Universo da obra
Universo da obra
3 anos depois
Carregar caixas e mais caixas de livros não era tão fácil quanto eu tinha imaginado. E é claro que Ben não perderia a oportunidade de provar como eu estava errada, nas poucas chances que tinha.
— Quer ajuda? — ele me observava com os braços cruzados e uma das sobrancelhas arqueadas.
— Não, não preciso. — falei quase sem ar. Ele revirou os olhos, sorrindo e vindo até mim, pegando a caixa de mim e levando até o quarto onde seria a nossa futura biblioteca. — Eu disse que não precisava!
— Meu bem, eu sei que é mais fácil você morrer por estar sem ar com a caixa nos braços do que admitir que está errada, então quero evitar minha situação de viúvo, muito obrigado. — revirei os olhos e dei por vencida, agradecendo a ele.
Entrei no nosso futuro quarto, indo até a sacada e observando o pôr do sol no horizonte.
Senti os braços de Ben me abraçarem, seu queixo se apoiar no meu ombro e sua respiração acariciar meu pescoço descoberto.
— Está ansiosa? Você começa na semana que vem.
— Sim, e nervosa também. Mas é o que eu sempre quis, então são sentimentos bons.
— Que bom, se estiver se sentindo mesmo que minimamente estressada, posso te aliviar rapidinho.
— Benjamin!! — tento tirar suas mãos da minha cintura, mas ele me aperta e não consigo. Soltamos risadas juntos, enquanto ainda tento me soltar.
— Talvez mais tarde, ainda tem muitas caixas para trazer lá de baixo.
— Ah eu sei — me soltando, ele se apoiou no vidro da sacada e suspirou. — Não quero nem pensar nas outras 6 ou 7 caixas de livros que eu vou ter que trazer…
— Ninguém te mandou me fazer gostar de ler.
— Então traga eles sozinha.
— Eu vou. — sai em direção ao elevador, mas ele me seguiu e me segurou.
— De jeito nenhum, não enquanto eu estiver aqui. Sem pesos para os seus maravilhosos e frágeis braços. — dei tapas em seu ombro, ouvindo ele reclamar a cada novo tapa.
— Sabia que eu te amo muito? E que, desde aquele fim de semana eu sempre nos imaginei em um ponto assim, noivos, com o nosso próprio apartamento.. — me aproximei dele e peguei suas mãos, as colocando na minha cintura enquanto passo meus braços pelo seu pescoço — Finalmente curtindo nossa própria companhia. — ele sorriu, passando os olhos por todo o meu rosto e parando na minha boca.
— Acho que já quero inaugurar a casa, gatinha. — Uma de suas mãos desceu até a minha bunda, mas me afastei e cruzei os braços.
— Não antes da gente terminar de trazer tudo.
— Tudo??
— Tudo. Depois você pode me comer o quanto quiser.
— Promessa feita não pode ser desfeita!! — ele saiu correndo, e eu automaticamente me arrependi de ter dito aquilo, correndo atrás dele numa tentativa de alcançá-lo.
Amigos de infância que se afastaram. Um reencontro inesperado nas montanhas. Uma cabana quente repleta de sentimentos não expressados.
Penelope e Benjamin estão prestes a descobrir que precisarão decidir se o que um dia deixaram para trás deve ficar no passado. Ou se merece uma nova chance.
E, como se já não bastassem seus amigos cupidos, uma tempestade a caminho parece determinada a forçá-los a escolher.
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