Canto Quarto
ARGUMENTO.
Em Terra eftranha Euflachiofaudofo,
E com feus filhos indo caminhando,
Ao vadear hum rio caudalofo,
Para o trânfporte bum filho carregando r
Ambos perdeopor ca/o mi/leria foy
E as correntes rapidas deixando,
Com os olhos no Ceo , e nelles agoàs
Se lamentou com queixase com magoas.
CANTO QUARTO.
I. •A. «
P
Ela arenofà praya caminhavaõ
Euftachio, e os filhos fem mais companhia ?
Eftes da Náo os olhos naô tiravaõ
No peito aquelle a pena fupprimia :
As pedras os pés tenros lhes magoavaõ,
E a area folta, que co Sol fervia,
Tardava os pados, que fe dirigiaõ
Com mais vagar do que elles pertendiaõ.
II.
O eftrangeiro Paiz como ignorava
Jtuiftachio eftradas dçlle nàg fabia ,
E para muitos dias naõ bailava
A pouca refeição, que conduzia:
Aos naturaes da terra perguntava,
Pois informar-fe com razaõ queria
De algum lugar, em que fe detiveíTè,
E ©.alimento vital ganhar pudeffé.
III.
III.
Já com varias refpoftas enfinado
Hu (Ti caminho tomou , o qual guiava
Para hum lugar pequeno, que apartado
Da povoaçaõ naõ pouca terra eftava :
Partio fem fer de alguém acompanhado ,
Mais, que dos filhos, que em extremo amava^
E do auxilio de Deos, o qual fomente
No coraçaõ trazia firmemente.
IV.
Por montes, valles, felvas, e arvoredos^
Que aquella inculta folidaõ veftiaõ,
Ora aviltando afperrimos penedos,
Que com as nuvens altas competiaõ,
Movia os paílos fem recear medos
Quando do Sol os rayosjá defciaõ,
E ao encontro teve hum rio inopportuno
De arroyos pay, e filho de Neptuno.
De huma cenefa verde, e intrincada
Coberto eftava , lobrego, e obtimbrado,
E o váo apenas confentia entrada
A hum homem na eftatura levantado,
E revolvendo em giros, e enxorrada
Veloz corria , e muy precipitado,
Qual por Mefopotámia o caudalofo
Perfico Tigris corre furiofo.
/ VI.
V.
CANTO IV.
VI.
Vendo Euftachio^ que o pego naõ podia
Dos filhos vadiar-fe inacceffivel^
Tranfportar hum , e outro pertendia,
Que outro recurfo ally era impoílivel,
Já hum deites fobreos hombros fe íubia*
Eo pay pondo o valor todo pollivel,
Alem do rio, e com muita canceira
O filho poz na oppofta ribanceira»
Para bufcar o outro fe tornava,
E citando já «o-meyo das correntes^
Sentio, que hum Leaõ fero arrebatava
O filho prezo nos vorazes dentes :
Vallelo quiz, mas vio, que fe aprèflava
A befta horrenda a paflos diligentes.,
E penetrando da montanha o centro
Veloz entrou pelaEfpeflura adentro.
VIII.
Vendo o pay trifte, que impoílivel era
Poder o filho refgatar do Bruto ,
Levar o outro, que ficouquizera
Para o terreno alem do rio enxuto,
Se naõ chegara hum Tygre hórrida fera ,
Do que a Paathera mais voraz , e aftuto,
Qne entre as garras da horrífica gadanha
ApaiUiando-o fugio para a montanha.
VII.
IX.
IX.
Lagrimas, que dosolho&lhe cahiraé.
Do mcí.no rio as ondasinnundáraõ,
Suípiros, que do peito lhe fahiraõ,
O refpiraníe vento acrefcentániõ,
As laftimas, que os mentes bem «tlr^o V
Os penedos mais duro^ magoáí:á#^
Attendendo a feu pranto, ea feu lamento
Os penedos, osmomes, ágoa, e vento
X.
