Literatura brasileira: periodo colonial e ultimos arcades Estudos brasileiros: 1a. série · Capítulo 3 de 8
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Literatura brasileira: periodo colonial e ultimos arcades

LITERATURA BRASILEIRA

A historia da literatura brasileira pode ser dividida em três períodos, muito embora a precariedade de taes classificações dê sempre ensejo ao referver das contendas inúteis (x). Entre os annos de 1509 e 1750, mais ou menos, transcorre o seu primeiro período, ou de formação, quando era absoluto o predomínio do pensamento português; de 1750 a 1830, quando os Arcades da escola mineira começaram a neutralizar, ainda que pallidamente, os effeitos da influencia lusitana, entrou ella em seu segundo período, ou de transformação; finalmente, quando os românticos, os naturalistas e os symbolistas trouxeram ás nossas letras o influxo de novas correntes de idéas, isto é, de 1830 em deante, tornou-se a literatura brasileira realmente nacional, começando, então, o terceiro período, que poderíamos chamar autonomico.

(J) Cf. Ronald de Carvalho: Peq. Hist. da Lit. Brasileira, cap. 3. 2.* ed. 1922.

PERÍODO COLONIAL

Século XVI

Em sua primeira phase não apresenta a nossa historia literária grandes individualidades, que, ou pela cultura ou pela força do engenho, se impuzessem á estima dos posteros. No século XVI, especialmente, foi a literatura um simples reflexo da terra. Os primitivos colonizadores, entre os quaes é mister não esquecer nunca os apóstolos da Companhia de Jesus, os Nobrega e os Anchieta, deante da magnificência do ambiente circumstante, limitaram-se* a fazer o elogio das nossas paisagens, da opulencia e uberdade dos nossos campos e vergeis. Somente, um poeta, ou melhor, um cortezão amigo das boas letras, tentou elevarse a um generoi mais alto que o de regra usado nas epístolas apologeticas ou nos autos de índole religiosa, escriptos para entretenimento e edificação dos selvicolas. Vivendo num meio» cuja pompa Fernão Cardim, na sua Narrativa Epistolar, descreveu entre extasiado e rabujento, Bento Teixeira Pinto quiz deixar delle e do fidalgo que mais relevo lhe deu, testemunho condigno. Eis ahi a razão da sua Prosopopeia, a mais antiga producçâb literária que conhecemos, poema épico feito em louvor de ponderaj, só o valor da intenção tem valimento. As Musas desabrocharam mofinas no Brasil.

Não foram os prosistas porventura mais notáveis. Suas obras,, porém, são de mais preço, porquanto, dizem do nosso torrão,, e dos seus primeiros povoadores e habitantes. São, assim, repositórios onde o historiador íoi encontrar, mais. tarde, os elementos, indispensáveis ao conhecimento das origens do nosso paiz. Entre esses escriptores e obras do século XVI são dir gnos de nota e referencia os Diálogos das Grandezas do Brasil, cuja autoria* não poude ainda ser definitivamente fixada; a Historia da Província de Santa Cruz, de Pero de Magalhães Gandavo, o primeiro homem que se occupou das nossas cousas; o Tratado Descriptivo do Brasil, dé Gabriel Soares de Souza, fonte de preciosas informações sobre chorographia, topographia, phytologia, zoologia, assim como outras muitas relativas ao clima, e á natureza americana; a Narrativa Epistolar, do padre jesuíta Fernão Cardim, e o Diário da Nave', gação da Armada que foi á Terra do Brasil em 1530, de Pero Lopes de Souza, que manejava com igual nTestria a penna e o trabuco, á semelhança de quasi ^odos os gentis homens navegadores de Portugal.

