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@literunico há 11 meses
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O tema do Livro que apoia o #desafio de hoje é: 105 - Fale sobre um livro que seja uma obra de arte completa. #Link365TemasLivros
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@literunico há 11 meses
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Hoje também celebramos o nascimento de Robert Walser (15 de abril de 1878), autor suíço cuja escrita singela, introspectiva e profundamente humana ainda ressoa com leitores em todo o mundo. Com obras como Jakob von Gunten, Walser mergulha nas contradições do eu, nas margens da liberdade, e nos gestos invisíveis da existência. Sua prosa, delicada como neve caindo, carrega uma beleza melancólica que dança entre o absurdo e o sublime — como se cada palavra fosse escrita andando, em silêncio, na beira de um mundo que só ele via. "A liberdade é fria e bela... nunca se apaixone por ela." Palavras que deslizam como gelo sob os pés — frágeis, fugidias, eternas.
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@rafaelaraujoescritor há 11 meses
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As palavras têm um poder tão avassalador que podem: Te fazer sorrir como quem recebe aquele abraço e o colo quente da mãe; ou chorar como quem abraça a própria ausência. Te ferir como lâminas invisíveis que cortam até a mais fina camada da alma; ou te curar como o bálsamo que alivia toda dor que te aflige. Despertar o amor como quem se apaixona à primeira vista; ou o ódio, que suga até o cerne da tua existência. Trazer a guerra como quem profere discursos infames e tortuosos; ou a paz, num simples pedido de perdão. Salvar uma vida que está pendurada por um fio de seda; ou condená-la, como quem é empurrado para o abismo sem fim. Te aprisionar como quem não quer que você enxergue com lucidez; ou te libertar, como a luz do farol que guia os navios em meio à escuridão e à neblina densa que engole a visão. © 2025 Rafael Araújo
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@edsonbas há 11 meses
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Entrei no ônibus, minha poltrona era a da janela, coloquei minha bagagem de mão no bagageiro que fica acima das nossas cabeças e sentei. Hoje em dia as janelas dos ônibus não abrem mais, a gente pode até viajar curtindo a paisagem, mas faz falta sentir os cheiros e ouvir os ruídos dos lugares por onde passamos e a sensação gostosa do vento refrescante batendo na cara, estamos presos numa caixa hermeticamente fechada, com um ar condicionado sempre mais frio do que o necessário e um silêncio absoluto. Uma senhora que aparentava ter acabado de entrar na terceira idade subiu os degraus, passou pela porta que levava da cabine do motorista ao interior do ônibus, olhou para o bilhete de passagem, depois para as plaquinhas que ficam no bagageiro indicando o número das poltronas, voltou a olhar para o bilhete, depois para mim, balançou a cabeça afirmativamente, me pediu licença e se sentou. Me desejou boa viagem e foi pegando seus fones de ouvido, respondi desejando o mesmo enquanto ela os colocava. O motorista passou pelo corredor conferindo se o número de passageiros à bordo batia com o número de bilhetes de passagem que foram entregues a ele, voltou, nos instruiu sobre o uso do cinto de segurança (que ninguém usa), falou das paradas que seriam feitas durante a viagem, nos desejou boa viagem, entrou na sua cabine, fechou a porta, deu a partida no ônibus e começou a nos conduzir ao nosso destino. Assim que pegamos a estrada, comecei a ouvir um barulho como se alguma pessoa estivesse tentando abrir uma embalagem, olhei para o lado, era a minha vizinha de poltrona tentando abrir uma bala, mas suas unhas excessivamente compridas a atrapalhavam nesta difícil tarefa, pois a bala era muito pequena diante daquelas enormes espadas vermelhas. Voltei a olhar para a estrada, mas continuava a ouvir aquele barulhinho, era uma situação um tanto quanto engraçada. Algum tempo se passou e finalmente o barulhinho cessou, pensei comigo mesmo: "Que luta, hein?! Como a busca pela 'beleza' é capaz de transformar uma tarefa tão simples literalmente em uma peleja". Foi então que a situação começou a perder a graça. De início era só mais um barulhinho como o da embalagem sendo aberta, só que este se parecia mais com o barulho de um botão daqueles que a gente fecha apertando, mas em meio a todo aquele silêncio o ruído foi se transformando em um estrondo, como se fosse um bate-estacas. Fiquei prestando atenção para ver se descobria de onde ele vinha. Era a bala que aquela senhora estava chupando, ela não a deixava quieta, fazia com que rodasse a boca toda e ficasse batendo nos seus dentes, eles eram as "estacas". É o tipo de coisa que normalmente a gente deixa para lá, nem presta atenção, mas no contexto em que eu estava não havia como não ouvir. Mesmo assim, deixei para lá, uma hora aquela bala iria acabar mesmo. Passados uns 10 minutos, o silêncio voltou a reinar. A bala acabou, eu sabia, e nem demorou muito. Não demorou muito também para eu começar a ouvir novamente o barulhinho da embalagem de mais uma bala sendo aberta. Mais 10 minutinhos daquele barulho chato da bala batendo nos dentes? Dá para aguentar, passa rápido, tiro de letra. Só que não foi bem assim, não passou tão rápido, pois agora o bate-estacas se intercalava com uma pistola de rebite. Cada vez que a bala era pressionada no céu da boca e chupada, a língua produzia um som como um tiro ao se desgrudar de lá, era o vácuo que se formava. Estes 10 minutos foram mais longos que os primeiros. Então, aquela mão com longas unhas vermelhas se enfiou na bolsa e sacou mais uma bala, depois outra, e mais outra. Acho que ela tinha um saco de balas lá dentro. Sempre que eu achava que estava acabando, ela abria outra e enfiava na boca, cada vez com mais destreza. Parecia que ela havia aprendido um macete para abrir as embalagens, as unhas não atrapalhavam mais. Aquilo estava virando uma tortura, mas eu não podia mudar de assento, muito menos sair do ônibus. Deu vontade de tomar o saco dela e jogar pela janela, mas os ônibus de hoje em dia não têm janela. Depois deu vontade de jogar aquela mulher pela janela, mas os ônibus de hoje em dia não têm janela. Deu até vontade de pular pela janela, mas os ônibus de hoje em dia não têm janela.
