Canto Segundo Eustachidos · Capítulo 3 de 9
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Canto Segundo

ARGUMENTO.

NaÔ podendo o demonio ter paciência

De ter deixado Eu/l ac bio a idolatria ?

Ao Piloto tentou, que com violência.

Lhe uma ffe a efpofa, que trama.

Elie da fua dor pela vebememia,....

Entre mil rogos lagrimas mriia _

Porem nao fendo do PíloMmmda ^

Defprejado ficou y trifle, e Jentido.

CANTO SEGUNDO. I.

J

A> a nadadora , e concava carina *

Partia efpumas nítidas de argento >

Vangloriando eiw Aula Neptuniça

Ave de pinho ayrofo movimento;

E profanando a pompaçryftaliina ,

De linho as aza^lM aífqprivs o vento

Fazendo no vigor, com que refpira

Voar hum tronco em campos de Zaphira.

II.

O nauta rude, o paííVgeiro trifte,

Elie faudofoaquelle de contente,

Laila-a cabeça no convez perfifte,

Sobe ligeiro o afpero rudente:

Tudo fem ordem , e confufo aífifte i

Quando o Piloto na arte diligente

Convoca a todos, porque ver queria

Quantas paíioas em a Náo trazia.

III.

CANTO II.

III.

Em quanto ifto fe paíTa no Navio i

Lúcifer infernal, Plutão horrendo,

Que defque íe banhou no facro rio

Euftachio eftava de furor ardendo,

Oppondo todo o feu veneno , e brio ,

E com ahullidos fúnebres gemendo,

Quer eftorvar aos pobres Peregrinos,

Que naõ profigaõ feus fantos deftinos.

IV.

Jaz no centro da Terra huma caverna

De afpero , tofco, e lugubre edeficio,

Onde nunca do Sol entrou tucerna,

Nem de pequena luz fe vio indicio.

Allio horror, e aflombra he fempiternâ

Por hum pungente, efúnebre artificio,

Cujas feneftras, que tu Monftro inflammas

Refpiradouros faõde negras chammas.

Rodeaõ efte Alcaçar defditofo

Lagos immundos de paluílres agoas*

Onde hum tremor, e horror caliginofo

Penas deícobre, defentranha mágoas:

Fontes .eladas, fumo tenebrofo,

Congelaõ ondas, e machinaõ fragoas,

Mefclando em hum confufo de crueldades

Chammas a neve, o fogo frieldades.

V.

C VI.

VI.

Ardente ferpe de íulfureas chammas

Os centros gira deite Aivergue umbroío^

Saõ asfaifcas hórridas efcamas,

E o fumo negro dente venenofo:

As lavaredas das volantes fiammas

Azas compoem aoMonftro tenebrofo,.

Que quanto queima , defpedaça, e come^

Iffo mefmo alimenta, que coníome,

Hum negro arroyo em pallida corrente

Irado alh fe troce taõ; furiofo^

Que he no que morde horrífica ferpente,'

E no que inficiona Afpid horrorofo:

Fétido vapor, negro, e peflilenta

Exhalla de íeu feyp taô.raivofo ,

Que lá no centro fempre agonizado

De peite, e iombrasjmoílra ler formado.

As denfas névoas, as oppaeas fombra^

Tanto encapotaõ a afperefa inculta,

Que em negra tumba, fúnebres alfombras

Parece a mefm& noite fe íepulta:

Fantafmas triftes, que tu Herebo afíombm,

Terrores caufaõ onde mais avulta

O rouco fom de ahullidos eíiridentes,

O trifte eílrondojdo ranger dos dentes.

VII.

VIII.

IX.

CANTO II.

IX.

Anguftias, dores, pena, e fentimento,

Suípiros, ancias , e penalidades,

Gemidos triftes, e.cruel tormento ,

Furores, raivas, iras, e crueldades,

Em hum continuado movimento,

Por todo o tempo, e todas as idades

Tanto a matéria, que criáó, deftroçaô ,

Quanto a matéria^ quedeftroem, remoção.

X.

Revolcando-fe em chammas crepitantes

Alli eftá Judas n'huma cama ardente,

No coraçaõ tem víboras flammantes,

Na lingoa hum Afpid feyo, e peftilente

Geme, e íufpíra todos os inftantes,

Blasfema irado,, ruge impaciente,

Tendo a feu lado Herodes, e Pilatos,

Anás, .Caifás, e outros mentecatos.

XI.

Jaz em hum Iago graviolente, e immundo

O Archiíe&ario Arábigo, e Agareno,

Que perdição quiz fer de quaíihum Mundo,

Patrocinando o vicio vil terreno:

De huma parte fubmerfo no profundo, ,

De li mefmofuror, peite, e veneno,

Eftá Calvino, e de outra agonizando > >

Luthéroem fogo, e agoa ardendo, e elando

XII.