Século XVII

O século XVII é,. sem duvida, já pelo lado social e político, já sob o aspecto intellectual, muito mais importante que o precedente. O sentimento nacional, raro e vacilante no século anterior, revigora-se nas lutas contra os conquistadores estrangeiros; a riqueza cresce progressivamente,, a agricultura floresce nas villas e cidades litorâneas; a pecuária se desenvolve em algumas zonas do interior; e as bandeiras começam, por valles e montes,, florestas e descampados a formidável empresa do desbravamento do nosso solo,, que, então, se vai dilatando das regiões praieiras em direcção do planalto central.

Gozavam as letras, com especialidade na Bahia, que herdara de Pernambuco, o prestigio intellectual,, de grande estimação. Os poetas do Renascimento italiano,, espanhol e português,, como Tasso, Gongora, Quevédo, Lope de Vega, Gabriel de Castro, e outros mais, eram lidos, commentados e imitados. Como nos do Portugal de D. Francisco Manoel de Mello, predominava entre os nossos letrados, quasi todos educados em Coimbra, a 'influencia de Marini e seus discípulos. Havia por esse tempo muitos cultores da boa latinidade. Os chronistas e historiadores clássicos eram meditados e conhecidos,, fornecendo, não raro, grande copia de motivos á eloqüência sacra.

Entre os prosadores da época, sobresaíram Frei Vicente do Salvador,, o maior delles, celebrado autor da — Historia do Brasil, — obra das mais consideráveis que nos legou a Literatura colonial; Manoel de Moraes, — cujos livros são "conhecidos unicamente pelos gabos de certos escriptores, como João Laet —, Diogo Gomes Carneiro, Fr. Christovam da Madre de Deus Luz, Eusebio de Mattos, que deixou fama de orador consummado,. e Antônio de Sá, appellidado pelos contemporâneos o Chrycostomo Português.

Entre os poetas, podení mencionar-se Bernardo Vieira Ravasco, Domingos Barbosa, Gonçalves Soares da Franca, Manoel Botelho oíe Oliveira, Gregorio de Mattos GueiYa, José Borges de Barros, Gonçalo Ravasco Cavalcanti de Albuquerque e João de Brito Lima, todos pertencentes á denominada escola bahiana. De todos elles, porém, com excepção de Gregorio de Mattos e Botelho de Oliveira, restam apenas producções somenos.

Manoel Botelho de Oliveira, nos sonetos, madrigaes e canções de que se compõe a sua Musa do Parnaso, em quatro coros de rimas portuguesas, castelhanas, italianas e latinas, com seu desconte cômico reduzido em duas comédias, é poeta seguramente menos importante e pomposo que o titulo do seu livro. É de regra,, entretanto, salvar-se de todos os seus versos imitados de Gongora e Marini, o poemeto descriptivo: A Ilha da Maré, onde se mostra um attento admirador das nossas frutas e dos nossos cereaes.

Pode-se dizer que a Ilha da Maré é um poema heróico inspirado nos productos naturaes do Brasil. Não é de espantar, consequentemente, que a matéria de tal poesia se revele prosaica.

De Gregorio de Mattos, todavia, já não é licita affirmar o mesmo, sem' grave erro ou má fé. Foi elle, em verdade, a figura mais' alta da nossa poesia até os arcades do século XVIII e, porventura, como satírico, um dos melhores exemplares do gênero entre nós. Em que pese ás suas muitas fraquezas, ás suas paraphrases de Quevedo e a outros tantos defeitos facilmente explicáveis* Gregorio de Mattos é um typo varonil, de linhas accentuadas e características. José Veríssimo foi injusto quando, levado não sei por que extremos, lhe rebaixou a physionomia, de modo tão áspero. Foi injusto,, porquanto, só teve olhos para as suas misérias, esquecendo-se do homem e das circumstancias em que viveu, e ainda porque o considerou exclusivamente como um truão, um indivíduo sempre prompto a fazer peditorios derramados aos figurões da época. Gregorio de Mattos não se revelou apenas satírico despejado; mostrou-se, igualmente, lirista sensível, moralista imaginoso e discreto, quando lhe corria o sangue mais calmo nas veias.

