Canto Primeiro Eustachidos · Capítulo 2 de 9
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Canto Primeiro

ARGUMENTO.

Andando à caça Plácido foJdado,

Correndo atraz de hum cervo, que regia t

Delle nas pontas vio crucificado

A Jefu Chrifto Filho de Maria :

Sendo do me/mo Deos admoefiado,

E já lavado na Jagradapta,

Com a mulher, e filhos > que o imitar ao,

para o Bgypto pobres fe embarcaraõ.

CANTO PRIMEIRO.

I.

RIMEIRA caufa ,Deos Omnipotente,

Na Eíleneia Hum, e em PeíFoas Trino,

Que fois por atributo o mais clemente,

E da juftiça manancial Divino,

Por vós chamo proftra^o, e reverente,

Vollo influxo me day como imagino,

Forqueiem elle nada efçrever poilb

Em gloria accidental de hum fervo voflo.

II.

A vida de hum famofo Heroe Romano,

Ede hum Varaó fortiffimo, e valente,

Que o veftido do feculo profano

Trajou como fayal de penitente,

Depois, que aquelie rayo foberano,

O peito lhe abrazou com chamma ardente,

E nos caías de dor, pena, e tormento,

Foy o segundo Job no fofrimento.

III.

Plácido diga, aquelie , que no eftudo

Da feidadeíca fempre cuidadofo,

Soube muy bem ufar do arnez* e efcudo,

Para alcançar martyrio gloriofo,

E deípreíou do vil terreno tudo

Para íubir ao Olyropo preffurofo,

Em vtrfo heroyco cantarey ufano

Com a lyra de Orfeo, voz do Thebano.

E também os feus filhos, ;e a conforte >

Efta valente, e aquelks esforçados,

Que merecerão ter a dita, e forte

De ferem com martyrio coroados,

Dando na vida , e gíoriofa morte

Exemplo de guerreiros, e íoldados,

Lugar quero, que tenhaõ em meu verfo,

Para que fe divulguem no Univerfo.

cANTO I.

V.

Vós, que ab eterno foftes decretada,^

Santa Maria Virgem íempre pura,

Para que foffes Genitrix fagrada

Do Redemptor da humana creatura,

Sede a minha Calliope invocada,

E eu prometto cantar com tal doçura ,

Que a minha íyra mova os meímos montes

Amanfe as feras, retrodufa as fontes,

VI.

Illuftray pois , Santiífima Maria,

O mey humilde, erude entendimento,

Que fem a voffa ajuda, e a voffa guia,

He fruftrado o defejo , he vaõ o intento:

Day-me Celefte Mufa , a harmonia

Dehum eftyllo elegante, ealto concento,

Preftay-me voffo auxilio, e favor fanto,

Porque fem elle naõ me atrevo a tanto»

VII.

V

x Em hum ligeiro bruto, que tocava

A Terra, eoar rompia em breve inftante,^

E de Flora as alfombras arrancava

Das unhas com ofom quadrupedante*

Cujo furor robufto refreava

A fuppreffao da rémora brilhante,

Plácido ayrofo com valor fubia ,

E as montanhesas féras perfeguia.

A

VIII.

VIII.

De luzido aço ayrofamente armado,

Com murice mais fino também fe orna,

Que ou he Adónis já daqueiie prado,

Ou para parecer Marte fe adorna :

Já no galante, já no denodado

Tanto temor influe, e amor foborna ^

Que os brutos da mefma hórrida efpeiiura

Lhe obedecem de medo, ou de brandura»

IX.

Nao tao bizarro Demophonte gira

De Rhodope a efpeilura, o monte, e o prado*

Nem ta galante ao bofque fe retira

Hum, que já foy dos caens deípedaçado;

Menos ayrofo ao cervo fetta atira,

Effe, que foy de Cvtherea amado ,

Quando fugindo do Troyano eftrago

Dido acompanha aos montes de Carthago.

Os caens odoros, Zéfiros volantes

Da companheira turba eftimulados,

Raivofamente pela branha errantes

Correndo andavaõ de latir caoçados t

Retumbando hiaô gritos fibilantes

Dos caçadores do fuor banhados,

Huns vagarofos já , e outros ligeiros,

Por valles huns, e outrps por outeiros.

XI.

X.

CANTO I.

Aqui npparece o Javali cerdofo,

Terror da brenha, affbmbro do Erimanto,

Alli refurge o lobo cautelofo ,

Que huivando cauía a todo o bofque efpanto

De outra parte o leaõ íahe generofo,

Parando hum pouco, e naõ medrofo tanto,

Corre também a fera com ruido,

Em que já Afteon foy convertido.

