Universo da obra
Universo da obra
48 A EDUCAÇÃO NACIONAL li. e de facto educa-se, ·isto é, toma na mesma vida commum esta ou aquella direcção,estas ou aquellas tendencias, segundo as diversas influencias que sobre elle actuam. Dada a passividade do caracter brazileiro feito de indolencia, de indecisão, de indifferença, de inactividade, é dever não do governo - que é preciso refoguemos de nós esta preoccupação do governo, não da administração - que não é sinão nossa delegada, mas de todo brazileiro, pela sua acção domestica e pela sua acção civil, promover com a tenacidade de uma convicção profunda a educação do caracter nacional. Sepdo o caracter o éonjuncto das qualidades moraes, a educação do caracter n~o é sinão o desenvolvimento do que na ·pedagogia pratica chamamos cultura moral, ou si quizerem, não é sinão a generalisação d'essa fórma da educaçã?
escolar. A educação do caracter, entretanto, é principalmente fóra da escola de que se faz. Concorrem para ella não só a educàção moral ali recebida em fórma de preceitos, de regras, de exemplos, de conselhos, de commentarios moraes de factos da vida escolar ou da mesma historia, A EDUCAÇÃO DO CARACTER 49 como a educação physica, que enrija o corpo e solidifica a saude, garantindo o moral de enervamentos, debilidades ~nervosismos; a educação domestica, por ventura o mais poderoso agente de cultura moral e, finalmente, o meio, isto é, o complexo de forças physicas e moraes que sobre nós agem: a sociedade, a leitura, as festas, a religião, a arte, a litteratura, a sciencia, o trabalho. Si é verdadeira a doutrina materialista que aos trinta annos, soldando-se as suturas craneanas o cerebro, adquirindo sua fórma definitiva, torna impossível as variações do caracter, a educação d'este póde-se fazer até aquella idade e em outro meio que não o meio escolar.
Essa educação, claro está, deve começar, sinão desde o berço, conforme quereriam alguns, ao menos desde os tres annos, na familia. Nenhum meio mais proprio e mais co_nveniente do que esse para encetar a educação do caracter da criança, e lançar 'na sua alma os germens que hão de desenvolver-se mais tarde no adolescente e no homem. A constituição da familia brazileira, profundamente viciada pelá escravidão, resente-se ainda de graves senões, entre os quaes o mais saliente 6 5 O A EDUCAÇÃO NACIONAL é a ausencia da acção feminina. Os antigos habitas portuguezes de proscrever a mulher não sóda sala mas de todas as relações sociaes e domesticas, adoptamol-os peiorando-os. Banida da sala, como com tanta insistencia notou o observador Saint-Hilai1:e, 1 a brazileira, afastada de quaesquer convivencias educadoras de sociedade e não podendo por outro lado.viver sem relações, procurou-as na funesta intimidade dos famulos.
É incalculavel a influencia que as mucamas tiveram na familia brazileira, como foi • profundíssima a sua acção deleteria. E este isolamento da brazileira não era apenas, por assim dizer, material, sinão moral, pai§_ criada n'um b_ruto re~eito do _marido, não tinham suas relações _caracter algum de intimo e· igual conv1v10. Não ha ainda muitos annos em toda a exten- ·são do Brazil interior ella não vinha á mesa, e não sei si hoje se não enco?trariam lugares onde perdure esse costume. Facto característico,.a esposa bi:azileira tratava em geral o marido por 1 Saint-Hilaire, Voyage dans les provinces de Rio de Janeiro et de Jfinas Geraes, Paris, 1830, I, pag. 152, 210 e pasún. A. EDUCAÇÃO DO CARACTER 5 I senhor, e tuteare.m-se dous casados seria, até bem _ pouco tt;mpo, r<!,rissimo..
_ Junte-se a estes habitos herdados de Portugal e aqui, repito,··peiorados pela s_oriedade que à mulher encontrava fóra das salas em que a não deixavam: entrar, a influencia directa e indirecta de duas raças selvagens nas qua,es, segunçlo a lei gerai etlinologica, a mulher tem sempre um papel menos que secundario 'r ·e ter-se-á claramente ·explicada a posição da mulher brazileira, Ora, na fami1ia, a acção da mulher é,maior \que a do homem, não sq por essa: athmosphera. 1 de amenidadee' delicadeza que esta cria ao redor de si, como ]?ela sua mnito ipaior permanencia no lar e portanto mais constante e dura-. doura' Ínfluencia. Este facto só da · posição. da mulher n~ familia brazileira, já deixa ver' quã6 deficiente sinão.dissolvente foi ent_re nós a educação domes~ica como educação do caracter.
