Comédia de Bolso

Causos e diálogos de humor, com o feed geral do Litverso.

Leituras e conversas

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@deleted há 1 ano
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Autores iniciantes, um convite para vocês: A comunidade de Herwati é um lugar feito para vocês e com apoio de profissionais do mercado editorial Vocês fazem desafios diários que são corrigidos, conversam, aprendem, tem seus textos revisados e postados no literunico da comunidade, tem auxílio para escrever livros completos… totalmente de graça. A comunidade de Herwati é onde vocês podem iniciar como autores, com suporte que muitos veteranos gostariam de ter tido no início
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@chico-viana-lwd0u há 1 ano
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A VISITA É domingo e ele vai à casa de um tio. Não gosta de visitas familiares, mas nem sempre é possível evitar. Para aumentar o desconforto, o fato de desprezar tais encontros já é motivo de culposos sentimentos – e o menino sofre duas vezes. Primeiro consigo mesmo, devido a essa intolerância aparentemente inexplicável e injusta – sobretudo injusta; depois pela ocasião mesma do encontro, confusão de afagos e venenosas ironias. E sempre o mau jeito, ou o pejo, de revelar ao menos por indícios o amor. Talvez a prévia decepção é que se converta em hostilidade, de que ele no fundo queria desarmar-se para se abrir à necessária ternura. Necessária, possível. Por que era sempre mais fácil com os estranhos? É domingo e o menino vai. Entufado, mais menino do que nunca, engolfado em mágoas que não consegue explicar (nem direito sentir!), vai ao dever social como para um sacrifício. Vai compor as aparências mas, por que negar?, vai também pela curiosidade de se ver pelos olhos e gestos e tiques dos que lhe são carne e sangue. Acaso ele era melhor? Vai como quem tenta, mais uma vez, descobrir o caminho que leva à aceitação, para umidificar o deserto interior em que há muito vinha se crestando. E vai até como quem se arrepende de ter criado o drama – ele, o imaginoso e difícil –, os fios e nós cegos que acabaram enredando-o numa teia de incompreensão e espanto. Queria desatar-se, respirar. No caminho se conversa risonhamente sobre tudo, a euforia dominical tornando os parentes camaradas. Faz sol, venta um pouco, e todos (o menino também) parecem transfigurados pela força dessa manhã. Agora não é ocasião de mágoa ou medo; agora é para esquecer o ranço dos anos, a indelével inscrição na carne, na alma. Agora é como um entreato que faz parte da encenação mas desobriga as pessoas do papel – isso que foi se convencionando devagar, e com força, ao longo do tempo. Agora parece um instante gratuito, autônomo, do qual emerge um estranho desejo de absolvição. Quando chegam à casa do tio, ainda estão inebriados. Vem o parente que se tornou distante e manda todos entrarem. Nem precisava. Respondendo e perguntando, era mui cordato o dono da casa; ficava-se bem à vontade. Ele estava entre os humildes da família e vivia essa condição com uma alegria que poupava aos outros o remorso. Sua casa devia ser lugar de concórdia. O menino se penitencia por não ter lembrado isso, confundindo um manso, uma ovelha boa, com alguns os parentes maus. Sentam-se todos e se põem a conversar. Lembranças vêm à tona, e o domingo retrocede a outros cenários; a família curte uma espécie de saudade jovial. Tudo leve, sem sombras. Mas não por muito tempo. De repente salta o comentário suspicaz e malévolo de alguém vigilante: -- A mulher dele, cadê? (A mulher desse tio, realmente, ainda não dera as caras.) Será que não quer ver a gente? A insinuação fica no ar como um pássaro tentador que logo os parentes, vorazes, se apressam em segurar.
