tiagoandreatto
@tiagoandreatto
>> E O SAPO VIROU PÓ

Os ponteiros apontam,
Os canteiros afrontam,
A paz é tão bela,
Mas tá sempre em trégua
A ordem natural
É a desordem sem igual

Receios,
Que nada se mude
Ilude,
Em lotes pré-moldados

Recreio,
É uma vida paralela
Um beijo,
E o príncipe vira um sapo
Que feio…

Rodeios onde levam,
Morteiros, quem elevam
A jovem cinderela
Não reconhece a régua
A corte é tão banal
E o corte é sempre igual

Feridas,
Avenidas em aberto
Falidas,
Até o carnaval

Benditas,
As putas no jornal
Vendidas,
Todas as almas no final
Que feio…

E o sapo virou pó
Feito o sapatinho de cristal
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