· · A, mãe brazileira, como acha-sé notado em todos qs nossos ~omancistas, é fraca. O seu amor maternal, sem ~nergia como todos os seus senti- '. 1 Ch. Letoumeau, La Sociolog,e d'apres l'etlmographie, Paris, I 880, cap. X. · 52 A EDUCAÇÃO NACIONAL mentas, é indiscreto e revela-se sobretudo pelo mimo, por um excessivo carinho e uma hysterica apprehensão que apenas consente ao filho arredar-se de suas saié;l. S ou do cóllo de uma ama. No Brazil não é raro vêr uina criança de tres e e quatro annos ainda ao cóllo. Falar a uma mãe brazileira em fazer seu filho acordar cedo, metter-se n'um banho frio, correr, andar, saltar, não comer · goloseimas a toda a hora, é arranjar-se uma desaffeição. A.educação moralreduz-se a desenvolver e • fortificar o altruísmo e modificar e diminuir o egoísmo: A educa_!rão do caracter, ·pois, que é a mais elevada forma ela educação moral, deve começar pela educação das primeiras manifestações elo altruísmo na criança.
Cumpre desenvolver e educár n'ellas a affeição, a necessidade de caricias, a compaixão pelo soffrimento, a liberalidade, a sympathia, em summa, aquillo que ' um auctor chama as emoções sociaes. 1 Até agora o fa.cto já notado de haver em 1 B. Perez, L' Lducation des le Beraau, P aris, I 880. A EDUCAÇAO DO C \. TlACTER 53 cada familia um mo~eque ou moleques <]Ue eram os companheiros de brinquedo dos sinhôsinhos e as victimas de suas maldades, especies de!evapancadas, sobre os quaes elles derivavam as suas coleras infantis, viciava sobremaneira logo esses instinctos, pela concurrencia da má educação e dos máos habitas que teria o moleque, como pe- ' los instinctos máos, depravados mesmo, que criava na criança o prazer innato n'ella de bater alguem óu él.lguma cousa.
A sensibilidade, se lhe embotava logo, não sómente a sensibilidade objectiva, isto é, a que faz sentir pelos outros, mas a sensibilidade subjectiva, a que nos faz sentir-nos nós mesmos. O moleque desvergonhado que apanhava, ria, chorava e entre lagrimas ás vezes era obrigado a continuar o brinquedo, certo não dava á criança uma idéa _elevada do brio e da dignidade, _ e·~ como na criança a imitação tem uma grande influencia sobre o desenvolvimento das suas faculdades moraes, dó seu caracter, 1 os resultados d'essa convivencia funesta era assemelhal-o ao moleq_t1e. 1 Alexandre:'.\fartin, L'l:,'ducation d1t caract<'re, Paris, 1887, _pag. 88. 54 A EDUCAÇÃO NACTOKAL O habito de mandar, desde a tenra infancia, por sua vez, bem longe de fortificar o caracter o deprime, não só porque perverte a noção da auctoridade que faz arbitraria e apenas no privi- ' legio fundada, como porque deshabítua a actividade propria e fia tudo da energia alheia.
O mais arduo problema e o mais delicado na educação do caracter é, acaso, o da educação da vontade. Entre nós, nenhum mais momentoso - porque, como ficou dito e indicado, a indecisão, a falta de iniciátiva, a inconsequencia na acção, são das mais frisantes características brazileiras. A difficuldade grande da educação da vontade está em achar o justo limite entre.a vontade energia necessaria e util, e a vontade energia desordenada e prejudicial. Ha paes e educadores que entendem que bem educar é em tudo contrariar a criança, quebrando-lhe a vontade e fazendo-a teimosa; outros pensam que devem, para avigoral-a, consentir em tudo e satisfazel-a sempre. Erradissimas são ambas as maneiras de conceber a educação da vontade. Entre nós, é preciso lisamente reconhecer, a educação domestica é defeituosíssima.