XII. v

Entre eftas Feras mais fe alfinallava

Hum fervo de grandiffima eftatura *

Que as arvores filveííres fopeava ,

E decorria ayrofo aefpeíTura :

Para Plácido manfo fe chegava ,

Naõ com furor, commoftras 4e brandura,

Elie fazendo o arco retrocido,

Quando cuidou ferir, ficou ferido.

Delle nas meyas Luas bem crefcidas

Vio ( oh protento, e maravilha rara!)

Entre chammas de luzes efpargidas,

Luzes, que a alma fazem também clara,

Ao mefmo Redemptor, que com feridas

Sacrofantas, íignais do que já obrara,

No madeiro da Cruz pregado eftava,

E fendo Deos ao homem fe moílrava»

XIV.

XIII.

Xl.

XIV.

Churn tom de voz íevéro, mnsbenino?

Que o penedo msisduro abrandaria,

Por modo humano , fendo em fi divino,

Começou a fállar , e affim dizia :

Plácido , onde te leva o defatino?

Onde te arraíta a leza fantaíia?

Porque razaõ perfegues tão tyranno __

Quem fendo Deos, por ti femoftra humanoi;

Eufou aquelie Deos Omnipotente ,

Qye o Ceo , e a Terra produzi de nada?

Imíiienío, eterno, fábio, eindependente^

Por quem toda efta Esfera he governada}

Enaõ fó eílamachina apparente,

Que vês cos olhos , foy de mim formada^

Mas àlem de crear todo o vifivel,

Fuy Creador também do invifivel.

Sou o que fou, e o que heide vir, amado

Do Padre, de quem pelo entendimento

Procedo, feito naõ, porem gerado,

Comfubtianciíil, e tenho à Dextra affento t

Na peffba diftin&o, e feparado,

Porém a eííencia fem apartamento,

Porque a natureza he íimpliciffima ,

Hurna, infinita) a meftna, eíTencialiífima/

XV.

XVI.

XVII.

CAnto .

XVII.

A' natureza humana cá na Terra

Bypoftaticanienis fuy unido,.

Eorèrn humá peííoa íó fe encerra

Nas naturezas duas,.que hey contido :

Ao foberbo; do Ceo vim fazer guerra,

Que por tal foy do Empyreo defcaidõ,

E por rifcar a msncha em que culpado

Se houve eíle, que do limo foy formada

XVIII.

De hurna May Virgem pura fuy nafcido

E entre os homens com elles fuy creado

De hum diícipplo falío fuy vendido ,

E por fim nefta Cruz crucificado :

Neila me chego a ti compadecido ,

Que no letargo vives do peccado,

Lavate pois creatura ( inda receas ?)

No fangue que emanou de minhas veas.

XIX.

Gh de Deos fumma, e incógnita riqueza

Cujos juizos nao fe comprehendem!

Oh ineffavd , e fem finv grandeza,

A qual as creatutas naõ entendem!

Oh íapiencia da Suprema Alteza,

lííveftigavel aos que vos pertendemji

Cujos caminhos fem haver fallencia,

Tranfcendem toda a humana intelligencia

XX.

XX.

Oh Capitao Romano , que bemdito

Fofte, pois Chrifto à Gloria te convida i

E merecefte lá ab asterno eícripto

Ser em o livro, que Deos fez da vida !

Tu-também, cervo, naõ fiques prefcripto

Em meus verfos, mas antes te appellida,

Naô como o bruto de Jove embufteiro,,

Como penha fim do verdadeiro.

De Atlante lá mentio a Antiguidade *

Que com valor robufto, e força brava

Do mefmo Olympó o pezo , e gravidada

Sobre leu grande corpo carregava.

Ainda que ifto naé fora faifidade,

O teu esforço , mais fe avetitafavá;

Porque elle'fuftehtou o Ceo fupernò^

E tu dos Ceos o Oeador Eterno.

A's palavras do Oração Divino

Sufpenfo ficou Plácido, e turbado;

Sem voz, fem torça, íem vigor, fem tino,

Xmmovei, cego, attdníto, e palmado $

Mas como aquelle rayo ^ryítóílirto

O coraçaô lhe tinha alumiado,

Com branda vozpe#io, quelhedilefe

Aquilio, que queria, que ífeeie*

XXI.

XXII.

XXIII.

CANTO .

XXIII»

Qual oTarfentemoço, Heroe ingente,'

Quando para Damafeo caminhava,

E para períeguir de Chrifto agente

De feu Príncipe as letras eftimava,

Olhando hum rayo deefplendor ardente,'

Queocpraçaõ eícuro lhe illuítrava,

Refponde quando a infpiraçaõ abraça,

Senhor, dizey-me, que quereis que faça*

XXIV.