Da corrente fahio trifte, e ía;®dofo,
E chegando a hum penedo, qm dtíroiftê
Eftava junto ao rio midofo ,,
Ao pé de hum levantado, e erguida monte
Se íentou , ecoas? lagrimai q^d&ofo,
Pelas faces correndo amarga
A parte inferior d*alma o movia,
E ao vento eftes fijei^mes
Aonde eftás agora ò fentim entó>
Qi»e naõ desfazes o meu trifte peite,.",
E tu f que tens o nome de tormento ,
Naõ podes ter do qpe eu: melhor fu jeito:
Correy hgrim^s minhas cento a cento,
Porque em meus olhos já vos naõ regei to,
E tiro coraçaõ porque receas
Sahir era íangye já por minhas veas!
XI.
XII.
CANTO IV.
XII.
Quantas houve no Mundo crueldades /
Deftas , que partem a alma , e adefcontentaõi
E quantas haverá calamidades
Em quanto os dias annos acere fcentaõ,
Atè o fim de todas as idades,
Saô muito menos, que as que me âtormentaõ,
Somente feja excepto por primeiro
Job, que eu foii o fegundo, e derradeiro.
Porém a quem explico o meu tormento !
Aquém fallo! quem me ouve! ou quem me entende!
Pois que palavras defperdiça ao vento
Quem formar queixas fó a fy pertende ;
Mas como a minha dor , e mal violento,
Que ocoraçaõ me parte, e a alma fende,
He taõ aguda, creyo , que o fenfivel
Naõ íó me pode ouvir, mas o infeníivel.
Sol ^ que do Mundo luminar famofo
Eftás efta inculta brenha allumiando,
A meus gemidos moftrar-te piedofo,
Tem compaixaõ de mim, que eftou penando :
Effe teu arrebol íempre luftrofo
Sufpende, pois me vês agonifando,
Sintaõ também Ecciipfes os teusrayós,
Allim como meu peito os feus defmayos.
XV.
XIII.
XIV.
H
XV.
Ceos foberanosque em, volúveis gyrcs
O Mundo-Elementar eftais cercando,
E cm difterenteseyxos., e retiros .
Eftais Planetas, e Aftros íuítenrando >
Piedade quero para meus fufpiros,,
Ide vo^ de meu mal trifte. magoando ,
E reveítindo fúnebres alfombras ,
Trevas trajay* vos ^eiTo* veftl íombras*
Guviy me duros,ve afperos penedos,.
Qiie elevados eftais por efles montes
Attentos me efcuray tpfcos rochedos,
Que ameaçando eftais aos Qrizontes;
Senty meu mal frondofos arvoredos,
Compadecetvos cryftallinas fontes,
Laftimai-vos também de .minhas dores
Pallares deitas brenhas.moradqr es*
Ventos, que neffi* Região dos ares
Fazeis efcramunça impetuofos,
Sequer agora ouvindo os meus pezarçs
Naõ rçfpireis taõ fortes.,,taõ furioíos:
Qjantos aturo da fortuna azares,
Quantos trabalhos, foffro hftimofos,
Aos ouvidos íevay mos de Theopifta^,'
Para que à minha'a íua dor aífífta.
XVI.
XVII.
XVIII.
CANTO IV.
XVIII.
Ferozes ankones defta efpeílnra ,
Ainda que brutas vos rnoílray humanosi
Oihay, que os voíTos com fereza dura
Foraõ , que me caufárao tantos dam nos j
E fe por ferdes de voraz natura
Traiçpens ordiys, e machinais enganosj
Amançay vofla gvram ferocidade,
Que ate dehunuriíle os brutos tem piedade
XIX.
E vós tyrannos brutos, que levaftes
De meu amor,os jnais caros penhores,
E ( como creyo) em parte os tragaíles,
Para que eu morrer pofla em tantas dores,,
Olhay , que agora cruelmente ufaftes
Acçaõ fomente digna de traidores,
Porque a muitos meninos já erearaÕ .