XII.

Prezo n'humCalabouce tenebrofo

Eftá Alexandre em hum nevado rio,'

Que ainda agora por muito eobiçofo

Temem queira do inferno o fenhorio:

Em hum volcaõ de chammas horrorófo

Eftaõ Beílo, Xerxes, Scevola, e Dario *

Aurelio, Ceíar, e Domiciano,

Auguíto , Nero, Tito , e Juliano.

XIII.

Em fim alli de todas as idades.

De todas as Naçoens em defatinos

Se vêm penar à força de crueldades

Homens, mulheres, velhos, e meninos:

Huns entre as neves, e as voracidades

Do fogo ardente, e alguns entre os malinos

Afpides, Butres , Viboras /Serpentes,

Que os tragaõ, e eonfomem com feus dentes»

XIV.

!Mas quanto pode a humana fantaíia

Cuidar defta mafmorra horrenda,e efcura,

E quanto pode a livre Poezia

Fingir em vã, e apochripha pintura,

He huma boa, e própria allegoría,

Com huma Metaphorica eícultura,

Que o inferno fó confífte, eo vil gozano

Na pena dos fentidos , e do damno*

XV.

CANTO II.

XV.

Eni o mais alto defte folido infando,

Em hum throno de chammas fempre ardentes

Jaz Lúcifer, a quem eftao tragando

Afpides negros, ferpes peílílentes ;

Elie com ira, e com furor bramando

Se deípedaça com agudos dentes,

Sendo para feu damno, e eterno fado

De íi próprio Fífcale Algoz irado.

Víboras por cabellos cento acento,

Por olhos tem dous Bthenas denegridos > ,

Por boca hum Gocodrilio troculento,

Por tnaõs dous Ba^ilifcos retrocidos,

Por cerebro a foberba , e o tormento

Por coraçao , por membros os latidos, ,

Por pernas du&s cobras fibilantes,

Por pés dous Mongibellos tem fiammantes»

Aquilio mefmo crê ide que duvida,

Tem faftio do mefmo, que appetece i

O que naõ quer para ifío fe convida,

E aífeflra aquillo tudo , que aborrece r

Quando quer repoufar entaõ mais lida,

Quando abrandar-fe muito fe enfurece,

Anciãs faõ goftos, penas defaffogoy

Por fogo a neve tem, por neve o fogo*

XVI.

XVII.

XVIII.

XVIII.

Tudo ifto he hum defenho bem tirado,'

De que coítuma ufar a Poezia ,

Ptira pintar hum corpo fó formado

bías 'iftimaginaçoens da fantafia;

Que Luzbel foy efpirito creado

Por Deos, lá da fuprema Hyerarchia,

Naõ tem corpo, nem carne, e fe apparece

Por aerio em tal forma íe conhece.

XIX.

Efta pois Serpe impm, e monftro horrendo*

Com rouca voz, e lugubres mugidos

Chama hum Miniftro, e manda, que correndo

Aos mais convoque, que andaõ efpargidosj

Porque na fantafia revolvendo

Segredos vários., cafos fuccedidos,

Qjer, que preíentes ie achem em coníulta ;

E faber do xonfelho o que refulta.

XX.

Logo o infernal Mercúrio fe a (Tomava

Mais ligeiro , que o meímò penfamento;

E os Miniftros das trevas convocava

Para o Luciferino parlamento:

A terra toda, o ar, e o rnar tranava,

fc os círculos polares n'hum momento;

Tocando huma bozina horrenda , e irada;

Com que lhes dava a todos a embayxada*

XXI»

CANTO

XXI.

já junto eftava o horrendo Confiftorio

Em huns aflentos de íulphureas chammas,

Duvidando qual fofle o locutorio,

Para o que Lúcifer taõ prefto os chama j

Elie cutpindo entaõ hum envoltorio

De víboras, por todos as derrama,

E a boca negra , e os olhos retrocendo,

Começou a ulular aflim dizendo:

XXII.

Juizes defta efcura Monarchia,

Que caftigais ao que noshe contrario^

Vós que no Mundo tendes valentia

Para empecer a todo o Adverfario,

Sabereis, que hum, que a muito nosíervia

De nós ferebellou feito falfario,

Âquelle he, que no monte aHumiado

De hum foy, que produzio todo o creado»

XXIII*

Já com fumma pobreza, e com fadiga #

Lhe tenho dado penas , e tormento,

Mas nâá pofío fazer, que naõ proíiga

O Teu defignio, e começado intento:

Efta he a caufa toda, que me iníliga

A chamar-vos em pleno ajuntamento ,

Para que algum , que for experiente

Nos pofla dar remedip competente.

D XXIV.

