Ida Alma Inquieta · Capítulo 12 de 41
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Ida

Para a porta do céu, pálida e bela,

Ida as asas levanta e as nuvens corta.

Correm os anjos: e a criança morta

Foge dos anjos namorados dela.

Longe do amor materno o céu que importa?

O pranto os olhos límpidos lhe estrela...

Sob as rosas de neve da capela,

Ida soluça, vendo abrir-se a porta.

Quem lhe dera outra vez o escuro canto

Da escura terra, onde, a sangrar, sozinho,

Um coração de mão desfaz-se em pranto!

Cerra-se a porta: os anjos todos voam...

Como fica distante aquele ninho,

Que as mães adoram... mas amaldiçoam!

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