Ferozes animaes, eosamparáraõ»,
Sê èílimulos da fome crua , e impia
A tyranniatal vos obrigáraõ.
Eu por efta Efpeffura bufcaria
EíTas viandas, que vos já fartaraõ j;
E quando naõ achaífe a iguaria
Dé animalejos, queos bofquescriarão,
Que a minha própria carne devoraíleis
Eufoffrcra, e que a fome faciaíTeis.
XXI.
XXI.
Mas a quem fallo infano, e fem fentidos!
Onde me leva o louco peníamento!
Pois que me queixo a quem naõ dá ouvidos
Nem pode ter piedade ao meu tormento !
Que importaõ prantos, laftimas, gemidos,
Se naõ poílo mover ao fentimento
O Sol, os Ceos, os ventos, os penedos,
Paflaros,brutos, fontes, e arvoredos !
Oh quanto melhor fora , que nafcido
No Mundo eu nunca fora, ou perecera,
Quando do ceyo maternal fahido
Principiey da vida a Primavera:
Fora acertado entaõ fe o Sol luzido
Seus rayos neífe dia efcurecera,
E encapotadas as radiantes luzes,
De ambas fe cobriííe com capuzes.
XXIII.
Ay de mim triftel quanto melhor fora,
Que o primeiro alimento, que me deffem
FoíTe veneno, que em menos d^huma hora
Meus delicados membros feneceílem :
Efcufaria defoffrer agora
Pezares tantos, que a tal gráo tnt crefceja Que nem no penfamento ainda fingido
Si pode achar tormento mais crelcido.
XXI.
XXII.
XXIV.
Quanto-melhor me fora* que trsgsdò
Das mefnias Feras foíle éíi ítéftà lerrá,
E que meu corpo tremulo, é. trtjfncadò
Rega (Fe coi#raudais de fatguè á terra:
Antes quizera fer defpéd^tíè
Pelo inimigo im êrUéittag^êrfíí,
Do que chegar á ver nefta Eí^ílur#
A tyrannia mais cruel j? e duíaf.
Oh tyranno! oh cruel! ©fe fàcte eífuivó,
Que reduzido me has è inftfné forte!
Porque razaõ te moftras exceffivo
Gom taõTmiítra eftréfev ê iíifluxo forte ?t
Se eftou morrendo fÉfê vivo ?
Se vida tenho corti^ fe®o á msrtè?
Morrer por hmtâ veã fínatiíarido
Quero antes, quê viver penalizandò. ,
XXVI.
E íe para mais penátè dura aividây
Naõ poíTo achar mais p£nâs, nem
Porque já tenho a alma dividida
A maõs de tyraniííiaS, è rigores;
Mas fe pode haver mágoa tilais créfcida ,
Accrefcentem fe dores fohre dores,
Pois no eftado enr que eftou fome contento
Que inda o poíHvel palie o meu tormento.
XXV.
XXVII.
XXIV.
CANTO IV.
XXVII.
Ay Theopiftaamada, íe fouberas
Eite taõ trifte caio inopinado,
Com quanta mais razaõ te enterneceras i
Quanto o fentiras mais, do que opafíado:
Sem duvida, que logo ^pereceras
Ao rigor de hum tormento taõ fobrado,
E com a morte fria acabarias
De exprimentar taõ duras tymnniasOlha os teus.filhos, que com tanto agrado
Em mimofas delicias os creafte ,
E quando os apartou o duro fado
Do teu amor ao meu recomendafte,
Como lhes aífifiio o meu cuidado,
A quem para cuftodia es entregafte ?
Mas naõ te queixes, naõ, demimferchora,
Queixaste fó da forte, que he traidora*
XXIX.
