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@novidadesliterunico há 11 meses
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Homenagem a Henri Barbusse (1873-1935). É mais conhecido por seu romance "O Fogo" (Le Feu), publicado em 1916, uma obra brutal e realista sobre a Primeira Guerra Mundial, baseada em sua própria experiência como soldado nas trincheiras. INFERNO: <a href="https://www.literunico.com.br/books/619">Aqui!</a> #aniversárioliterário #diadecelebrarescritor
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@tibianchini há 11 meses
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Soneto modernista Poemas antigos 001 Encontrei um arquivo bem antigo, perdido em pastas perdidas de drives perdidos. Não tenho as datas, mas minha memória é ótima e sei que são de 1995-1996. Não, não são bons, eu sei. Mas queria deixá-los por aqui. Não que a Literunico seja um depósito, mas pode ser um registro de memórias. Não se espantem. Relevem. São antigos e velhos, e resultado de experimentos. Muitos deles só foram feitos como exercício - e é ótimo registrá-los, porque demonstra que meus (poucos) poemas bons vêm de toneladas de testes e exercícios ruins. Viva a persistência! Agora, chega de conversas e desculpas. Eis o primeiro, que se chama... Soneto modernista Eu poderia lhe dizer: "Multiplique as estrelas do céu pelas gotas do oceano, e terá uma vaga idéia do quanto eu te amo.", Mas eu não sou bom em matemática; Eu poderia falar assim: "A Lua se inspira em tua beleza prá brilhar, E o Sol rouba de teu calor para nascer...", Mas sou péssimo em astronomia; Meu Deus; eu lhe poderia dizer: "Se esta rua fosse minha, eu mandava ladrilhar Com pedrinhas de brilhante, só prá você passar.", Mas ainda não sou tão rico assim; Eu não sou lá muito inteligente; Mas eu te amo.
@JuNaiane · há 11 meses
Modesto você é, com toda certeza! Não tem nada de ruim aí, eu amei 🥰
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@literunico há 11 meses
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Você anda sem muita inspiração ou em dúvida de qual tema utilizar para escrever um livro novo? Escreve ficção, mas está sem paciência para criar um universo do zero? Desanima só de imaginar a parte de se preocupar em revisar, editar, buscar leitor beta, fazer capa, divulgar, publicar? Então, aguarde, o @literunico vai fazer tudo isso para quem se dispor a criar uma história dentro do Universo em Órbita. 💫 ♾️ Em breve, mais detalhes.
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@literunico há 11 meses
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#IdiomaMonar ESTRUTURAS FUNDAMENTAIS DO IDIOMA MONAR “O que vibra no peito antes de ser lido, é linguagem que já foi vivida.” I. A LÍNGUA QUE É LEMBRADA A Língua MONAR não é aprendida, ela é lembrada. II. REGRAS FUNDAMENTAIS DO IDIOMA MONAR 1. Sílabas (CV) Toda palavra é construída a partir de sílabas simples, com a estrutura consoante + vogal. Ex: KA, MI, TO, LU... 2. Encontros vocálicos (VV) Vogais podem se encontrar, mas nunca há consoantes duplas. III. SISTEMA NUMÉRICO MONAR "Em MONAR, contar não é acumular. É dar valor." A numeração em MONAR segue o mesmo princípio da língua: nenhuma palavra carrega excesso, e tudo deve respirar e ser transmitido. REGRAS GERAIS Números são compostos por sílabas simples. Nunca há encontros consonantais Toda dezena pura é precedida de ZE, o marcador de vazio e reinício Centenas e milhares possuem seus próprios nomes funcionais: RU = CEM TO = MIL I. NÚMEROS DE 0 A 9 Cada número carrega um valor matemático e um valor simbólico profundo: Número / Palavra / Valor