É excesA EDUCAÇÃO DO CARACTER 55 sivamente f~ouxa, apezar do a):mso dos castigos c;rporaes, frouxi_dão que é,ainda resultado do nosso caracter indifferente e lasso. Educar bem uma criança é difficilima tarefa. É um trabalho de todos os dias, de todos os instantes; trabalho dr observação, de experiencia, de penetração, de paciencia. Nenhum por':'entura exige mais contihuidade e sequencia, e como em geral somos incapazes d'essas qualidades, cedo cançamos á~ primeiras e certas difficuldades, e repetimos a fraze habitual: Deixa estar, a escol'f (ou o collegio te ensinará... Na educação da vontade a solução do pro- \ blema está não em contrariai-a mas dirigil-a, e em desafiai-a a exercer-se sobre cousas uteis e, 1 boas. «Si quizermos, diz um psychologo d~ crianças, comprehender a significação, dos.
actos de uma criancinha, e dirigir sua vontade em ·um sentido util e progressiyo, devemo-nos bem compenetrar que todas as suas tendencias, sejam quaes forem, saem do egoísmo e n'elle se transformam.>~ 1 Assim a questão é determinar as ten1 Bernard Perez, La Psyc!,olo.,,a-·ie de l'e11:fant, Paris, I 8 8 2, 1 pag. 342. 56 A EDUCAÇÃO NACIONAL dencias egoisticas de cada acto de vontade rta criança, e atacar a tendencia e não o acto. O modo de atacal-a é questão de geito e delicadeza, de modo a conseguir-se que a vontade, em vez de ser violentada, se exerça ainda reagindo contra si mesma. A criança que primeiro qui.z e depois, cedendo a uma doce violencia, diz não quero mais, exerceu incontestavelmente a sua · vontade, com outra vantagem, a de realisar a suprema victoria humana, qual a de' vencer-se a, si mesmo.
Qua~do a criança, porém, for apathica, indolente, cumpre desenvolver-lhe a-vontade, ~ qual 'não é sinão uma maneira de ser da energia, incitando-a e procurando desafiar n'ella o sentimento do.brio, da dignidade e da honra. Ella não quer brincar, incitae-a a brincar, mostrae-lhe as outras que brincam, brincae com ella, fazei-lhe sentir o attractivo dos brinquedos, arrastae-a brandameate e persuasivamente a brincar. Ha crianças - e entre nós por virtude. da hereditariedade são communs - cuja vontade activa e imperiosa ao principio, á primeira difficuldade desfallece. É preciso não consentir n'esse desfallecimento. Cumpre animal-as, encorajal-a A EDUCAÇÃO DO CARACTER 57 ajudal-as mesmo um poucochinho; deixando-lhes comtudo o trabalho,maior e, vencidas as difficul-..
dades, festejar com ellas o triumpho. Na educação do caracter, a disciplina domestica é o agente principal. _Essa disciplina ·carece · de ser a um tempo severa, benevolente e constante, e não ter outro ·movel sinão o interesse da criança, porque, _conforme judiciosamente pensa um pedagogistajà citado, «a disciplina deve ser feita para ·corrigir as crianças de seus máos instinct?s e melhorar-lhes o caracter, não para, proporcionar aos paes e aos mestres uma tranquillidade que o arduo trabalho da educação não admitte, nem para diminuir o mais poss1vel a sua responsabilidade. »' Essa é a primeira regra da educação. ·. No Brazil, saído do duro e como quer que seja inintelligente systema de educação ·portugueza, caímos, por influencia de idéas francezas, no extremo opposto.
A li_cença que começava a caracterisar a liberdade no Brazil, é apenas o prolongamento no estado do systema familial. Na familia tambem confundia-se licença com liber"- 1 Alex. Martin, Obra rit., pag. 262., 58 A EDUCAÇÃO NACIONAL dade. Ora a melhor instructora da liberdade não é.a licença, é a disciplina, imposta como um dever moral cujo exacto cumprimento eleva e não rebaixa quem a elle se sujeita. Sob o pretexto de educação moderna tudo foi permittido, e a facilidade de tudo fazer em vez de, por exemplo, educar a vontade, enfraqueceu-a porque na vida pratica essa vontade ami-, mada quebrantava-se ás primeira~ contr:ariedades. É indispensavel não confundir a vontade com a voluntariosidade, si me permittem a expressão. A vontade é uma das forças vivas do caracter, é a somma de todas,as energias moraes dirigidas no intuito.
