gosto da cor, da textura. Gosto da forma, e da temperatura. Gosto do gosto, de como sinto com língua… E, de súbito, abocanhar inteiro dentro da boca… e deslizar pra fora, lentamente, como quem aprecia… Aquela sensação de crescer e diminuir, explodindo em leite doce dentro da boca. Uma sensação pulsante, que instiga a saliva e me deixa ansiando por outra. Gosto de brincar com as mãos, e passear com os dedos nos intervalos… intercalando a respiração com o toque. O gosto, a força, a visão, a temperatura… E todas as outras coisas que envolvem degustá-lo. Decantá-lo, abocanhá-lo e devorá-lo lentamente, até sentir se desfazer… Dentro da minha boca… só suspiros… e creme. Merengue… meu docinho favorito de comer. MarU
@tibianchini · há 3 meses
Só pela unha já vi que não é você na foto... Mas que poema... Apetitoso!
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@MarU há 3 meses
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#Desafio 253 *Entre nós* Entre nós, as palavras falam mais do que dizemos. Os silêncios gritam o que precisa ser dito. Nossos olhos calam, mas não se deviam… nem por um instante, estão fixos em cada detalhe que julgarem importante. Os ouvidos atentos captam o tom da voz, as notas da música… captam o som da respiração nas pausas, captam o que há no entorno: se vento, se mar, se chuva… se trânsito nas ruas. Mas o que há entre nós de mais bonito, sem dúvidas, é o que sentimos. Cada descoberta, na memória, um registro. Cada palavra pronunciada, assimilo. Cada dor compartilhada, sangro contigo. …mas não largo a sua mão, e sinto que não largará a minha, mesmo que a distância nos mantenha distantes em corpo vivo. A alma nunca se ausenta: faz memória, se apresenta, e, em consciência, é presença… em pensamento vívido. MarU
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@anealfonso há 3 meses
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anealfonso_ 5/12/2025 LANÇAMENTO NA AMAZON | NOSSO NATAL DE FAZ DE CONTA 🎄 Jhon Michael e Olivia Bennett te esperam na Amazon para contar essa história de amor que começou há tantos anos! ❄️ Second Chance ⛄️ Fake Dating ❄️ Proximidade Forçada ⛄️ Romance de cidade pequena ❄️ Reencontro ⛄️ Criança fofa 📚 177 páginas ✨ Amazon | Kindle Unlimited ✨ Não deixe de avaliar após a sua leitura! #livrodenatal #contodenatal #romancedenatal #leitoraderomance #livronovo https://www.threads.com/@anealfonso_/post/DR5V3gcDrHU
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@rosana858 há 3 meses
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O Abraço que Atravessou a Matéria O relógio marca 19h45. Eu aqui, parado, esperando o trem. Multidão apressada, um frio intenso. Olhares vazios. Mais um fim de dia sem sentido. Preso na mesma rotina: a mesma estação, o mesmo vazio, a mesma angústia. Uma sirene se aproxima. O barulho me assusta. Ouço tiros. As pessoas correm. O chão parece se abrir sob meus sapatos gastos. O pavor toma conta, o ar fica pesado e um silêncio ensurdecedor invade o nada. Corro sem pensar. Entro no túnel de luz. O ar congela o peito, a cabeça lateja. Escuridão absoluta. Grito. Ninguém ouve. Minha voz não ecoa. Atravesso a ponte que ameaça desabar. Arranha-céus se dissolvem em nuvens de miasmas. Lamentos e pedidos de socorro vêm de todos os lados. A visão fica turva. Meus batimentos aceleram. Minha mão tenta tocar o seu vestido. A seda macia desliza entre os dedos enquanto procuro me refugiar entre seus joelhos. Tremendo, me agarro a você… busco sua proteção. Um anjo surge, e o clarão te veste de ouro. Com o rosto banhado em lágrimas, meu soluço rasga o desespero que antes me estrangulava. A sirene da ambulância toca. São 20h00. Caído no chão, envolto em sangue, compreendo: você veio me proteger — mesmo depois de ter partido — para que eu não atravessasse esse momento sozinho. Abriu uma fresta no tempo onde o amor de mãe não encontra limite. Já não sinto medo dos bandidos, do tumulto, da catástrofe ao redor. Sinto apenas o seu abraço, o seu beijo e a sua bênção… e o seu olhar trazendo luz para a minha vida que antes parecia apagada. Enquanto eu sigo para um recomeço, sei que você ainda cuida de mim. No ar, fica o seu perfume — enquanto você parte na carruagem conduzida pelos guardiões da morte… Deixa comigo a coragem de voltar à vida, sem medo do que ainda virá — porque agora sei que não existe fim, apenas recomeços. @rschumaher
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@jubran há 3 meses
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« Adventice, Montpellier, France, 2025 » new lithograph available now on atelierjr.net Edition of 180 . 50 x 80 cm - 19.7 x 31.5 in
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@eduliguori há 3 meses
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Um desabafo: Estou muito desanimado, estava começando a selecionar meus textos para um terceiro livro, mas nem o Kindle Unlimited tá ativo. Não vendi um mísero livro desde Abril. É isso. Vou me aposentar.