Simbólico 0 ZE O vazio, a pausa antes da criação 1 OR Unidade, origem, o primeiro ponto de consciência 2 ES Reflexo, relação, dualidade necessária 3 AR Trindade, equilíbrio entre forças 4 IM Estrutura, base estável do ser 5 UR Centro, força vital, coração do ciclo 6 OS Transição, ponte, movimento entre estados 7 EM Mistério, véu, travessia invisível 8 AS Retorno, movimento espiralado 9 IR Limite, rompimento, passagem final II. DEZENAS (terminadas em zero) Dezenas puras sempre iniciam com ZE para preservar a fluidez fonética. Número Palavra 10 ZEOR 20 ZEES 30 ZEAR 40 ZEIM 50 ZEUR 60 ZEOS 70 ZEEM 80 ZEAS 90 ZEIR III. COMPOSTOS (dezenas + unidades) Construídos com sequência fonética limpa: → Ex: ORES = onze = OR + ES Número Palavra MONAR 11 OROR 12 ORES 13 ORAR 14 ORIM 15 ORUR 21 ESOR 22 ESES 23 ESAR 24 ESIM 25 ESUR 31 AROR 42 IMES 64 OSIM 86 ASOS 97 IREM IV. CENTENAS E MILHARES RU e TO assumem os papéis de cem e mil, funcionando como palavras-número, não apenas unidades. Número Palavra 100 RU 101 RUOR 110 RUZEOR 111 RUOROR 200 RUES 999 RUZEIRIR Número Palavra 1000 TO 1001 TOOR 1010 TOZEOR 1111 TORUOROR V. LÓGICA COMPOSITIVA > MONAR constrói seus números como versos, não como cálculos. ZE marca reinício e abertura OR, ES, AR... seguem como pilares simbólicos Nenhum número cola consoantes Palavras maiores carregam ritmos internos EXEMPLOS MONAR NUMÉRICOS 13 = ORAR (o princípio equilibrado) 25 = ESUR (relação com força) 60 = ZEOS (vazio da transição) 101 = RUOR (ampliação que se reinicia) 1001 = TOOR (riqueza abrindo novo princípio) CONCLUSÃO > "Os números em MONAR não servem para contar o que se tem, mas para sentir o que se manifesta." Cada palavra numérica carrega música, forma e verdade. IV. ESTRUTURA DO ALFABETO FONÉTICO 13 consoantes (K, L, M, N, P, S, T, V, B, D, G, Z, R) 5 vogais (A, E, I, O, U) → 65 fonemas possíveis em forma CV Além disso, ditongos e encontros vocálicos estão permitidos conforme regras anteriores, desde que: A primeira vogal seja aberta A segunda, fechada Ex: COE (CÓE) SOIA (SÓ-IA) V. VERBOS E SUBSTANTIVOS Verbos: Verbos são definidos por terminações em R (ou RA) e não sofrem flexão por pessoa. Exemplos: VIR = ver TIR = passar, transformar LAR = amar Temporalidade verbal: MONAR não conjuga por pessoa, mas declina no tempo por partículas posicionais: Passado: prefixo * Futuro: sufixo * Exemplos: *VIR = viu VIR* = verá > O verbo sempre está no meio: o tempo envolve a ação. Verbo como substantivo: Quando o contexto permite, verbos também podem ser usados como substantivos simbólicos. Exemplo: VIR pode ser “visão”, “testemunho”, “olhar” LAR pode ser “amor”, “vínculo” VI. CONSTRUÇÃO DE PALAVRAS As palavras em MONAR seguem uma lógica de raízes combinadas: Substantivos compostos: duas raízes fundidas Ex: MONMI (a casa da mãe), VIRSOL (ver a luz) Expansão com partículas: MI = lugar RA = ação As palavras não têm gênero gramatical. O sentido é simbólico, não técnico. VII. PRONOMES PESSOAIS Pronome Pessoa Glifo E Eu ⟡ I Ele/Ela ◬ O Você(s) ⊚ U Nós ⟁ VIII. PALAVRAS SAGRADAS E SEUS GLIFOS Palavra Glifo Significado MON 𐍈 Mãe, origem FAR 𐍉 Pai, força SOL 𐌷 Luz, revelação VIR 𐍒 Ver, testemunhar LAR ⌂ Amor, coração, morada interna MI ⌂ Casa, lugar físico ou espiritual TIR ✶ Tempo, transformação, ciclo VIA ∞ Vida, fluxo vital contínuo MIR ੴ Morte, estrela caída, fim que renasce IX. FRASES MODELO COM O VOCABULÁRIO ATUAL MONMI → Lugar da origem VIRSOL → Ver a luz LARMI → Casa do amor TIRVIA → Tempo da vida MIRMIR → Morte idêntica FARSOLVIA → A força gera luz e vida ⟡VIR*SOL → Eu verei a luz *VIR⊚ → Você viu > A MONAR não se decora. Se descobre.