Sua obra é um espelho do tempo. Ella reflecte os ridículos e os vícios da gente, que nos governava de bota e esporas e de quem o poeta soffreu tanto. Ella nos depara, ainda, uma alma cheia de notas delicadas, capaz de sentimentos finos e elevados. Se, em dia aziago, Gregorio despejou a bilis contra certos mazombos atrevidos,não é menos verdade que, muita vez, deixou o coração cantar livremente cousas mais subtis e polidas que a invectiva grosseira. Elle representa, na historia das nossas letras, a revolta do bom senso popular contra as ninharias ridículas da fidalguia reinol; a bravura do julgamento desassombrado, muitas vezes perigosa, contra a covardia dos áulicos, sempre caroavel aos mandões; a nobreza do caracter contra a nobreza do sangue, a força da intelligencia contra a sinuosa intriga escorregadiça.

Século XVIII

O século XVIII,, durante o qual os caminhos de penetração para o interior tanto se dilataram, sob o influxo das Bandeiras e do descobrimento das minas de ouro e diamantes, apresenta uma novidade, no ponto de vista literário. Data dos seus primordios o apparecimento das academias literárias em nosso paiz. Em 1724, funda-se a Academia Brasileira dos Esquecidos, na Bahia, sob o patrocínio do próprio Governador, seguindo-se, mais tarde, a dos Felizes e a dos Renascidos, aquella no Rio de Janeiro e esta em S. Salvador. Dos acadêmicos, entretanto, restam poucas e esparsas noticias. Foram elles os poetas e prosistas do tempo. Se a sua obra é geralmente desconhecida, salvaram-se, ao menos, do olvido alguns nomes, como os de Sebastião da Rocha Pitta, poeta secundário mas historiador de certa valia, Brito Lima, Gonçalo Soares da Franca, João de Mello, Luis Canedo de Noronha, Manoel José de Cherem, José Pires de Carvalho e Albuquerque, Fr. Manoel Rodrigues Correia de Lacerda, e os irmãos iBartholomeu Lourenço e Alexandre de Gusmão. São esses, posta de lado a figura de Alexandre de Gusmão., celebre por suas Cartas, ponteadas de ironia, assim como a do seu irmão, mais conhecido por seus trabalhos scienrificos e por sua nomeada de precursor dos estudos de aeronáutica, os poetas do momento. Nem uim, entretanto, merece especial registo, por quanto, todos, mais ou menos, cultivaram o gênero desgracioso e postiço então predominante.

Somente Fr. Manoel de Santa Maria Itaparica, poderá ser apontado, entre tantos versejadores, apesar do tom enfadonho do seu poema — Eustachidos —, onde o mau gosto corre párelhas com a inopia dó engenho.

A Ilha de Itaparica salvou-o do total esquecimento, em que os demais justamente ficaram. E outro destino não mereciam indivíduos, que se interessavam mais pelo boleio das phrases castigadas e pelos «epigrammas subtis e altisonantes», segundo confissão de um delles, que pela verdadeira poesia.

Não ha como negar, entretanto, que taes academias literárias eram seguro indicio de que se estava operando uma transformação lenta no curso do nosso pensamento, ainda que as correntes portuguesas continuassem a actuar predominantemente aqui. Já havia um (certo orgulho em ser brasileiro, em mostrar que possuíamos, também, e com voz própria, uma literatura. Reflectindo esse bizarro sentimento, apparecem alguns trabalhos accentuadamente brasileiros, como o — Peregrino da America — de Nuno Marques Pereira, a — Historia Militar do Brasil — de José de Mirelles, o poema — Brasília — de Soares da Franca e a — Historia da America Portuguesa — de Rocha Pitta, o documento mais notável da época. Os prosadores, pois, sobrelevam aos poetas. Basta citar esta ultima obra, para ver confirmado semelhante juizo. Com Antônio José, por alcunha O Judeu, que, aliás, em nada influio nas letras pátrias por ter vivido e morrido em Portugal, são esses os espíritos mais representativos, na primeira metade do século XVIII, da nossa literatura.

