tiagoandreatto
@tiagoandreattoO 8º texto da série "12 Textos p/ Teatro Que Escrevi Enquanto Estava Falido" se chamará "Os Cartazes de Ontem".
Que tal uma espiadinha no prólogo da história!?
-- PRÓLOGO
Acordo no meio da noite e ela está lá… na borda da ponte olhando pra baixo. As águas correm ferozes, devido às fortes chuvas dos dias anteriores, expressando sua fúria pelos lixos acumulados por toda sua extensão.
Ela segue lá, imóvel e olhar fixo… perdido.
Só me passa uma coisa pela cabeça, uma dúvida… A salvo ou a empurro?
…
A cama estava molhada. A roupa molhada do suor frio que reinara na madrugada.
Que alívio! Era só um sonho…
Era só um sonho, né!?
…
Uma carta sob a escrivaninha, com a assinatura dela e os dizeres:
Nunca te perdoarão pelo que você fez, mas obrigada por acatar o meu último desejo.
O papel velho e amassado, ainda cheirava a tinta… Tinta e chuva.
…
As ruas estão encharcadas. A chuva se foi, mas nossas lágrimas demorarão muito para secar. Já os cartazes de “desaparecida”, apenas alguns sobraram inteiros. Os demais se foram assim como tudo na vida que se vai… como nós, que um dia também fomos ou será que poderíamos ter sido. A mente já cansada me confunde às vezes e já não sei o que é hoje, ontem ou amanhã… Nem sei mais se a gente é verdade.
…
Ainda me lembro do dia em que você partiu, mudando-se pra tão longe. As crianças inseparáveis que corriam pela rua de terra, ignorando a presença do tempo, deixaram de existir ali, só restando um fragmento esquecível. Fragmento este que ficou guardado durante tanto tempo.
Anos depois ouvi notícias de que estava internada à beira da morte. Havia cortado os pulsos, num pedido de socorro, um clamor por algo ou alguém e eu não estava por perto.
E foi um pouco antes de saber desse acontecido, é que os sonhos começaram… Malditos pesadelos!
Que tal uma espiadinha no prólogo da história!?
-- PRÓLOGO
Acordo no meio da noite e ela está lá… na borda da ponte olhando pra baixo. As águas correm ferozes, devido às fortes chuvas dos dias anteriores, expressando sua fúria pelos lixos acumulados por toda sua extensão.
Ela segue lá, imóvel e olhar fixo… perdido.
Só me passa uma coisa pela cabeça, uma dúvida… A salvo ou a empurro?
…
A cama estava molhada. A roupa molhada do suor frio que reinara na madrugada.
Que alívio! Era só um sonho…
Era só um sonho, né!?
…
Uma carta sob a escrivaninha, com a assinatura dela e os dizeres:
Nunca te perdoarão pelo que você fez, mas obrigada por acatar o meu último desejo.
O papel velho e amassado, ainda cheirava a tinta… Tinta e chuva.
…
As ruas estão encharcadas. A chuva se foi, mas nossas lágrimas demorarão muito para secar. Já os cartazes de “desaparecida”, apenas alguns sobraram inteiros. Os demais se foram assim como tudo na vida que se vai… como nós, que um dia também fomos ou será que poderíamos ter sido. A mente já cansada me confunde às vezes e já não sei o que é hoje, ontem ou amanhã… Nem sei mais se a gente é verdade.
…
Ainda me lembro do dia em que você partiu, mudando-se pra tão longe. As crianças inseparáveis que corriam pela rua de terra, ignorando a presença do tempo, deixaram de existir ali, só restando um fragmento esquecível. Fragmento este que ficou guardado durante tanto tempo.
Anos depois ouvi notícias de que estava internada à beira da morte. Havia cortado os pulsos, num pedido de socorro, um clamor por algo ou alguém e eu não estava por perto.
E foi um pouco antes de saber desse acontecido, é que os sonhos começaram… Malditos pesadelos!
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