@MarU · há 11 meses
Ualll! Bastante informação agora. 😗🙌
@MarU · há 11 meses
Tentativa n°2. Para : ⍃𐍒𐌷 Os três despertam para a luz. 𐍈 ⍁ 𐍈 A criação observa seu reflexo. 𐌷𐌏 ⍁ 𐌹𐌴 A luz se revela. 𐍉𐌿 ⍁ 𐌷𐌕 A força libera sua essência.
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@literunico há 11 meses
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Pela sugestão da @fksilvain, vou transformar a sugestão dos livros em desafio. O desafio dos 365 dias se mantém e um novo desafio começa na segunda-feira, especificamente para os livros. Quem já está no 365 dias, continua mas não participa desse novo desafio, um será extensão do outro. Aguardem!
@fksilvain · há 11 meses
Ihhhhhh...! A minha sugestão era publicar os mesmos temas na mesma ordem, nada mais complicado que isso 🤣🤣🤣🤣
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@literunico há 11 meses
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#Dia 335 Superstição Ela anda de mansinho, meia palavra, dedo cruzado. Superstição não vê caminho, segue o vento enredado. Carrega fitas, promessas e sal, reza torta em chão sagrado. Superstição beija no final do que o medo deixa selado. Crê no que escapa ao sentido, mas abraça como quem já sabe. Superstição não exige do ouvido, mas fala e cala, como uma chave. É fé que teme a dúvida, esperança com disfarce. Superstição é uma súbita necessidade que nunca parte. Eder B. Jr.
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@CrisRibeiro há 11 meses
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#Desafio138 Feitiço Silêncio: expectativas desbotadas. Lençol esquecido no varal de um amor que não seca mais. Fui temperança, plantei paciência em terra rachada, reguei com esperança: engoliu-me o deserto. O tempo não é santo, não conserta, não cura tudo. O amor não basta. Sozinho, cansa. Fingi não ver. Fingi não doer. Fingi que esperar era amar. Atriz do próprio abandono, roteiro escrito à lápis, alma gritando entre cenas. A hora de cortar o nó badalou dentro do peito. Sem piedade. Algo morreu. Não te culpo, nem me culpo mais. A vida não é tribunal, é estrada. E eu sigo. Nem sempre reta, mas sempre minha. Sou feitiço, não súplica. A minha escolha sou Eu. Mesmo depois da queda. Ou talvez… por causa dela. Cr💞s Ribeiro
@JuNaiane · há 11 meses
Sempre sua, dona de si, senhora do próprio destino 🥰
@robsonmachado · há 11 meses
Amei ✍🏾
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@luscaluiz há 11 meses
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Ser escritor consiste em: ter algo a dizer; criar associações entre temas aparentemente díspares, de modo que aquilo — latente e invisível — ganhe forma diante de todos, traçando um liame de significados até então ignorados. É dominar a forma escolhida para transmitir o conteúdo, de modo que ela também se integre à unidade pretendida, tornando-se, ao mesmo tempo, meio e mensagem.
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@luscaluiz há 11 meses
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Quando se afirma que é impossível ensinar alguém a escrever bem, isso se relaciona com o amadurecimento pessoal e o autoconhecimento. Trata-se da capacidade de captar as latências invisíveis em cada aspecto — mesmo nos mais banais e aparentemente fúteis da rotina — e transformá-los em peças autênticas, dignas de contemplação. É, de fato, salvar o instante, como já foi dito por alguém. Alçá-lo ao perene, pois algo só existe quando é contemplado.