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@Cilene há 3 meses
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Querido Papai Noel querido Papai Noel eu sei que a escola pediu para a gente escolher um presente podia ser boneca cozinha de plástico ou aquelas coisas de menina que todo adulto fala sorrindo como se eu tivesse prometido alguma coisa pra eles antes mesmo de nascer mas eu queria mesmo era virar super-herói não de capa (acho que engancha nas quinas da mesa) não de salto alto (minha tia disse que toda mulher precisa aprender) não de sorriso paciente que aguenta tudo igual vi minha mãe engolir ontem quando o mundo dela caiu dentro de uma pia cheia de louça eu queria poder salvar gente inclusive eu não quero casar cedo nem carregar bebês antes de carregar meus próprios sonhos não quero limpar o chão dos outros enquanto sujam o meu nome nem quero ser chamada de exagerada quando disser que dói querido papai noel sei que isso talvez não caiba no trenó me disseram que menina nasce sabendo cuidar mas eu só sei correr rápido e pensar coisas enormes e sentir um fogo bonito no peito quando imagino que posso voar para longe de tudo o que querem que eu seja se não der pra me dar superpoderes pode me mandar só uma coisa então: um amanhã onde ninguém diga que eu nasci errada porque eu juro papai noel eu juro que só queria sentir a espada cortando o braço peludo que tentou passar a mão na minha bunda no dia do meu aniversário eu juro que eu só queria salvar o mundo antes que o mundo me engula.
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@GilbertoHSG há 3 meses
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una_o_renascimento_das_eras 4/12/2025 Cada dia mais perto do fim! 1 https://www.threads.com/@una_o_renascimento_das_eras/post/DR2W_MmiYT7
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@novidadesliterunico há 3 meses
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Passo a passo — Como adicionar um livro na Biblioteca do Literunico 1️⃣ Crie sua conta no site Faça seu cadastro no Literunico e faça login. 2️⃣ Acesse a Biblioteca Clique no ícone de seções no canto superior da página e selecione “Biblioteca”. 3️⃣ Pesquise o livro Na barra de pesquisa, digite o título do seu livro favorito e veja se ele já está cadastrado. 4️⃣ Cadastre o livro Se não encontrar, clique em “Deseja cadastrar o livro?” e preencha as informações solicitadas. Pronto! O livro passa a fazer parte da Biblioteca do Literunico. 📚✨ #Literunico #BibliotecaLiterunico #Leitura #IndiqueUmLivro #AutoresIndependentes #LivroNovo #LeitoresDoBrasil #ClubeDoLivro #LeituraCompartilhada #DicasDeLeitura
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@chico-viana-lwd0u há 3 meses
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COMPULSÕES Vejo uma reportagem na TV sobre compulsão. A repórter entrevista alguns compulsivos, que falam sem pudor de suas manias. Uma mulher só se sente feliz quando faz compras. Mostra no guarda-roupa uma porção de vestidos, blusas, sapatos que jamais irá usar. Um homem expõe sua monumental coleção de CDs, que se empilha por vários cômodos da casa. Ele não dará conta disso nem que passe o resto da vida ouvindo música. E será que gosta mesmo de música? Quem gosta elege seus compositores preferidos e os ouve repetidas vezes, sem esse afã de substituí-los por outros. Gostar é resumir, selecionar. Mas o compulsivo não avalia méritos, qualidades; o que o motiva é a satisfação mecânica de seus impulsos. A psicologia cognitivo-comportamental associa os gestos compulsivos a obsessões de que o indivíduo procura se libertar. O pensamento obsessivo aponta para um perigo a que a pessoa fica exposta caso não pratique os rituais de repetição. Neste sentido, comprar sem motivo ou fazer ginástica sem limites seriam pequenas mortificações para afastar uma ameaça ilusória. Ou para apaziguar uma consciência culpada. Essa cadeia de mortificações constitui no limite um distúrbio sério, em que os gestos compulsivos ganham uma espécie de autonomia que faz a pessoa esquecer o que está querendo purgar. É como no tique nervoso, ou no cacoete, que são caricaturas de prece. O indivíduo ritualiza, com trejeitos corporais, uma reza sem sentido. Ou uma reza que, pelo menos no início, só tem sentido para ele. Quem não tem suas compulsões? Aquele que não as tiver atire a primeira pedra (os escritores têm as frases feitas, que são compulsões linguísticas). Alguns as disfarçam em atividades nobres, como a arte ou a política. Outros as sublimam nos rituais religiosos. Outros por fim as vulgarizam em jogos, vícios, exercícios físicos. Minha tese (nada original) é que o excesso de atividade física é uma tentativa de afastar o medo da morte. A consciência de que está