6. Nas adegas da cidade
6. Nas adegas da cidade
Os assassinos escondem-se entre paredes, adegas e sombras. O tesouro existe, mas não lhes traz alegria. Cada moeda parece pesar mais que o metal. Cada plano de fuga se desfaz diante do gelo que segura os navios.
Sir Archie e seus companheiros sentem o cerco invisível. Não é apenas a lei que ameaça: é a consciência, a superstição, o medo de que o mundo possua uma ordem secreta. Eles roubaram riquezas, mas agora pertencem ao roubo. Não carregam o tesouro; são carregados por ele.
Elsalill aproxima-se da verdade. As peças se juntam com crueldade. O amor que ela começou a sentir não consegue apagar o fato de que há vítimas pedindo voz. A jovem percebe que seu destino é mais duro do que escolher entre afeto e repulsa: ela precisa escolher entre silêncio e justiça.
Nas adegas, nos rumores e nos encontros, o crime deixa de ser passado. Ele se torna presença.