da obtenção de um resultado que a educação moral deve esforçar-se para que seja sempre util e honesto. A voluntariosidade é o máo lado d'essa virtude, é o capricho ridiculo que faz a criança exigir a lua ou não querer beber sinão no copo do taberneiro defronte, segundo a conhecida ane.cdota brazileira. Póde-se affirmar que todo o voluntarioso é um homem sem vontade, porque só a exerceu caprichosamente, inconstantemente, vaFiando de objecto a cada obstaculo, isto é sempre, porquanto a exer- • A EDUCAÇÃO DO CARACTER 59 cerá princip::i.lmente sobre factos nem ·constantemente possiveis.. Ora este perennal quebranta-.mento da vontade, não é, certo, o melhor meio de fortifical-a. O melhor argumento, porém, contra o systema em geral entre nós adoptado (ou, diria eu melhor, da falta de systema) de consentir em tudo afrouxando até o relaxamento a disciplina, é que os povos mais viris, mais fortes e mais energic?s são aquelles cuja educação domestica e publica não afrouxou a disciplina e manteve em todo o seu prestigio a autoridade do mestre e da familia •- os inglezes, os allemães e os americanos.
Obedecendo é que se aprende a mandar, e esta verdade · não escapou á profunda experiencia popular que a reduzio ao annexim: quem não sabe.fazer, uão,sabe mandar. «: Üs que mais souberam obedecer emquanto na infancia, diz Alex. Martin, não são os que mostram menos energia na vida social, com a condição porém de lhes não haverem enervado a vontade vedando-lhes, por uma intervenção pertinaz, os meios, digamos assim, de a educarem. » 1 Si o habito de ' Obra cit., pag. 266. 60 A EDUCAÇÃO NACIOXAL mandar desenvolvesse a energia, o brazileiro se-. ria um dos homens mais energicos, porque desde. a primeira infancia elle não fez outra cousa. Em · algumas terras do Brazil até o cachimbo ou o cigarro era acceso por um escravo! 1 No ponto de vista social, que roais nos o~- cupa n'est~ trabalho, é urgente no Brazil modificar esta parte do nosso anarchic6 e defeituoso systema de educação, estabelecendo a disciplina domestica e a escolar, desde o ensino primaria ao superior, como o indispensavel tirocinio para a disciplina social, base da segurança do estado e laço da solidariedade nacional.
Encarandoa a esta luz, diz Kant, citado por Alex. Martin: «Póde a obediencia derivar do constrangit?ento e é então absoluta; ou da confiança, e então é voluntaria. É importantissima esta ultima, mas a pri1 É caracteristica a:mecdota brazileira: -«Moleque!... -«Sinhô!... -«Dize a este gato que sape... » Na Amazonia existe esta variante: - «João, tu queres mingáo? - «Quero. - •V ae buscar a tua cuia. -«Não quero... » • A EDUCAÇÃO DO -CARACTER 6 I meira é extremamente necessaria; porque ella prepara a criança para o cumprimento das leis que mais tarde terá de obedecer como cidadão, mesmo quando ellas lhe não agradassem. » ' Além da educação da vontade, e do desenvolvimento do espírito de disciplina, de sympathia, de solidariedade, tem ainda a familia, em estreita communhão ·com a escola e com a sociedade em geral, de atacar a mentira, a dissimula-.ção, o medo, nªo só directamente, como desenvolvendo e estimulando,a coragem, a verdade e a franqueza.
Que pessimo não é o habito tão nosso de metter medo ás crianças com o tútú, com pretos velhos, com almas do outro mundo, tornando-as supersticiosas e covardes! É o desprezo do trabalho, degradado entre nós pela deleteria_ influencia da, escravidão, um dos defeitos mais patentes do caracter brazileiro. A educação da actividade, n,o sentido ele elevar o amor do trabalho, fazendo-o cori1prehender como o mais bello titulo de nobreza do homem moderno, impõe-se, pois, especialmente á atten- · • Obra cit., pag. 268. 6 2 A EDUCAÇÃO NACIONAL ção e cuidados da familia e dos preceptores. A extincção da escravidão não é de si mesma_ bastante para apagar os funestissimos effeitos da execranda instituição, que só muito de passo irse-ão dissipando. É, pois, indispensavel -- e isto sentiram os mais bem allumiados abolicionistas - que a obr_a gloriosa cujo coroamento foi a Lei de r 3 de Maio de 88, se continue pela educação, não só dos libertandos, sinão de nós todos, todos mais ou menos contaminados pela sua peçonha.
