rosana858
@rosana858Doçuras ou Travessuras
No dia 31 de outubro, algo mágico acontece: o véu que cobre os mundos fica mais transparente!
Kundo, o duende da sabedoria, florescia de alegria.
Ele queria provar que o medo é uma forma de controle disfarçada.
Pelo Cosmos, criaturas fantásticas bailavam entre varinhas de condão, caldeirões fumegantes, poções mágicas e caveiras risonhas — e entre elas estava Mafalda, uma bruxinha de seis anos, com vestido púrpura e olhos ansiosos que faiscavam como estrelas.
De repente, um vento brincalhão de Kundo arrastou todos para o outro lado do véu — direto para uma festa na Terra!
A noite mágica já encantava a Vila dos Despertos, e a celebração de Halloween prometia surpresas assombradas.
A fogueira estalava com chamas atrevidas, e abóboras sorridentes iluminavam mesas repletas de doces em forma de morcegos, aranhas e monstrinhos coloridos.
Bruxas em vassouras deslizavam pelo ar, fadas cintilavam como arco-íris, fantasmas atravessavam paredes, zumbis tocavam músicas engraçadas, e múmias dançavam, sacudindo seus esqueletos em ritmo maluco — animando e convidando todos a entrar na roda.
Mafalda corria de mãos dadas com Duda, um garoto humano.
Eles riam e pediam doçuras em troca de travessuras.
Fantasmas zombeteiros atravessavam paredes, fazendo os humanos rir e aplaudir.
O olhar não julgava, e o impossível era verdade.
Era a lógica zombando das certezas.
O encantamento não exigia explicação — apenas abria espaço para que o mistério florescesse, e a magia surgisse.
O possível, disfarçado de impossível, brincava, se escondia e só se revelava para quem acreditava nele e lhe dava asas.
Então, Kundo subiu no palco com uma bola de cristal nas mãos.
— Agora vocês vão ver a verdade! — anunciou.
E o sorriso se perdeu diante da dúvida sobre o que viria a seguir.
E todos viram.
De um lado, humanos.
Do outro, criaturas fantásticas.
Por um instante, houve pânico.
Gritos.
Silêncio.
Mafalda e Duda olharam assustados.
Mas a inocência não compreendeu o porquê da confusão!
Continuaram de mãos dadas e começaram a rir.
E, aos poucos, o medo de todos se quebrou como vidro.
O horror não existia.
Era só brincadeira.
Kundo ergueu o véu, e a noite seguiu encantada, abrindo espaço para mais festejos.
No dia seguinte, todos os santos seriam lembrados.
E, logo depois, em 2 de novembro, flores e velas iluminariam a memória dos que nunca se vão.
Quando o sol nasceu, o feitiço se desfez.
As máscaras voltaram a cobrir rostos.
Mas, na Vila dos Despertos, ninguém esqueceu: o medo nada mais era que ignorância.
E todos — humanos, bruxas, fadas, fantasmas e duendes — pertenciam à mesma dança.
@rschumaher
No dia 31 de outubro, algo mágico acontece: o véu que cobre os mundos fica mais transparente!
Kundo, o duende da sabedoria, florescia de alegria.
Ele queria provar que o medo é uma forma de controle disfarçada.
Pelo Cosmos, criaturas fantásticas bailavam entre varinhas de condão, caldeirões fumegantes, poções mágicas e caveiras risonhas — e entre elas estava Mafalda, uma bruxinha de seis anos, com vestido púrpura e olhos ansiosos que faiscavam como estrelas.
De repente, um vento brincalhão de Kundo arrastou todos para o outro lado do véu — direto para uma festa na Terra!
A noite mágica já encantava a Vila dos Despertos, e a celebração de Halloween prometia surpresas assombradas.
A fogueira estalava com chamas atrevidas, e abóboras sorridentes iluminavam mesas repletas de doces em forma de morcegos, aranhas e monstrinhos coloridos.
Bruxas em vassouras deslizavam pelo ar, fadas cintilavam como arco-íris, fantasmas atravessavam paredes, zumbis tocavam músicas engraçadas, e múmias dançavam, sacudindo seus esqueletos em ritmo maluco — animando e convidando todos a entrar na roda.
Mafalda corria de mãos dadas com Duda, um garoto humano.
Eles riam e pediam doçuras em troca de travessuras.
Fantasmas zombeteiros atravessavam paredes, fazendo os humanos rir e aplaudir.
O olhar não julgava, e o impossível era verdade.
Era a lógica zombando das certezas.
O encantamento não exigia explicação — apenas abria espaço para que o mistério florescesse, e a magia surgisse.
O possível, disfarçado de impossível, brincava, se escondia e só se revelava para quem acreditava nele e lhe dava asas.
Então, Kundo subiu no palco com uma bola de cristal nas mãos.
— Agora vocês vão ver a verdade! — anunciou.
E o sorriso se perdeu diante da dúvida sobre o que viria a seguir.
E todos viram.
De um lado, humanos.
Do outro, criaturas fantásticas.
Por um instante, houve pânico.
Gritos.
Silêncio.
Mafalda e Duda olharam assustados.
Mas a inocência não compreendeu o porquê da confusão!
Continuaram de mãos dadas e começaram a rir.
E, aos poucos, o medo de todos se quebrou como vidro.
O horror não existia.
Era só brincadeira.
Kundo ergueu o véu, e a noite seguiu encantada, abrindo espaço para mais festejos.
No dia seguinte, todos os santos seriam lembrados.
E, logo depois, em 2 de novembro, flores e velas iluminariam a memória dos que nunca se vão.
Quando o sol nasceu, o feitiço se desfez.
As máscaras voltaram a cobrir rostos.
Mas, na Vila dos Despertos, ninguém esqueceu: o medo nada mais era que ignorância.
E todos — humanos, bruxas, fadas, fantasmas e duendes — pertenciam à mesma dança.
@rschumaher
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