Então Bcelfeb^t^-cttan^iBa^-lançando,

Diíle chum tom de vm medonho, egroflo*

Eíle pérfido agora navegando r

Vay por livrar-fe do domínio noflo;

Eu já à muito nifto immaginando ,

Parece-me, que traça bufcar poffo>

Para que tot^mente deftruido

Seja, e aonoílo império reduzidOt

E he, que a algum daquelles, que navegao

Com elle, o Gapitaõ, ou o Pilote ,

E ainda a algum dos outros, que fe entregaô

A feminil laíeivia, e vicio roto

Defejos influamos, que fe chegaõ

A roubar-lhe a conforte, eu creyo, enoto,

Que a ira, a raiva, a dor, e o vitupério

Outra ve^ íubmeta ao noftb império»

XXVI.

E bem fabemos todos, que no Mundòr

Efte he o veneno certo , e refinado,

Que como o homem fempre affeéta oimmundo>

He neftès laços prezo, e enredado :

Efte mil almas lança no profundo,

Tem Reynos, e Cidades afibllado j

E de tudo ifto ieja immagem viva

Troya queimada pela gente Argiva.

XXVII.

XXIV.

XXV.

CANTO II..

XXVII.

Vá pois Lusbel por férmaisdiligente^

Ea aígurn influa penfa m en to feyo,

Fazendo-o carniceiro incontinente,

Que a falta de confenfo eu naõ receyOi

Como hum trovaõ Câloú-fe de irepente,

E confentindo todos, que Goíréyo

Foífe Lusbel, tremeo d folio umbròfo^

E o conclave deixarão tènebrofo.

XXVIII.

Já nefte tempò quafi numerado

Tinha o Piloto a gente, que levava,

Quando depois dè a ter em rol tomado,

Se mais alguém havia perguntava;

Euftachio obedecendo ao feu mandado

Com Theopifta fe lhe apresentava,

Ella unindo a belleza à compoftura,

Vinha realces dando a formofura.

Naõ taõ gentil fobrefaindo às flores

A que he Rainha, fedefcobre, e brilha,

Quando abrindo o bótaõ, vertendo olores

De Flora he pompa, aos prados maravilha

Naõ taõ formofa debuxando cores

A Aurora rafga arófcida mantilha,

Nem taõ galharda fâê âqueíla ieftrélía,

Que annuncios trafc do Sòl luzida,« bella.

D

XXIX.

XXX.

XXX.

Apenas o Piloto a aviftava ,

Quando chega Luzbel, e promptamente

Na vontade influía e alloprava

Laícivia má, defejo peftilente,

Já o calor as meduiias ibe toftava,v

E intentou obrar paciente? ,

O que já lá era os antigos dias; /

Marte a Vulcano fez, Davida Ur ias;

Oh amor profano, oh erro deímenti.do*

Aípid fubtil, Haçpia carcomida ,

Perdição da alma, engano conhecido r

Ladraõ do tempo , deftruiçao,da vida ,

Quem te adora , e te fegue envelhecido,

De tua hervada íetta na ferida,

G rodeiro ignora, que de tantos damnps

Só fe devem tirar osdefenganqs?

Entendendo o Patraó o feu defejo^,

Tomado do veneno Luzbelino^

Com audacia cruel, furor fobejo

Roubou a Efpofa ao pobre peregrino^

Naô de outra forte o perro com defpejo

Guarda o rebanho , fendo fidedino »

Porém fe fente eftimulos da fome,

A innocente ovelha traga, e come.

XXXI.

XXXII.

XXXIII.

t.

CANTO II.

XXXIII.

Mas permittio.a fumma providencia

De Deos, que eonfentio ncíla jornada,

E no fino chrifol da pafciencia

Hia lavrando aquelia Efpofa amada,

Ficalíe em vaõ a fea incontinência

Do torpe navegante, e que illibada

YiveíTe fem oftenfa, ou prejuizo,

Para lhe dar depois o Paraizo.

©s náuticos Miniftros , que ifto viaõ,.

Os paflageiros, que ifto admiravaó ,

Aquelles por malícia confeníiaõ ,

Eftes de medo , ,e. aflombro fe calavaõ;

Ou como aLey de Ghrifto naõ leguiaõ*

E os torpiffimos.Deofes adoravaõ ,

Para elles foy coufa menos feya

O Piloto tomar a Efpofa alheya.,

Anpobre peregrina , que roubada

Se via, e expofta a alguma feridade,

Qual affucena branca defmayada

Perdeo do rofto a cor, e claridade:

Trifte, queixofa, e em lagrimas banhada

De fua forte fentia a crueldade,

Porém de fer Aurora naõ deixava

Ainda quando pérolas chorava.,

XXXIV.

XXXV.

XXXVI.

XXXVI.

° «

Euftachio tendo à vifta a fua affronta

Valente Capitão , forte foldadõ,

De quem, mais , que de algum, éftava a conta

Punir hum defaforo taõ fobrado,

Por armas o intentou, porém que monta?

