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@literunico#Dia 339
Abrigo
Na austeridade do abandono,
Ergue-se, silente, o tépido refúgio:
Abrigo, onde o exílio se entona
E a alma exausta encontra
Seu subterfúgio.
Não é fortaleza de muro ou aço,
Mas auxílio discreto, sombra benfazeja;
Baluarte erguido sem estardalhaço,
Onde o temor, enfim, se rarefazeja.
Recolhe a dor, mas não a interroga,
Acolhe o ser sem nada inquirir,
Abrigo é a ânfora que se arroga
Ao bálsamo casto de ser contido,
O dom celeste de jamais partir.
Nele repousa o espírito, rendido,
Eder B. Jr.
Abrigo
Na austeridade do abandono,
Ergue-se, silente, o tépido refúgio:
Abrigo, onde o exílio se entona
E a alma exausta encontra
Seu subterfúgio.
Não é fortaleza de muro ou aço,
Mas auxílio discreto, sombra benfazeja;
Baluarte erguido sem estardalhaço,
Onde o temor, enfim, se rarefazeja.
Recolhe a dor, mas não a interroga,
Acolhe o ser sem nada inquirir,
Abrigo é a ânfora que se arroga
Ao bálsamo casto de ser contido,
O dom celeste de jamais partir.
Nele repousa o espírito, rendido,
Eder B. Jr.
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