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@eliz_leao há 11 meses
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Calada, te dispo com o olhar. Minha imaginação voa, Semeia, regando essa carne, Antes tão árida, solitária, Agora, transformada em um lindo oásis. Tua pele de reentrâncias, Protuberâncias, Toma a minha, Fazendo nuances, De arrepios e calor. Quero, provar do teu doce salgado, Do teu gemido, gritado, Da tua ondulação em mim. Pisco, e meu prazer te molha, Tornando o teu, O gozo que reflete o meu. Eliz Leão
@literunico · há 11 meses
E nem é sexta ainda! 👀
@CrisRibeiro · há 11 meses
Olha elaaaaaaa!!!!🔥🔥🔥
@MarU · há 11 meses
Tem um sexxxtou na minha terça… ❤️‍🔥🌚
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@inifada152 há 11 meses
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Diario de uma ilustradora saindo da frustração: Alguém já chorou, se emocionou quando terminou um desenho? Essa eu fiquei alguns segundos a encarando sem acreditar no que estava a observar. Arrancando-me o fôlego ao contemplar as técnicas que estavam me fazendo querendo desistir de pintar porque não estava conseguindo acertar uma técnica e agora vem esse resultado incrível. Sei que à melhoras, mas por enquanto vou chorar a contemplar Só tenho agradecer Deus, porque esse dom é todo seu e o Senhor sabe que estarei sempre à seu serviço
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@MarU há 11 meses
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#Desafio 104 *(des)Encontro* Parei um momento Para pensar: Em como será Que será? Mergulhará No verde dos meus olhos, Cara a cara, Profundamente. Adentrará em mim, Tomado de memórias, Reviverá nossas histórias Novamente, Tudo numa fração De segundos. Tentará discretamente Desviar o olhar, Mas, de súbito, Um abraço virá, E meu perfume Impregnará Em sua mente. Sentirá minhas nuances De suor Levemente, E, tão rápido Quanto o momento Chegou, Ao mesmo tempo Me vou. E, com um sorriso, De cumplicidade, Como quem sabe O que ninguém Além de nós Mais sabe, Deixarei apenas O som Da minha voz educada: “— Foi bom, Enfim, Te conhecer!” E, com um aceno, De rosto baixo E sorriso largo, Te deixo ali parado, Entre imagens Do meu corpo, no passado E as peças que faltavam, Tudo perfeitamente Alinhado, Confuso… No fundo, Premeditado. E não vais Me esquecer, Jamais. Vai desejar Ter vivido Muito mais Do que pôde Acontecer. Mas agora O tempo já foi Cumprido E, como a voz Que se despede E vai sumindo, Vais assumindo Sua sentença: Hás de me amar Mais do que pensa. Assim como eu, Acanhada, Discretamente Me vou, Sem saber Se suportarei Lhe esconder Este meu amor. MarU
@eliz_leao · há 11 meses
Oinn🩷🥹
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@classicos há 11 meses
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Livro: As Paradas Autor: Artur Azevedo Lançamento: Final do século XIX "As Paradas" é um conto que combina crítica social e humor, traço marcante na obra de Artur Azevedo. A narrativa aborda as solenidades militares e civis com olhar irônico, questionando o exagero e a teatralidade dessas celebrações públicas, enquanto revela os bastidores da vaidade e do poder. #domíniopúblico #Clássicos
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@classicos há 11 meses
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Livro: As Cerejas Autor: Artur Azevedo Lançamento: Final do século XIX "As Cerejas" é um conto breve e espirituoso no qual Artur Azevedo usa uma situação simples para revelar nuances do comportamento humano. Com sua habilidade em capturar pequenos gestos e transformá-los em cenas cômicas ou reveladoras, o autor nos conduz por uma história leve que também faz rir e pensar. #domíniopúblico #Clássicos
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@classicos há 11 meses
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Livro: As Asneiras do Guedes Autor: Artur Azevedo Lançamento: Final do século XIX "As Asneiras do Guedes" é um conto cômico em que Artur Azevedo retrata, com sua típica verve satírica, os tropeços e gafes de um personagem que tenta se sobressair socialmente, mas acaba se revelando atrapalhado e ingênuo. A obra brinca com as vaidades humanas e expõe, com leveza, os ridículos da pretensão e da falta de tato. #domíniopúblico #Clássicos
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@classicos há 11 meses