Affim Plácido difle; e o amorofo

De David filho logo lhe tornava ,

Que abjuraffe o rito fab;Uloío

Do gentelifmo cego, em que eítaya;

Eque partindo logo cuidadofo

Effeituafle, corno lhe ordenava,

O que lá do Jordão nas agoas frias

O Unigénito fez de Zacharias*

XXV,

E que depois, qtie a alma íe lavaffe

Da nodoa, que caufou a ferpe impia i

Aquelle monte, e bofque fe tornalle,

Onde fegunda vez lhe fallaria.

Foy-fe a vifaõ, e para que inflammaíTe

O coraçaõ degpzoy eallegria,

Murchando a luz de Phebo no Orizonte}

Rayo o bofque ficou, luzeiro o monte.

B XXVI.

XXVI.

A montaraz Catem y qae accuíado

Já rinha brutos , e cançado perros,

Depois dos campos terem allolado ,

Vagado os montes, povoado os ferros *

Com caça piflgue de fylveftre gado,

Huns mortos, e outros captiyamio em fe

Ignaros do prodígio íe apartáraõ,

E para feus Penates caminháraõ.

Plácido íó também reílituísb

Ao domicilio os pados diligentes J #

Que achamma ardente, que oconfumm

Demoras naõ permítte impertinentes:

Já chegava ao portal, e jéfe abria ,

Quando a conforte , e filhos èe eontentes.

Pedem, aquella os cindidos Arminhos,

Eíles os cervos tenros, e os Leoenfinhos.

XXVIII.

Elie banhando orofto deagoa amara J

E lá do peito interno íufpirando,

E como que da caça lhe pezára,

Ou que lhe fuccedéra hum cafo infando,

( Sendo, que era a ftamittante luz, e cia

Que o coraçaõ lhe eftava penetrando,)

Para os filhinhos tenros, e a conforte

Diífe com voz ferenna delia forte:

XXVII.

XXIX.

y"

CANTO .

Queridos filhos meus, e efpofaamadai

Voffa attençaõ agora mais me aífifta,

Sabey , que a creatura he acertada ,

Que na milícia de hum fó Deos fe allifta:

AnoflaLey he falia, torpe, cerrada,

Que para eternas penas nos conquifta,

Abri os olhos ( naõ do corpo } da alma

Que eftaõ poftos em huma efcura calma.

Jove naó foy, nem he omnipotente^

Mas vá mentira, e fabula fonhada,

Que poderofo he fó o independente,

Que o Ceo, e a Terra produzio de nada*

Quem tem juizo claro vê prudente,

Que he ifto huma chimera imaginada,

Que Júpiter, Saturno, e os Íúbfequentes

Foraõ homens mortaes, e incontinentes

XXXI.

Mas a malícia pérfida, e inimiga

Defles noflos primeiros Alceiidentesf

Por íer no Mundo todo muito antiga

A ufènça depeccarem por fcientes,

Seus Deofes inventou , para que diga

A Fama foraõ homens fapientes,

Sendo, comoapparece na verdade,

Tudo mentira, engano , e faliidadç»

XXXII.

XXX.

XXIX.

B

XXXII.

Se pois, filhos, e conforte dina>.

Tendes juízos claros, e inteiros,

Abraçav logo a infpíraçaõ divina^

Sahy de taõ nojofos atolleiros.

Crede-me porque he certo, que fe atina;

Em fendo os argumentos verdadeiros,

Que a mentira fe apaga com a verdade,

Como desfará, fombra a claridade.

XXXIII.

Aquelle , que da Yirgem foy nafcida^

Cuja 3ey atè agora nad-quizeiíios,

Eíie no monte me há appareeido,

Pára que a nofoBIÍa defprezemos;

Ecomohe muito bom ^compadecido^

Benignamente roaaéa* que tratemos

De nos lavarmos m agoa caufatiya

Daquellâ graça regenerativa.,

XXXIV.

Aflim Plácido difle e concordando .

Cathecumenos*sra agoa, fe banháraô,

E outros nomes os filhos derprezando Theopifto * e Agapito fe chamáraõ: :

Elie, e a conforte os feus diífimulando,

Em Theopifta , e Euftachio os renovátaõ^ ,

Que fe as peffoas velhas defpediaõ^

Ijnibem do antigo,nome. deíiítiao*

XXXV.

CANTO I.

XXXV.

Depois, que fe lavou na facra fonte,

No bofque Euftachio a Deos obedecia,

Gnde admirou de luz hum Orizonte

Mais refulgente, que a do Meyodia:

Proftrado íobrea face, vio defronte

Apparecer o Filho de Maria ,,

Que affavelmente lhe fallau benino,

Tornando a teçra, p vento, e o ar divino.

Eiiíláchio^difle, pois que já tornado

Eftás a meu rebanho, eu te bemdigo,

E fe viveres fempre acautellado,

Efficazmente affiítirey comtigo; ;

Mas quem quizer viver comigo atado,

Adverte , qqe naõ pôde eftar comfigo,

Que o que a íi mefmo cá mais aborrece

A minha efíencia lá ver mais merece,

XXXVII.

