rosana858
@rosana858Primavera — Tempo de Recomeçar
Nasci na primavera — e talvez por isso ela desperte em mim a lembrança de que a vida sempre pode desabrochar outra vez.
Essa estação não é apenas um espetáculo de cores: é uma lição silenciosa, uma metáfora viva do que significa recomeçar.
As árvores se desfazem do que já não serve, como quem entende que o passado não pode aprisionar o presente. O velho cai, o novo se veste. Há sabedoria nesse gesto simples: só floresce quem tem coragem de deixar ir. A renovação exige desapego.
Os dias se alongam e a luz se multiplica. Não é acaso: é o tempo nos presenteando com mais energia para criar, arriscar, inventar. A natureza desperta — pássaros, animais, insetos, flores. Tudo conspira para o movimento, convidando-nos a sair da hibernação interior.
Sentada no jardim, vejo um joão-de-barro erguendo sua morada. Ele sente o vento, antecipa a chuva, calcula a direção certa para proteger seus filhotes. Não discute com a Criação, não se rebela contra o destino: age em harmonia com ela.
E me pergunto: por que nós, humanos, resistimos tanto? Por que insistimos em levantar nossas casas — e nossas existências — contra o fluxo natural dos seres, quando poderíamos aprender a dançar com o mundo?
A primavera não é apenas estação: é símbolo. É convite. É espelho.
Cada botão de flor que se abre parece sussurrar que também nós podemos florescer.
O equinócio traz equilíbrio entre luz e sombra. Talvez a lição seja essa: cultivar pensamentos mais iluminados e evitar caminhos demasiadamente escuros.
Despeço-me do pássaro com a promessa de levar sua mensagem adiante. A natureza cumpre seu propósito — e nós, muitas vezes, esquecemos o nosso.
Mas se ouvirmos com atenção, ela nos dirá: o tempo é agora. O tempo é sempre. O tempo é de recomeçar.
Vamos?
Instagram: @rschumaher
“Incentivando a leitura com histórias que refletem a vida”
Nasci na primavera — e talvez por isso ela desperte em mim a lembrança de que a vida sempre pode desabrochar outra vez.
Essa estação não é apenas um espetáculo de cores: é uma lição silenciosa, uma metáfora viva do que significa recomeçar.
As árvores se desfazem do que já não serve, como quem entende que o passado não pode aprisionar o presente. O velho cai, o novo se veste. Há sabedoria nesse gesto simples: só floresce quem tem coragem de deixar ir. A renovação exige desapego.
Os dias se alongam e a luz se multiplica. Não é acaso: é o tempo nos presenteando com mais energia para criar, arriscar, inventar. A natureza desperta — pássaros, animais, insetos, flores. Tudo conspira para o movimento, convidando-nos a sair da hibernação interior.
Sentada no jardim, vejo um joão-de-barro erguendo sua morada. Ele sente o vento, antecipa a chuva, calcula a direção certa para proteger seus filhotes. Não discute com a Criação, não se rebela contra o destino: age em harmonia com ela.
E me pergunto: por que nós, humanos, resistimos tanto? Por que insistimos em levantar nossas casas — e nossas existências — contra o fluxo natural dos seres, quando poderíamos aprender a dançar com o mundo?
A primavera não é apenas estação: é símbolo. É convite. É espelho.
Cada botão de flor que se abre parece sussurrar que também nós podemos florescer.
O equinócio traz equilíbrio entre luz e sombra. Talvez a lição seja essa: cultivar pensamentos mais iluminados e evitar caminhos demasiadamente escuros.
Despeço-me do pássaro com a promessa de levar sua mensagem adiante. A natureza cumpre seu propósito — e nós, muitas vezes, esquecemos o nosso.
Mas se ouvirmos com atenção, ela nos dirá: o tempo é agora. O tempo é sempre. O tempo é de recomeçar.
Vamos?
Instagram: @rschumaher
“Incentivando a leitura com histórias que refletem a vida”
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