Inexistência

No sinal, na rua, na calçada,
Um jovem buscava razões para viver.
Entre um gole ou outro de cachaça,
Quem iria entender?
Do papelão, uma casa,
Seu quintal era a calçada.
Sem porta e janela — como era possível?
Dentro de si, era tudo imprevisível.
Impotência, inexistência — era tudo o que sentia.
Para a sociedade, aquele jovem não existia.
Queria viver, brincar e sonhar,
Ter um lugar tranquilo para descansar.
Mas, entre goles daquela bebida,
Aquela existência se desvanece...
Em um beco escuro, durante uma madrugada fria.
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