exercitando coração e músculos, e com isso combatendo o exército mau de triglicérides e ácidos graxos, dá à pessoa uma ilusão de plenitude. Ou de inexpugnabilidade. Alguns dizem que o que leva a tal excesso é o efeito da endorfina, mas isso não invalida a tese. As preces são uma endorfina da alma, e também se justificam por nossa recusa em morrer. As compulsões mostram que é tênue o limite entre sanidade e doença mental. Mesmo o indivíduo normal tem, como diria Machado, seu grau de sandice. Curar os compulsivos seria curar o mundo, e quem tentasse fazer isso teria o destino de Simão Bacamarte – aquele personagem machadiano que, ao buscar distinguir os doidos dos sãos, termina sozinho em um hospício. ‪(Em “A idade do bobo”, à venda na Amazon)
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@rosana858 há 3 meses
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A Memória da Casa Perdida Você já sentiu saudade de um lugar que não sabe dizer onde fica? Eu sinto desde sempre. Quando criança, eu fugia de casa como quem obedece a um chamado antigo. Pegava qualquer rua, guiada por uma força silenciosa que não cabia no corpo miúdo. Caminhava seguindo rastros apagados, até que algum adulto me encontrava e me conduzia de volta ao que chamavam de lar. Lar… Uma palavra bonita, mas que nunca me abrigou inteira. Minha família sempre foi afetuosa, mas havia em mim um horizonte que não cabia dentro de paredes. Eu me percebia deslocada neste tempo — como se viesse de uma era em que a alma caminhava descalça e reconhecia cada elemento da natureza como parte de si. Nunca me encaixei nos moldes deste século. Quanto mais exigiam que eu me adaptasse, mais meu âmago se erguia em rebeldia — como um pássaro que recorda o vento antes mesmo de abrir as asas. Regras me pareciam máscaras, e eu jamais quis ser figurante numa peça que não escrevi. Sempre preferi vivenciar as cenas que a vida projetou para o meu crescimento. Tornei-me adulta desafiando limites e expectativas. Nunca vivi para agradar ninguém. E, às vezes, ultrapassei fronteiras apenas para provar a mim mesma que elas não eram reais. Há dias em que me sinto dentro de uma redoma transparente: o mundo gira lá fora, pessoas se movem em ritmos que desconheço... e eu, do lado de dentro, encosto as mãos no vidro, incapaz de atravessar. O que mais machuca não é a distância — é a falta de sentimento, tão rara, tão esquecida. E, ainda assim, existe dentro de mim uma força que chama para longe. Quero ir — para onde, não sei. Talvez para um local onde a magia ainda colore o universo em tons que não existem aqui. Onde o ar é puro, o silêncio tem melodia, e viver é sagrado — muito mais do que cumprir tarefas e colecionar objetos. Sinto uma nostalgia funda de algo que minha essência já viveu, uma memória que meu coração protege como um relicário. Meu inconsciente se recusa a apagar aquilo que não deveria ter sido esquecido. Às vezes levanto o rosto para o céu e troco olhares com as estrelas. Elas me reconhecem. E, no brilho que devolvem, há um aconchego antigo, como se, por um segundo, eu regressasse à minha verdadeira morada. Não sou contra o avanço das máquinas. Mas sei, no íntimo, que já fomos muito mais do que elas jamais serão. Carregávamos dons, forças, sensibilidades que hoje dormem nos cantos mais silenciosos do espírito. Desaprendemos a usar o que sempre foi nosso. Sinto a ausência de coisas que não sei nomear. Saudade de pessoas que talvez nunca tenham caminhado neste plano. E quando o déjà-vu me toca — num filme de época, numa ruína que respira histórias, numa trilha onde a natureza fala — eu reconheço esse toque como quem reencontra uma parte perdida de si mesma. Sigo procurando meu território — um lugar que parece viver entre o passado e o indizível, talvez numa dobra do tempo, onde ainda sou inteira. Escrevo este texto como quem lança uma garrafa ao mar. Talvez existam outros viajantes desse mesmo mundo invisível. Talvez você, que lê, também carregue essa memória de casa — uma casa que não aparece em mapas, mas que o sentir reconhece e insiste em reencontrar. @rschumaher
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@fksilvain há 3 meses
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<div style='text-align: center;'><p><img src='https://literunico.com.br/storage/creations/covers/p4vTiTmYAjmzVntqM5Ze210ecCFIeuZXe47SF1lM.jpg' style='max-width:50%; height:auto;'></p><p><a href='https://literunico.com.br/creations/329' target='_blank'><strong>A história de Melissa & Diogo</strong></a></p><p><a href='https://literunico.com.br/creations/329/chapters/1584' target='_blank'>Clique aqui para ler o capítulo "Capítulo 1: Pura Raiz x O Alchimista" completo</a></p></div>
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