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@sam_alves_escritora há 1 ano
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<div style='text-align: center;'><p><img src='https://www.literunico.com.br/storage/app/public/creations/covers/lQCC8cHcrrQN2LfcvrbNkVrbuWHfDKe9p7dYmAvQ.png' style='max-width:50%; height:auto;'></p><p><a href='https://www.literunico.com.br/creations/160' target='_blank'><strong>Rosnados na escuridão</strong></a></p></div>
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@novidadesliterunico há 1 ano
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Poeta do silêncio e da essência. Transformou a palavra em respiro e revelação. Sua poesia é um espaço de luz, onde o verbo aprende a ser vida. Volante verde: <a href="https://www.literunico.com.br/books/1351">Aqui!</a> #Literunico #AutorDoDia #AntónioRamosRosa #PoesiaPortuguesa #Clássicos
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@tibianchini há 1 ano
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<div style='text-align: center;'><p><img src='https://www.literunico.com.br/storage/app/public/book_covers/8XSqybRIudOhszuUhDvy6z3GIpK2ggJeW6dl21eX.png' style='max-width:50%; height:auto;'></p><p><a href='https://literunico.com.br/creations/235' target='_blank'><strong>Fora do Tempo</strong></a></p></div>
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@eduliguori há 1 ano
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Tem dia que é noite tem sonho que pesa tem ar que venta tem lágrima que molha mesmo assim sem medo de cara feia brinco com as dores rimas e cores tem dia que é noite tem laço que aperta tem corda que solta tem chão que pisa mesmo assim sem freio ou bandeira belisco as certezas os palavrões e rezas Edu Liguori
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@rosana858 há 1 ano
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O Sopro do Início Antes de tudo, havia o som da respiração do Universo. Ele vinha do pulsar — suave e contínuo — do próprio existir. Era o prenúncio da presença da vida. Tudo era branco — como uma mente morta, sem lembranças, sem sentimentos. Então, uma explosão despertou o Criador. Seu coração acelerou e, do turbilhão do sentir, nasceu um amor profundo — força primeira que moldou formas-pensamento, desenhando ideias no vazio. Assim surgiram as imagens — adormecidas, à espera do toque da ação. O gesto rompeu a inércia. A mão rasgou o silêncio, e o invisível ganhou forma. A escuridão se espalhou, tingindo o tecido imaculado do mundo. Anjos e demônios, que habitavam o plano infinito, tornaram-se visíveis — antes ocultos, pois sem contraste não há forma. Flutuaram entre o nada e o quase-ser, aguardando o primeiro sopro da criação. Os anjos brilharam diante da sombra e revelaram a própria essência da luz. Os demônios, em justa compensação, assumiram o papel do equilíbrio. E assim, o cosmos começou a ganhar cor. Os anjos ascenderam em voo, enquanto os demônios buscaram abrigo no submundo. Preto e branco — revelação e harmonia. Anjos e demônios: polos distintos, partes da mesma Obra. @rschumaher
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@ErikaSantos há 1 ano
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<div style='text-align: center;'><p><img src='https://www.literunico.com.br/storage/app/public/book_covers/7in7lB2QCQJii8PrllSRGPCfYV3co1NOqA8JJgwm.jpg' style='max-width:50%; height:auto;'></p><p><a href='https://www.literunico.com.br/creations/258' target='_blank'><strong>Súbita Atração</strong></a></p></div>
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@novidadesliterunico há 1 ano
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Oscar Wilde foi um mestre da ironia e da beleza. Autor de O Retrato de Dorian Gray, transformou a arte, a vida e o próprio nome em símbolo de liberdade e autenticidade. “Seja você mesmo; todos os outros já existem.” O retrato de Dorian Gray: <a href="https://www.literunico.com.br/books/1350">Aqui!</a> #OscarWilde #LiteraturaClássica #DorianGray #CitaçãoDoDia #AutorDoMês #Literunico
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@CrisRibeiro há 1 ano
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#Desafio 285
Traduzido automaticamente do inglês.
Ver original
#Desafio 285
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@rosana858 há 1 ano
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Um Encontro com o Passado Ela olha para o ambiente vazio e assim permanece por instantes. Algo dentro dela pulsa ao pensar nele, uma conexão sem nome, sem tempo. Seria saudade? Seria desejo? O vazio responde em silêncio. O cenário parece agora um esquisso sem moldura. Seus olhos passeiam pelo quarto frio, e ela aspira o perfume perdido nos lençóis. Sente seu sabor misturado ao das cerejas maduras que ficaram no cristal. Num impulso incontrolável, estremece ao lembrar-se de seu corpo sendo invadido pelo jorro de luz que selou o momento e a uniu ao abraço único. Procurando pela resposta que não vem, depara-se com a menina que desfila diante de si. Olha para o plano reto e busca, na transparência dos olhos da criança, decifrar a imagem desfocada da criatura que se apresenta a ela. A figura inerte esboça uma risada estranha e tenta preservar mistérios envoltos na engenharia do tempo. O caminho refletido conduz a uma estrada poeirenta e desconhecida, que esconde dias vividos e a chave de sua essência. Ela abraça o vazio, tentando proteger seu fruto esquecido no passado. O lugar revela sua presença, que caminha de mãos dadas com seu homem em uma época que se foi. A madrugada a desperta, trazendo o hálito fresco dele, que ainda sopra palavras de repouso para dentro do seu sono. Ela busca desesperadamente por algo que escapa entre os dedos, um fio de néon que cintila e se dissolve antes que possa ser tocado. No vácuo lento do tempo, tem consciência da presença do companheiro quando se sente impregnada pela intimidade de seu corpo. A imagem borrada traz um sorriso seguro que desabrocha nos lábios de mulher vivida. No reflexo gasto, a linha entre a menina e a mulher se desmancha. Quem ela é agora? Quem era antes? No espelho do instante, a menina e a mulher se fundem — e dela renasce o encanto que escreve o tempo. @rschumaher
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@deleted há 1 ano
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Autor, apenas escreva Faz no seu tempo, do seu jeito, como achar que ficaria bom. Depois volta, revisa, reescreve, recorta, reestrutura, refaz… é o processo é longo e lotado de palavras com "re"
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@ela há 1 ano
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<div style='text-align: center;'><p><a href='https://literunico.com.br/creations/260' target='_blank'><strong>O que fui pra você</strong></a></p></div>
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@novidadesliterunico há 1 ano
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Autor de imaginação refinada e pensamento luminoso, Italo Calvino transformou a literatura em um espelho do invisível. Suas histórias — entre o fantástico e o filosófico — nos fazem enxergar o mundo com novos olhos. Em O Visconde Partido ao Meio, As Cidades Invisíveis e O Barão nas Árvores, ele nos ensina que a leveza também pode ser profunda. ✨ “A literatura é a prova de que a vida não basta.” O visconde partido ao meio: <a href="https://www.literunico.com.br/books/1344">Aqui!</a> #ItaloCalvino #LiteraturaItaliana #ClássicosDaLiteratura #LevezaEPensamento #Literunico
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@PauloFlorindo há 1 ano
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Oi, povo que lê e escreve. Hoje, 22:30, publiquei o último capítulo do livro "Deepfake - Honras Virtuais". Nesta era de algoritmos e inteligência artificial, todo cuidado é pouco com os devoradores de reputação. 💻 https://www.literunico.com.br/creations/255
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@tibianchini há 1 ano
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Pessoal de São Paulo! Amanhã, no Barnabeh, em Pinheiros, vai rolar a 1ª FEIRA DE LIVROS INDEPENDENTES DO BARNABEH! E meu FORA DO TEMPO estará lá, junto com vários outros autores e autoras sensacionais! E com promoção pra quem comprar mais de um autor 🥰 Não percam. Amanhã, 15 de outubro, no Barnabeh Rua dos Pinheiros, 1290.