Certo a extincção do elemento servil - segundo o.euphemismo com que fugiamos de dizer a escravidão - ·trará forçosamente a diminuição dos serviçaes gratuitos, e não se verá d'aqui para pouco casas, aliás pobres, em que tantos eram os servidores como as pessoas servidas. Isso nos obrigará a servirmo-nos nós mesmos, e até a servir aos outrôs, consoante as exigencias da necessidade - mas não será bastante para destruir os effeitos, fatalmente duradouros, do mal. É a educação, largamente comprehendida, dada na familia, dada na escola, dada na sociedade, que póde acudir a mais promptamente remedial-o. Em resumo, a educação do caracter como A EDUCAÇÃO DO CAilACTER 63 indispensavel elemento da nossa educação nacional, qual a reclamam os mais altos interesses da patria brazileira, deve ter por fim combater em, nós tudo o que ·déprime o nosso caracter, desenvolvendo ao mesmo tempo as qualidades contrarias.
Essa é a missão da Familia, da Escola, da Sociedade, das Religiões, da Política, da Litteratura, da Sciencia e da Arte - si bem querem merecer da Patria e da Humanidade. • A EDUCAÇÃO PHYSICA ' mesa do squire, ' após a retirada das senhoras, como na locanda em dia de feira, e na taberna da aldeia ao domingo, o assumpto que, depois da·questão política do dia, mais excita o interesse geral, é a criação dos animaes. De V(?lta de uma caçada, a ·maneira de ' melhorar as raças cavallares, os cruzamentos, os commerüarios sobre as corridas, preenchem a palestra dos fidalgos que a cavallo recolhem á ·sua residencia; hm dia de caçada a tiro nos pan1 Titulo dado na Inglaterra, não só aos fidalgos, mas a certos funccionarios, aos capitalistas e aos que exercem uma profissão liberal.
7 66 A ED"! JCAÇÃO NACIONAL tanaes não finda sem que tratem a arte de ensinar cães. Dous fazendeiros que atravez dos ~ampos vÓltam do officio de domingo, passam gostosos das considerações sobre o sermão ás observações sobre o tempo, as colheitas, os gados, e d'ahi resvala?- discussão ás differentes especies de forragens e as suas qualidades nutritivas. Na taberna, Hodge_e Gilles, mostram, pór suas observações comparadas sobre as respectivas possilgas, que cuidaram dos porcos de seus amos e que sabem os effeitos que este ou aquelle processo de engorda n'elles produz. Já não é sómente en~re as populações ruraes que o arranjo do canil, da estrebaria, do estabulo e do aprisco, é assumpto favorito. Nas cidades tambem, os numerosos operarias que possuem cães, os rapazes sufficientemente ricos para se poderem entregar ao prazer da caça, e seus paes, mais sedentarios, que tratam os progressos da agricultura, que leem os relatorios annuaes de M.
Mechi e as cartas do M. Caird ao Túnes, si quizessemos contal-os, formariam um consideravel total. Passae em revista a população masculina do reino, e achareis que a grande maioria interessase pelas questões de cruzamentos, de criação, de
Leia gratuitamente A Educação Nacional, de José Veríssimo, obra brasileira em domínio público publicada em 1890, organizada em capítulos para leitura online no Literunico. Esta edição digital foi preparada a partir do acervo público da Fundação Cultural do Pará, com capa nova no padrão Literunico, fonte validável, busca, redes sociais e pesquisa por IA.
Ainda não há resenhas para esta obra. A primeira leitura comentada pode começar aqui.
Uma seleção criada para acompanhar a atmosfera, os personagens e os caminhos desta obra.
Escolha a arte, confira a disponibilidade e adicione o produto ao carrinho sem sair da experiência.
Adquira Relíquias da Obra e deixe sua marca registrada, criando valor ao item!
Capítulos disponíveis para continuar a leitura.
Nenhuma Relíquia desta obra foi adquirida ainda. Seja o primeiro a eternizar seu nome no acervo oficial!
Conhecer as 100 RelíquiasAinda não há resenhas para esta obra. A primeira leitura comentada pode começar aqui.
Nenhuma posse foi registrada publicamente para esta edição.
Durante a leitura, abra Menu para ajustar a experiência sem sair do capítulo. As preferências de aparência ficam salvas neste aparelho.
Recursos identificados como “em preparo” aparecem para antecipar a evolução do leitor, mas ainda não executam uma ação.
Posso mostrar leituras em destaque, clássicos e Relíquias disponíveis agora no Literúnico.
Escolha um caminho
Dúvidas desta página
As explicações do Aurélio são respostas cadastradas pelo Literúnico.