Simbionte
Sempre fui de voar
Meu corpo arrasta no chão
O céu é seu corpo, mulher
Meu ninho é teu coração
Entre tuas pernas uma gaiola
Com água fresca e ração
Sempre como na tua arapuca
Minhas asas são de imaginação
Eu canto na copa das árvores
Meus ovos, tua refeição
As aves que aqui gorjeiam
São passarinhos que passarão
Você me leva no bico
Se cisco, me arrisco onde pedras me alcançarão
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Fiz arte
Óleo sobre tela
Na verdade passando o dedo engordurado na tela do celular
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