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@chico-viana-lwd0u há 1 ano
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NAMORAR Gosto da palavra “namorar”. É um dos verbos mais puros da língua portuguesa. Mesmo quando por eufemismo designa outra coisa (a ligação entre amantes, por exemplo), “namorar” sugere mais ternura do que desejo. É uma palavra tão embebida em frescor adolescente, que deveria ser proibida aos que se relacionam num nível mais avançado. Os amantes resfolegam; os namorados suspiram. O prazer neles é mais ânsia do que consumação. Os amantes têm um antes e um depois, quando se quebra o encanto. Os namorados vivem num eterno antes, cheio de expectativa e encantamento. Os amantes têm diante de si o corpo explícito, feito carne, aberto na franca exposição da entrega. Os namorados tateiam no escuro o corpo escondido, espiritualizado, que sonham um dia possuir. Namorado também não é ficante. O ficante é inimigo de quem ele beija ou apalpa numa intimidade destituída de preâmbulos e promessas. Quer o prazer imediato, e não apenas com um só. Quer a diversidade e o número. Quanto mais garotas ou garotos houver, melhor, já que nenhum deles conta mesmo por si. Os namorados, se pudessem, construiriam um mundo só para os dois. Namorado não quer a presa fácil; quer o árduo e delicioso trabalho da conquista, que se dá aos poucos, num crescendo de intimidade. Quer seduzir, o que só é possível quando o outro opõe resistência pelo que tem de íntimo, inalienável, pessoal. Como no “fica” ninguém resiste, não cabem nele os artifícios da sedução. E sem o trabalho de seduzir não há por que mobilizar a linguagem e escrever cartões, bilhetes, poemas (muitas vezes furtados), na tentativa de dizer ao outro o que se sente. Um dos problemas dos relacionamentos de hoje é que se namora pouco. Vivemos numa época objetiva, pragmática, em que ninguém quer perder tempo. Na pressa de atingir logo a meta, os parceiros se alheiam do que há de fascinante no percurso. O essencial do namoro não está no ponto de chegada, mas nas estratégias que levam a ele. É um caminho pontuado de temores e arrebatamentos, cujo sentido está mais em percorrê-lo do que em atingir o objetivo. Mesmo porque o objetivo nunca é muito claro, já que os namorados vivem um tanto perdidos um no outro. Faz parte do processo ver o parceiro como enigma e espera. Como possibilidade de alguma coisa que nenhum deles sabe ainda o que é. Sabe apenas que deve aproveitar o momento antes que ele se transforme, e os dois sejam convocados a decidir que destino vão se dar. Enquanto namoram, o tempo faz seu trabalho, que consiste na lenta e inflexível erosão da fantasia. Sei que estou romantizando, mas não existe namoro sem romantização. Por isso ele só acontece entre os que ainda não conhecem bem o mundo. Ou, se o conhecem, preferem ignorar-lhe a feiura e apostar no castelo de sonhos que (eles sabem) muito em breve virará saudade. A saudade dos namorados é a de um tempo em que eles eram outros, menos táticos e frios. E mais capazes de esperança na vida e no amor.
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@anie1179 há 1 ano
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<div style='text-align: center;'><p><img src='https://www.literunico.com.br/storage/app/public/book_covers/OJyuKPcjpgaGFso0Dcj94Ln4iaTfBDJf8mk3GNOn.jpg' style='max-width:50%; height:auto;'></p><p><a href='https://www.literunico.com.br/creations/259' target='_blank'><strong>A Médica Que Me Amava</strong></a></p></div>

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