Os Arcades

O segundo período da nossa historia literária começa com a 'escola mineira e acaba no dealbar do romantismo, isto é, vai de 1750, aproximadamente, a 1830. Seis poetas constituem a chamada escola mineira. São elles: Santa Rita Durão, Basilio da Gama, Cláudio Manoel da Costa, Ignacio José de Alvarenga Peixoto, Antônio Gonzaga e Manoel Ignacio da Silva Alvarenga. Os dois primeiros cultivaram o gênero épico, os outros foram principalmente líricos, com excepção de Cláudio, que nos legou também um poema heróico, o — Villa Rica — e de Gonzaga, que, segundo todas as probabilidades, escreveu um poema satírico,, as — Cartas Chilenas.

Pela originalidade do estro e dó feitio, assim como pela força da expressão, o Uruguay, de Basilio da Gama, é o mais perfeito e melhor poema surgido no Brasil em todo o período colonial; Santa Rita Durão ainda era um camoniano, e Cláudio um discípulo fidelissimo da escola arcadica francesa e italiana, como os demais poetas do seu grupo. Distingue-os um sentimento muito cuidado da fôrma, uma graça de composição e um comedimento de linguagem singulares. Elles prepararam, como notou com acerto Sylvio Romero, o advento do romantismo, não pelo que a sua poesia tivesse de cotnmum com o espirito romântico, mas porque, educados sobretudo nos princípios dos encyclopedistas, alargaram os horizontes da nossa cultura, indo buscar, fora da Metrópole, os seus modelos. A sombra da pleiade mineira, versejaram outros liristas de menor importância, como sejam, na poesia satírica, Antônio Mendes Bordallo, João Pereira da Silva, Costa Gadelha, José Joaquim da Silva e Francisco de Mello Franco, este mais considerado como scientista; na poesia de amor, Domingos Vidal Barbosa, Bento de Figueiredo Tenreiro Aranha,, e Domingos Caldas Barbosa, o mais afortunado e famoso de todos.

Não teve a prosa, em todo o século XVIII, o relevo apresentado pela poesia. Faltava-nos, ainda, para tanto, um scenario mais amplo que, só no século XIX, surgiu aos olhos dos nossos escriptores. Mathias Aires, autor das — Reflexões sobre a Vaidade dos Homens — foi o único prosista considerável dentre todos os seus contemporâneos, embora não chegasse a influir no curso do nosso pensamento por ter vivido sempre longe do Brasil. Pedro Taques de Almeida Paes Leme, Fr. Gaspar da Madre de Deus, Antônio José Victorino Borges da Fonseca e Fr. Antônio de Santa Maria Jaboatão continuaram a tradição dos Rocha Pitta, escrevendo chronicas e genealogias, como o — Novo Orbe Seraphico Brasilico —, a Nobiliarchia Paulistana, e outras obras de igual jaez, onde as velhas teclas usadas na Historia da America Por tuguesa repetidamente batem, ora com mais, ora com menos vigor. O pensamento dos nossos homens, ou não podia expandir-se sob os freios dos Vice-Reis solertes da Metrópole, ou não tinha ainda a força necessária para a realização de trabalhos mais alentados unicamente compatíveis com um estado social mais desenvolvido e mais livre.

OS ÚLTIMOS ARCADES

Somente no século XIX, por varias razões de ordem moral e política, é que a literatura brasileira entrou na sua phase verdadeiramente nacional. A elevação do Brasil a Reino, a transladação da Corte Portuguesa para o Rio de Janeiro, a abertura dos nossos portos, antes freqüentados exclusivamente pelos navios da Metrópole, ao commercio universal, o apparecimento dos primeiros jornaes, como O Patriota, onde collaboraram, entre outros, Silva Alvarenga, Manoel Ferreira de Araújo Guima-

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rães, a instituição da Imprensa Regia, hoje Imprensa Nacional, e, finalmente, a proclamação da Independência, com todas as lutas que, então, se accenderam, e onde se formou definitivamente o caracter da nova raça, contribuíram para formar o espirito nacional, dando vigor e alento ás tímidas vozes de autonomia, que eram, outrora, abafadas pela camarilha dos funccionarios e administradores lusitanos.

