literunico
@literunico#Dia 329
Desalento
Cai sem ruído,
como o vestido
que escapa do altar.
Desalento não grita,
esmorece.
É o lume que desiste de iluminar.
Nos olhos, a ausência da centelha,
no gesto, o gosto de não seguir.
Desalento não mais aconselha,
apenas deixa de insistir.
Entre a esperança e o abandono,
ocupa a fresta onde tudo hesita.
É silêncio, cão sem dono,
é vontade que já não se agita.
Não há dor explícita, nem revolta,
só um vazio
que escancara o ser.
Desalento não fecha nenhuma porta
mas esquece de aberta a manter.
Eder B. Jr.
Desalento
Cai sem ruído,
como o vestido
que escapa do altar.
Desalento não grita,
esmorece.
É o lume que desiste de iluminar.
Nos olhos, a ausência da centelha,
no gesto, o gosto de não seguir.
Desalento não mais aconselha,
apenas deixa de insistir.
Entre a esperança e o abandono,
ocupa a fresta onde tudo hesita.
É silêncio, cão sem dono,
é vontade que já não se agita.
Não há dor explícita, nem revolta,
só um vazio
que escancara o ser.
Desalento não fecha nenhuma porta
mas esquece de aberta a manter.
Eder B. Jr.
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