Ena© baftava já, conforte amada,
Que com audacia fera , e infolente
Foífes do meu amor arrebatada
Por hum pérfido, falfo, e delinquente.
Se naõ para que a pena duplicada
FoíTe, e eu pereceíTe de impaciente,
Roúbaraõ me meus filhos taõ amados
Único aiiivio íó de meus cuidados,
XXVIII.
XXX.
C ANTO IV.
XXX.
Theopifto meu , e Agapito amado .
Sem vós viver naõ pollo, vida minha,
Já fe acabou o tempo , em que eu coitado
Por rifrigerio de meu mal vos tinha ;
Em quanto o corpo da alma feparado
Naõ for, naõ poffo ter outra mezinha
Em tanta dor, íenaõ folta a corrente
De meus olhos chorar amargamente,
XXXI.
Aqui me deterey nefta Efpeflura
Fóra de toda a humana íociedade ,
Atè, que alguma Fera , ou ferpe dura
Ufe commigo em me tragar piedade:
Chegarmehá defta forte a fombra efcura>
Que a todos os~mortaes poem fim na idade>
Porque do amor a ley naõ me confente ,
Que, mortos vós, eu fique vivo, e auzente.
Eu fuy a caufa , filhos meus amados,
Por vos deixar nas margens das correntes>
De ferdes com furor arrebatados
Deílas vorazes Feras peftilentes;
Porém o intento foy , que bem livrados
Seguiflemos a rota diligentes ,
Mas efte rio de infelices agoas
Scylla, e Charibdes foy de minhas mágoas.
I XXXIII.
XXXII.
XXXIII.
Lembra me agora quando vos trazia
Neila longiqua, e afperrima viagem,
Que a refeição preciza proraettia,
Dar-vos nalgum repoufo, ou EfMagçm%
Mas quem então (ay trifte ) me diria,v
Que aqui nefta infauftiflima paffagem^ .
Quando cuidey tomaflek oíuftento,
Para os brutos íervifleis de alimento^
Ha poueo, que vos via aqui prefentes>
E que vos tive, filhos , nos meus braços^
Agora vos fufpiroechoro aufentes,
E ( como creyo ) feitos em pedaços.
Oh mudanças do tempo ! oh a cci dentes,
Que aífim fahem partir do amor os laços,
Oh bem Mundano , oh fábula fonhada,
Mentira , engano, fumo, íbtpbra } e nada!*
XXXV.
Nao quero mais viveram tantas dores*
E crua morte peíFo por remedio,
Já que da forte os golpes> e os rigores
Partem-me o corpo, poem me na alma aíTediò i
Ghegay , chegay , ò brutos tragadores,
Ti ray^-me a vida, de que tenho tédio,
Pois da morte o rigor mais exceffivo
Serve ao ^etótÃ^mai^ie lenitivo.
XXXVI.
XXXIV.
CANTO IV.
XXXVI.
Vós que do Mundo todo fois-regente,
Deos meu, immenfo, eterno, e amorofo,
O voflo auxilio me preftay clemente,
Pois que cos homens fois taõ piedofo:
Perdoay-me, Senhor Omnipotente
O moftrar-me com penas taõ queixofoy
Porque naõ he do efpirito fraqueza
O que paixaõ da humana natureza*
XXXVII.
Todos quantos trabalhos, e rigores
O inimigo cruel me tem bufcado,
Tudo conheço bem , quefaõ penhores,
Que para a eterna vida me haveis dado:
Sem defmayos, Senhor, e fem temores
Viver prometto fempre refignado,
Com tanto, que me ajude o auxilio vofíb\
Porque, Deos meu > fem elle nada podo.
XXXVIII.
Áqui fez termo Euftachio, e recoftado
Em o penedo tofco, que jazia,
Começou a cuidar mais confortado
No modo de viver, que buí caria:
Irrefoluto, e naõ determinado
Por partes mil botava a phantefia,
O confelho bufcando, que lhe dava
O eftado, e o lugar em que ie acham
XXXIX. I
Já nefte tempo o General brilhante,
Que tem da luz o império, refrefcava^
Na Thetis fria, o liquido diamante,
E os eavallos ignivomos parava.
