Universo da obra
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Aproveitar as férias de verão sempre foi algo que eu gostei de fazer. Sair para a praia, fazer piqueniques, passear no shopping ou fazer festas do pijama, aproveitar cada segundo antes das maçantes aulas da faculdade.
Marina, uma das minhas melhores amigas, decidiu que ela organizaria nosso último fim de semana de férias. Prometeu uma viagem confortável junto de momentos inesquecíveis.
— Tudo já está pronto, faltam apenas as malas da Ana! — Marina diz enquanto termina de colocar as próprias malas no carro.
— Já vai!!
As observo enquanto mando minha localização para minha avó, que insistiu para ter certeza de que caso algo acontecesse, ela seria rápida e pediria ajuda.
— Pen! Para de mexer no celular!! Vai descarregar no meio do caminho!!
— Já desliguei, mamãe — coloco o celular no bolso do short e ela me dá um soquinho no braço, me fazendo soltar uma risada.
— Parem vocês duas e vamos logo! Eu não quero perder um segundo desse fim de semana.
Demos mais uma olhada em tudo que estava no carro, conferindo todas as listas que Marina havia feito, e enfim entramos e partimos.
Nosso destino seria uma cabana nas montanhas a cerca de 4 horas de onde moramos, em uma cidade estilo rústico, onde nos encheriamos de chocolate quente e queijo derretido.
— Coloca uma música boa ai!! — Marina gritou sem tirar os olhos da estrada, e Ana, que estava no banco da frente, ligou a rádio e conectou na própria playlist de música.
Durante todo o caminho ouvimos músicas, falamos sobre o que comeríamos, apostamos quem dormiria primeiro e quem seria a primeira a decidir ir comprar um cobertor extra.
Por grande parte do caminho o céu estava claro, a estrada estava movimentada e precisamos do ar condicionado na segunda velocidade para ficarmos confortáveis, mas depois que nos aproximamos e entramos na estrada das montanhas, um friozinho se fez presente, o céu parecia mais fechado e não muito visível graças à enorme quantidade de árvores.
— Acho que vou precisar do GPS agora, amiga. — Marina diz, e eu rapidamente pego meu celular e entrego para Ana, que dita as ruas em que devemos entrar e seguir.
— Aqui tá falando que já estamos perto do centro, só seguir por ali.
— Ok!
Marina se manteve concentrada na estrada, e mais uma vez agradeço por ela ter tirado carteira de motorista, porque se dependêssemos de Ana ou de mim, nós não sairíamos da cidade.
***
Ao adentrarmos no centro da cidade rústica ficamos maravilhadas pelo estilo ser tão aconchegante. Todos os estabelecimentos eram feitos de madeira escura, tinham chaminés enormes feitas de tijolinhos vermelhos, e decorações diversas em todas as vitrines. O relógio marcava 15:35, o que explicava a menor movimentação nos restaurantes pelos quais passamos.
— Vamos passar no mercado antes ou depois de irmos para a cabana? — perguntei enquanto observava alguns mercados ficando para trás.
— Acho melhor depois, porque aí podemos saber quanto a cabana pode comportar, o espaço que temos e tudo mais.
— Concordo. Vamos direto para lá então! Já quero colocar uma calça. — Eu e Marina rimos, e ela seguiu o caminho do GPS até a cabana.
Assim como o restante da cidade, a cabana também era feita de madeira escura e estava decorada com plantinhas, luzes e uma fogueira quase completa do lado de fora. A cabana tinha formato triangular e era enorme, com uma mesa simples escura do lado de fora numa espécie de deque de madeira clara, onde a fogueira também se encontrava.
— Chegamos!! — gritamos de alegria e descemos do carro, observando em volta e sentindo a brisa fria que as árvores proporcionavam.
— É, acho que nós três vamos acabar comprando cobertores extras. — Ana diz enquanto esfrega os próprios braços, repletos de sardinhas.
— Não é para tanto, mas com certeza vai fazer bastante frio à noite, então eu concordo — subo no deque e me aproximo da porta de vidro. — Está com a chave ai? — Marina arregalou os olhos, me fazendo repetir a mesma expressão.
— Droga! Esqueci que a proprietária me pediu para pegar com ela antes de vir para cá.
Eu e Ana nos jogamos na mesa do lado de fora, enquanto Marina pedia desculpas por não ter avisado.
— Eu vou lá rapidinho, não vai demorar muito!
— Vamos passar pelo mercado logo então! Melhor do que fazer várias viagens.
— Tudo bem, então vamos!
Amigos de infância que se afastaram. Um reencontro inesperado nas montanhas. Uma cabana quente repleta de sentimentos não expressados.
Penelope e Benjamin estão prestes a descobrir que precisarão decidir se o que um dia deixaram para trás deve ficar no passado. Ou se merece uma nova chance.
E, como se já não bastassem seus amigos cupidos, uma tempestade a caminho parece determinada a forçá-los a escolher.
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