literunico
@literunico
#Dia 335

Superstição

Ela anda de mansinho,
meia palavra, dedo cruzado.
Superstição não vê caminho,
segue o vento enredado.

Carrega fitas, promessas e sal,
reza torta em chão sagrado.
Superstição beija no final
do que o medo deixa selado.

Crê no que escapa ao sentido,
mas abraça como quem já sabe.
Superstição não exige do ouvido,
mas fala e cala, como uma chave.

É fé que teme a dúvida,
esperança com disfarce.
Superstição é uma súbita
necessidade que nunca parte.

Eder B. Jr.