Que o Piloto tinha outros a feíi lado ,

E contra muitos em rixofas lides

Nem pode contender o mefmo Alcides.

XXXVII.

Morrer quizera eomo Varaõ forte,

Por defender o feu precifo foro ,

( Qye os do Mundo políticos por forte

A morte tem , fe hedada por decóro)

Porém temendo muito á eterna morte,

Suíleve o moto , e náõ o largo choro,

E recordando o oráculo fagrado

Paciente foíFreo, e refignado.

XXXVIII.

Com lagrimas cuidou, que abrandaria

O duriílímo peito do Piloto,

Porém quanto mais lagrimas vertiâ,

Tanto mais duro eftava , firme, e immoto:

Se pedra foflè, já fe desfaria ,

Se foffe bronze, íentiria moto,

Mas o peito do pérfido , e perjuro

Era que a pedra, e bronze inda mais duro.

XXXIX.

CANTO II.

Com razoens convincentes lheaffeava

A infame acçaõ , que comettido havia,

E com palavras brandas lhe rogava

LhedeíFe aprenda, que elle mais queria;

Masque importa, que quando lhe lallava

A hum Tigre era cantar de melodia ,

E tinha a íua taõ juíía propofta,

G furor, e ameaço por refpofta.

XL.

Os filhinhos pequenos lhe moilrava

Deixados n^um taõ trifte defamparo,

Pois tirando lhe aquella , que os criava

Ficavaõ fem ò maternal amparo:

Que era o único alivio, que reftava

Aos que feguiaõ hum defterro amaro;

Mas de balde , pois nunca o pranto, e o rogo

Apagar podem da lalcivia o fogo.

Já, já com fua voz rouca, e chorofa

O homem maisauftéro abrandaria,

E com huma corrente lagrimoía

Os Hyrcanicos Tigres moveria :

Já com huma humildade dolorofa

O mais bravo Leaõ amanfaria ;

Porém aquelle peito empedernido

Cada vez mais eftava endurecido,,

XXXIX.

XLI.

XLII.

Os ventos, que eftas laftimas fentia©

GeíTavaõ de aííoprar efmorecidos,

Os mares em que as lagrimas cahiaõ

D eixavao de ondear compadecidos,

Os peixes, que o feu largo pranto ouviaõ

Naõpodiaõ faltar enternecidos,

Eo mefmo lenho, que íulcava os mares,

Também gemia ouvindo os feus pezares*

XLIII.

Só o Bruto feroz, ou Tigre Hyrcano,

A nada deitas coufas fe movia,

Que fe perdido houveíTe o fer humano,

Talvez , que já abrandado fe teria;

Eaffim he, porque há peito taõ tyranno;

Que entre bronzes , e mármores fe cria,

Mas quem originou efte veneno

Lá procede do campo Damafceno.

XLIV.

Vendo fe Euftachio fem remedio humano

Poz a fua efperança no Divino,

Qiie nunca falta a quem o defengano

Jbez defprezar o feculo malino:

Com pena , dor, trifteza quafi infano ;

Póftos ao lado hum , e outro menino,

Encoftando-íe a hum afpero rudente

Começou a gemer ataargamente.

XLII.

XLV.

CANTO II.

XLV.

Qual pombinho trifte, e magoado,

Que aconíorte do ninho lhe rouha'raõ,

E n'hum raminho fecco, e desfolhado

Os filhos tenrofinhos lhe deixa'raõ,

Geme arrulhando o folitario eftado,

Co as azas cobre os filhos , que ficáraõ,

Tal Eufcachio gemia , e fufpiravá,

E os lagrimoíos filhos affogava.

XLVI.

Entaô chegando a elle hum paflageiro

Daquelles de mais claro entendimento,

Lhe dilfe olafíimado companheiro,

Razaõ te fobra para o teu tormento ;

Mas que naõ hes, bem fabes o primeiro ,

Que experimentou taõ grave fentimento,

Porque fe expõem à violência dura

Quem traz por companheira a formolura.

XLVII.

Mas inda aífim defejo ter fciencia

Dos motivos, e caufas, que tivefte,

Para que te expozeíTes à inclemencia

Da fortuna, que agora padeceíte:

Que cafo, quedeígraça , ou que demencia

Te moveo a fazer o que fizefte,

Como he deixares hum Terreno rico,

E paflares a hum clima taõ longico ?

E XLVIII.

XLVIII.

Dize-me agora pois, íe te parece,

A tua Patria, e officio em que has vivido

Que quem o quer faber fe compadece

De te ver taõ magoado, etaõ fentido :

Dize-me mais que caufa te moveíle

A navegar taõ pobre, e taõ defpido,

Pois naõ deixaõ defer alliviadas

As penas ^ quando fao communicadas©.

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