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@robsonmachado há 11 meses
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Na Sacada 🔞 (13/05/25 - 17:08) A cidade dorme lá embaixo... Os apartamentos vizinhos, apagados... Apenas as luzes dos carros distantes... Tendo apenas a lua como testemunha, Na sacada, ela se encontra encostada na grade fria, Seus seios firmes, arrepiados pelo vento. A visão de seu corpo nu, Banhado pela noite, é pura excitação... Eu a puxo pela cintura, Minhas mãos grandes deslizam pela pele nua... Um arrepio percorre suas costas, E o desejo umedece entre as suas pernas. A minha virilidade pulsa com vigor... Os nossos lábios se encontram, Quentes e urgentes, Em um beijo molhado, Cheio de vontade... Minhas mãos apertam suas nádegas... Entregue, Ela geme baixo, pedindo mais. A blusa desliza pelos meus ombros... O meu tórax pressionando os seios que saltam à luz da lua... Quero mais... Preciso de mais... Abocanho seus seios... Sugo com força... A língua brinca, E um gemido rouco escapa da boca dela. Encostada na grade, As pernas abertas... Meus dedos percorrem o caminho... Espalham o calor entre as coxas, Fazendo-a se contorcer... Arfando baixinho. A cidade é um cenário distante, Os carros passam sem imaginar Que ali, sob o céu estrelado, Ela, sem hesitar, se entrega a mim... Os corpos colados... O calor aumentando... Cada estocada firme... Profunda. Um vai e vem que arranca suspiros, E a sacada inteira vibra com a fome conjunta. Ela segura a grade com força, Rebolando no ritmo... Pede mais fundo... Pedindo por mais... Finco os dedos em sua pele... Deixando a minha marca em suas ancas... Fazendo os gemidos se perderem no mundo. A lua soturna observa silenciosa... As estrelas piscam em consentimento... E ali, na sacada esquecida... Nós dois nos entregamos sem arrependimentos. Desejos realizados e consentidos... A respiração se torna ofegante... Os corpos em chamas... Os movimentos mais rápidos... Intensos... Até que o clímax explode em ondas... E os gemidos abafados ecoam... Os corpos tensos, Relaxam... Ofegantes, Se olham com desejo... Os olhos dela ainda brilham de vontade... Eu a tomo em meus braços de novo... E de novo... Fazendo da noite eterna... Porque a sacada agora é guardiã do nosso laço... #🅢🅔🅧🅧🅧🅣🅞🅤
@MarU · há 11 meses
Minha imaginação viaja, até pq, amo quando os poemas enaltecem mãos, sou apaixonada em mãos grandes. Esse poema, li como quase uma crônica. Adorei! 🔥🤌❤️‍🔥
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@luscaluiz há 11 meses
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"CÂNTICO" para Adélia Prado As respostas cruciais encontram-se circunscritas nas costelas do primeiro homem. A Palavra é única e permanece, talha o barro sob o sinete, entre o desejo de compreensão e o mistério que nos escapa: eis os dias — um campo à luz quarando, sempre o mesmo, sempre novo, aos olhos de quem canta.
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@tamarasfawkes há 11 meses
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"Quero que escreva algo para mim, meu amigo. Sem pressa. Nem que leve anos, e vai levar. Mais do que imagina. Algo afim à sua ambição e aos seus desejos". A Cidade de Vapor, contos, de Carlos Ruiz Zafón #literaturaestrangeira #literaturaespanhola #contos
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@autorpedrobarretho há 11 meses
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Prezados Leitores: O meu livro que está concorrendo ao Jabuti Acadêmico de 2025 "UMA ANÁLISE SOCIOLÓGICA DO ACIDENTE DE TRABALHO" está com e-book em distribuição gratuita na Amazon KDP. Salvem essa obra sem moderação! Não percam essa chance de adquirir esse grande livro! https://a.co/d/eSaTOFC
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@fksilvain há 11 meses
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O tema do Livro que apoia o #desafio de hoje é: 136- Fale sobre um livro que te causou sentimentos opostos. Este livro causa a alegria da admiração por um trabalho tão lindo com a linguagem, tão cheio de ritmo, tão bem feito. Mas também causa a tristeza pela realidade retratada nele, que sabemos que, de ficção, não tem nada. Como digo dos textos da @carlajaia, são tristezas bonitas. #Link365TemasLivros
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@CrisRibeiro há 11 meses
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#Desafio 137 🅢🅔🅧🅧🅧🅣🅞🅤 ❤️‍🔥💞❤️‍🔥 Língua na Curva Flor se abre, molhada. Lua: cúmplice, calada. Sussurro rouco. Minha sede é tua dobra. Tua pele nunca foge. No vão da perna, minha boca silencia, arde, implora. Tua entrega me devora. Lençol no chão. Tua sombra me atravessa. Cada gesto uma promessa. Meu peito arfa, ritmo cru dos teus dedos. Minhas coxas, teus segredos. Tua carne pulsa. Te penetro com a fala e com a língua… calas. Teu gosto me guia. Me afundo até a espinha. Sou fome que te alinha. Espasmo violento. Chuva arde em meu queixo. Teu gozo no meu beijo. Me habitas inteira. Teu prazer me incendeia. Sou vulva. Fogo. Fogueira. Meu corpo é tua prova. Tua boca me conduz. Sou mulher, não peça: me traduz! Cr💞s Ribeiro
@MarU · há 11 meses
Adoro tudo que é grego, inclusive este beijo. 🌚🤌🔥 Delícia de sexxxtou.