O neto veiocifíimo de Atlanta
Comavara fat a os fomnos d ava, „
Obrigando aos mortaesy/que defcanfaílém
E os trabalhos diurnos aquietaflemo
E tanto , que o crefpufculo rozado
No Orizonte fevio claro, e luftrofo,,
E as flores a chupar do ameno prado,
Começarao oneéiar faborofo,
Levantou fe da terra , em qjue deitada i
Paliara a noite infomne, e cuidadoíb ,
E olhando para o rio, que deixava,
Fez feu carrinho, ie os pados apreílava*
XLI.
Depois de poucas horas ter andado j
Yio hum paftor, que. o gado apafcentava ?
Que lhe diíle o caminho perguntado
De hum pequeno lugar, que procurava * „
Em fim chegou fentido, e magoado
A' parage, onde aquella Aídea eftava,
A qual Badifo os naturaes chamáraõ,
Nome, que largos,tempos coníerváraõf
XL.
XLII.
CANTO IV.
XLII.
Ally fem ter politica cultura
Se occupou por pagar o feudo à vida,^
Na ruftica, egrofleira agricultura,
Que os homens para a quietação convida y
Hora cavando a terra feeca, e dura ,
Hora enxertando a rama íubmettida y
Porque por lavrador pouco, fe abona
Quem naõ miítura Geres com. Roma.
XLIII.
Dò corporal fuor fe fuftentava
Os fauílos, e opulências defprezandò,
E huma pequena horta íobejava
Ao que nafceo grandezas oftentando :
Nada tinha, e alfim nada lhe faltava ,
Que ido Íuccede muitas vezes quando
Do Mundo íe defprezaõ as delicias,
E por Ghriílo fe deixaõ, as dividas.
XLIV.
Naõ como alguns , que ainda no Dêzerto,
Onde devem prezar toda a pobreza,
Procuraõ com cuidado, e em campo aberto
Viver fempre fubmerfos na riqueza :
Venero muito aquelle, que taõ certo
Tèm o auxilio da fuprema Alteza,
Que pode izento eítar, e com defprezo
Deita, que o homem traz captivo, e prezo.
XLV.
Oh propenfao da humananatureza,
E de dinheiro hydropica cobiça,
Por quem em toda a parte íe defpreza
A rectidão conftante, e a juftiça !
Hoje no Mundo todo íó fe preza
A riqueza, a avareza, e a injuftiça,
Sem que refifta da vontade ao intento
Hum tao racional entendimento*
XLV.
III.
Deofa Gigantea , que pergoa
Tudo quanto ouve, e ve por lingoas cento,
E pelo Mundo todo corre, è voa
Batendo as * que ihe afibpra o vento ,
Tinha efpalhado com trombeta boa
Pbr toda a parte o esforço, eardimento,
Gom que Euftachio na paliada guerra
Gaufado havia medo a toda a Terra»
II.
Ifto obrigou ao Emperador Trajano,
Que entaõ. as rédeas do governo tinha; ;
A mandar procurar foberbo, e ufano
Em que lugar Euftachio fe detinha;
Porque como temia o grave damno*
Que ameaçava a guerra já; vifinha ,
Hum Capitaõ queria de tal geito,
Que eíFeituafle a obra, o feu conceito.
I.
CANTO QUINTO.
Depóirde muitos ttnnos ter eft/ido
Euftachio na groffeira agricultura,
O mandar ao bufcar, e foy achadoy
Sendo i/lo providencia de Deos pura t
Vindo jâ para< Roma retirado,
Depois de fe acabar a guerra dura ^
Os filhos , e a mulher lhe apparcceraSy
£ todos huns aos outros,conhecer aõi