7. Inquietação
7. Inquietação
Marstrand inteira parece inquieta. O gelo não se rompe, os navios não partem, os culpados não escapam, os inocentes não encontram descanso. A cidade vive como se esperasse um sinal.
Elsalill sofre. Ninguém atravessa impunemente a descoberta de que ama alguém ligado à destruição de sua própria casa. Seu coração tenta separar Sir Archie de seus atos, mas a história não permite essa separação. A culpa não é uma sombra atrás dele; é parte de seu rosto.
Torarin e Grim continuam ligados ao fio da verdade. O cão, sobretudo, representa uma justiça instintiva, incapaz de ser enganada por argumentos. Onde os homens racionalizam, Grim reconhece.
A inquietação cresce porque todos esperam o degelo. Quando o mar se abrir, os culpados poderão fugir. Por isso o tempo se torna personagem. Cada dia de frio é uma chance para a justiça. Cada sinal de mudança no clima é ameaça.