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Livro: Amor por Anexins Autor: Artur Azevedo Lançamento: 1872 "Amor por Anexins" é uma comédia em um ato, onde Artur Azevedo usa ditados populares — os “anexins” — como ferramenta para construir diálogos espirituosos e cheios de duplo sentido. A peça gira em torno do romance entre personagens cujas conversas são marcadas por essas expressões, trazendo à tona o humor leve e criativo típico do autor. #domíniopúblico #Clássicos
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@classicos há 11 meses
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Livro: Abel e Helena Autor: Artur Azevedo Lançamento: Final do século XIX "Abel e Helena" é um conto romântico com toques de crítica social, em que Artur Azevedo apresenta um casal envolvido por sentimentos sinceros em meio a convenções e expectativas da sociedade da época. A narrativa combina emoção, ironia e observações sutis sobre o amor e os desencontros do cotidiano. #domíniopúblico #Clássicos
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@classicos há 11 meses
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Livro: A Tia Aninha Autor: Artur Azevedo Lançamento: Final do século XIX "A Tia Aninha" é um conto marcado pela ternura e pelo olhar afetuoso de Artur Azevedo sobre as figuras femininas do cotidiano. Com um estilo leve e toques de humor, o autor retrata a rotina e os afetos de uma personagem simples, revelando, nas entrelinhas, as sutilezas da convivência familiar e dos laços afetivos. #domíniopúblico #Clássicos
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@classicos há 11 meses
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Livro: A Viúva do Estanislau Autor: Artur Azevedo Lançamento: Final do século XIX "A Viúva do Estanislau" é um conto repleto de humor e crítica social, no qual Artur Azevedo aborda o comportamento humano diante da viuvez e das conveniências sociais. Com sua ironia fina, o autor desmonta aparências e expõe o jogo de interesses e sentimentos por trás das relações. #domíniopúblico #Clássicos
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@classicos há 11 meses
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Livro: A Ritinha Autor: Artur Azevedo Lançamento: Final do século XIX "A Ritinha" é um conto que explora com sensibilidade e humor as relações afetivas e os costumes da sociedade da época. Artur Azevedo, com sua escrita ágil e olhar crítico, constrói uma personagem carismática envolvida em situações que revelam as contradições entre aparência e sentimento. #domíniopúblico #Clássicos
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@classicos há 11 meses
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Livro: A Princesa dos Cajueiros Autor: Artur Azevedo Lançamento: Final do século XIX "A Princesa dos Cajueiros" é um conto delicado e bem-humorado em que Artur Azevedo constrói uma narrativa encantadora, misturando romantismo, crítica social e elementos do imaginário popular. Com sua prosa leve, o autor valoriza os costumes regionais e celebra, com graça, a figura feminina no cenário brasileiro. #domíniopúblico #Clássicos
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@classicos há 11 meses
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Livro: A Polêmica Autor: Artur Azevedo Lançamento: Final do século XIX "A Polêmica" é uma peça em que Artur Azevedo aborda, com seu humor característico, as discussões e divergências que surgem em torno de temas sociais e culturais. A obra revela o talento do autor para transformar debates aparentemente triviais em situações cômicas, repletas de ironia e crítica sutil. #domíniopúblico #Clássicos
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@classicos há 11 meses
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Livro: A Pele do Lobo Autor: Artur Azevedo Lançamento: Final do século XIX "A Pele do Lobo" é um conto marcado pela crítica sutil e pelo humor refinado de Artur Azevedo. Através de uma narrativa breve e envolvente, o autor questiona aparências e intenções humanas, mostrando como as máscaras sociais podem esconder verdadeiras intenções — às vezes perigosas, às vezes ridículas. #domíniopúblico #Clássicos
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@classicos há 11 meses
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Livro: A Nota de Cem Mil-Réis Autor: Artur Azevedo Lançamento: Final do século XIX "A Nota de Cem Mil-Réis" é um conto cômico e crítico, onde Artur Azevedo usa uma simples nota de dinheiro como ponto de partida para revelar os pequenos absurdos e contradições da vida urbana. Com seu estilo leve e irônico, ele retrata o impacto do dinheiro nas relações sociais e nos valores morais. #domíniopúblico #Clássicos
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