E para que melhor teu fim profígas,: .

E tenhas nelle alguns merecimentos, ,

Padecerás trabalhos, e fadigas, ,

Anguftias, penas, dores, e tormentos:

Naõ defmayes, porém com valor figas

Quantos tedér o mundo fentimentos,

Porque hade em ti fazer cruel fereza >

O tentador da humana natureza, .

XXXVI.

XXXVIII.

•

XXXVIII.

Olha aquelte varaõ deHus paciente ,

Quantos trabalhos vio, quanta crueza,

Sendo taõ grande entre outros do Oriente

Na que os humanos tendes por riqueza;

Exemplo toma delie, naõ fomente

Na que depois foffreo fumma pobreza

Porem em tudo ornais, de que privado

Foy, que por mim ferá recompenfado.

XXXIX.

Ca!ou-fe, e hum globo de efjplendorardente

Cobrio o monte de luzidas flammas:

Oh luz Divina, oh rayo refulgente,

Que affim os noíTos coraçoens inflammas!

N ao taõ radiante o mefmo Sol luzente

Accende^antorçhas,, defperdiça ehammas*

Nem taõ alegre multiplica olores

A Aurora guando recufcita as flores.

Euftachio levantandò-íe da terra

Valente Capitaõ, foldado forte,

Se armou de forças, para entrar na guerra*

E defprezar ainda a mefma morte:

Todo o temor do peito já defterra,

Expõem fe a toda incontraftavel forte,

E para refiftir defta à inclemencia

He arnez o estore;), efeudo a paciência.

XL.

XLI.

ÇANTO I.

XLJ.

A feus Penates logo fe retira

Feito Atalaya de feus propios damnos,

Argos de penas poz muito alta a mira

Kefte, que o mundo nos fabrica enganos;

E para que ofucceílo menos fira ,

Prégar começa aos feus os defenganos,

Que aquellss fetías, que antes fao fabidas

Naõ ferem tanto, quando, fao fentidas.

Conforte amada, filhos meus queridos*

Prendas doces do amor , fabey, que temos

Penas, e dores , que fentir feridos,,

He bem, que fortes nefta luta entremos j

Mas fe de Deos por filhos recebidos

Eftamos, nelle fó confiaremos,

Pois de tudo hade fer mercadoria

Aquella fumma incógnita alegria*

XLIII.

O enganador da humana natureza,

Leaõ voraz , que os peccadores traga,

Em nós hade empregar íua crueza,

Para que à extrema perdição nos traga,

Ao feu veneno, e infernal fereza

A paciência ponde por triaga ,

Porque he contrario à dor, e ao tormento

Hum refignado, e firme foffrimento.

XLII.

XLIV.

XLIV.

Aflim deo fim a pratica , e paíladòs

Poucos dias íentiraõ a inclemencia

Daqueila, que os do Mundo altucmados

Chamaô fortuna, fendo providencia ;

De todos os amigos deíprezados,

Que fe coníerváõ fó péla oppulencia,

De todos os haveres falta a copia,

Padecendo huma extrema, e vil inópia.

Porque de peftilencia defuzada

Criados , e criadas lhes morrerão

E os muitos gados de huma, e outra nun&dt

Todos da mefma peite perecerão:

De outra doença crua, e depravada

Os animaesNeptunos fenecerão,

E experimentáraô tanto de pobreza $

Quanto poffuiao antes de riqueza.

XLVI.

Vendo-fe aífim afflrdlros per tenderão

Di ?ixar o Pátrio chaô por rigorofo,

E a Província , que banhas, efcolheraõ

Por bocas fete, ò Nilo furiofo:

Em fim depois, que lagrimas verterão^

Chegando ao porto fempre faudofo ,

Em hum Navio furto fe embarcáraõ,

E asanchoras tenaces fe levarao*

XLVII.

XLV.

CANTO .

XLVll.

Por meyo deftes afperos caminhos ^

Refignaçaô , pobreza, e paciência

Se fazem os Ghriftaós de Deos vifinhos*

Para poderem ver a fumma Eflencia :

Naõ repouíando fempre entre os arminhos*

Nem fubmerfos na fea incontinência

Da guia, que aos que tem razaõ os torna

Brutos, e para o vil vicio os fuborna.

XLVIII.

Naõ poftos no defcanfo arremedando

Somente a pueril occiofidadet

Naõ o refpeito , e gloria procurando^

Ao que muito Philaucia os períuade:

Naõ perfeguindo o trifte, e miferando^

Naõ afpirando à honra, e à dignidade,

Sem faber, que os que mais as appetecem J

Aquelles faõ, que menos as merecem.

EUSTÀ-

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