@robsonmachado · há 11 meses
Sensacional 🥵🔥❤️‍🔥
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@autorpedrobarretho há 11 meses
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informo a pré venda do meu livro "QUATRO DESTINOS". Valor de R$ 70,00 no site da Editora. Link : https://caravanagrupoeditorial.com.br/produto/quatro-destinos/
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@calorliterario_ há 11 meses
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Se falar dói. Calar, então, corrói. É estranho existir num mundo que pede pressa, mas nunca escuta. Todo mundo quer saber como você está, mas não se espera pela resposta inteira. E, se por acaso você resolve dizer, sente a garganta arder, porque dói abrir o peito e o sentimento. Se respirar cansa, não respirar mata. Vivo correndo de um lado para o outro, tentando dar conta de tudo, às vezes esqueço de mim. Respiro pela metade, sorrio no automático, existo no intervalo entre uma obrigação e outra. O tempo virou inimigo e no entanto, eu sou refém dele. A vida virou essa mistura de “vai logo” com “por que você não veio antes?”. De “preciso de você” com “não tem como ser depois?”. De “cuide de você” com “não pode faltar amanhã”. Se pedir ajuda pesa, carregar sozinha afunda.Vou assim equilibrando as dores que não contei pra ninguém, os cansaços que disfarcei, os medos que guardei. Pq dizer que está difícil, às vezes, é mais difícil do que o próprio difícil. Se lembrar dói, esquecer destrói. Tem dias que a memória aperta, traz aquele cheiro, aquela frase, aquele olhar. E eu queria esquecer, mas esquecer seria apagar também as partes boas, as risadas que me salvaram em tardes inteiras, os detalhes pequenos que me diziam: fica. Só que ficar cansa. Ir embora também.É essa dança entre o tudo e o nada. Entre querer colo e se fechar. Entre precisar de um abraço e não saber pedir. Entre ser forte porque é o que esperam e querer desabar porque é o que se sente. Se viver assim sufoca, viver de outro jeito parece que não dá. Mas, no meio desse caos todo, a gente segue. Às vezes respirando fundo. Às vezes fingindo que não sente. Às vezes chorando no chuveiro para ninguém ver. Porque, no fim, ninguém entende e quando entendem, já é tarde.
@MarU · há 11 meses
Out 🥺🫂❤️‍🩹
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@novidadesliterunico há 11 meses
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Homenagem a Ronald de Carvalho (1893 -1935). Ronald de Carvalho teve participação destacada na Semana de Arte Moderna de 1922, evento que marcou o início do modernismo no Brasil. Na ocasião, declamou seus próprios poemas e os de outros autores, além de apresentar uma conferência. Embora associado ao modernismo, sua obra apresenta influências simbolistas e parnasianas, caracterizadas por uma linguagem subjetiva e refinada. Epigramas: Irônicos e Sentimentais: <a href="https://www.literunico.com.br/books/618">Aqui!</a> #aniversárioliterário #diadecelebrarescritor
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