No curto espaço de trinta annos, foram desapparecendo rapidamente os signaes da Metrópole na Colônia. Com o afastamento dos Conde de Rezende e seus semelhantes; com a ruína dos homens que, em 1817, estabeleciam distincções cavilosas entre brasileiros e reinóes, o campo ficou livre á espera das primeiras sementes, que não tardaram a medrar e frutificar. Ao lado dos nomes de José Bonifácio de Andrada e Silva, MonfAlverne e José da Silva Lisboa, surgem nessa época de agitação e duvida, de reconstituições e tentativas de reformas, de temores e temeridades inesperadas, de que a cidade do Rio de Janeiro, como Capital do novo Império Português se fizera o centro, os de Antônio Pereira de Souza Caldas, o maior poeta do tempo, Fr. Francisco de S. Carlos, José da Natividade Saldanha, Januário da Cunha Barbosa, Bastos Barauna, Francisco ^Ferreira Barreto, José Eloy Ottoni, Francisco Villela Barbosa, Domingos Borges de Barros, Fr. Francisco de Santa Tereza de Jesus Sampaio, Balthazar da Silva Lisboa, Azeredo Coutinho, Antônio Carlos Ribeiro de Andrada, Evaristo da Veiga, Antônio de Moraes e Silva, assim como o de muitos outros, com cuja actividade largamente lucrou a evolução do nosso pensamento, na poesia, na historia, na eloqüência profana e sacra, nas sciencias e nas artes.

Sentia-se, ainda, na poesia, o influxo dos arcades ultramarinos, cuja obra a Universidade de Coimbra, onde estudavam os nossos mais excellentes engenhos, se honrava de continuar. O arcadismo, ligeiramente modificado pelos ensinamentos do racionalismo encyclopedista, tinha os mais fervorosos adeptos. O sinete da escola de Felinto Elysio perdurava nos versos dos nossos poetas; os Amores, as Venus, as Thetis, os Neptunos e os Bacchos freqüentavam, com as settas aceradas, os louros cabellos rebrilhantes, os pesados sceptros e as rondas 'aligeras de Ménades, todos os poemas de então. A lição da Escola Mineira não se apagara completamente; antes, proseguia repetida com muito menos menos personalidade, graça e elegância.

Entre os prosadores, merecem lembrados os nomes de MonfAlverne, orador de grandes recursos,, introductor dos estudos de philosophia em nosso paiz; José da Silva Lisboa, Visconde de Cayrú, jurisconsulto, economista e político eminente; Marianno José Pereira da Fonseca, Marquez de Maricá, famoso autor das populares — Máximas, Pensamentos e Reflexões; José Feliciano Fernandes Pinheiro, Visconde de São Leopoldo, historiador de mérito; Hyppolito José da Costa Pereira Furtado de Mendonça, o primeiro jornalista considerável do Brasil, redactor, director e fundador do Correio Brasiliense, celebre por sua ardorosa campanha contra os Braganças; Fr. Francisco de Santa Thereza de Jesus Sampaio, orador de bello estilo; Fr. Joaquim do Amor Divino Caneca, orador, poeta e jornalista; José de Souza Azevedo Pizarro e Araújo, historiador e chronista; Luiz Gonçalves dos Santos, historiador; Balthazar da Silva Lisboa, historiador, jurista e naturalista; Ignacio Accioli Cerqueira e Silva, historiador; Azeredo Coutinho, publicista; Antônio Carlos Ribeiro de Andrada, orador e político; Evaristo Ferreira da Veiga, jornalista de nomeada; Manoel Ayres do Casal, geographo e historiador; e Antônio de Moraes e Silva, lexicographo illustre, autor de um dos melhores diccionarios vernáculos.

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