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@literunico#Dia 345
Longanimidade
Mantém-se ereta a alma que não clama,
Ainda que a injúria insista em lhe ferir;
Longanimidade é branda chama,
Que arde em paz, sem nunca consumir.
Não ruge contra o tempo nem desdita,
Nem se desmancha ao peso da razão.
É fibra antiga, é calma bendita,
É flor que brota em meio à aflição.
Seu passo é lento, mas não hesitante,
Pois sabe: o fim não se conquista ao grito.
Espera, e o mundo, errante,
Curva-se ao seu ânimo infinito.
Não é rendição, nem passividade,
Mas força que recusa o revidar.
Longanimidade é liberdade
De não ceder ao impulso de vingar.
E assim, serena, segue soberana
Sem mágoa, sem urgência, sem rancor.
Pois quem carrega a dor sem que a profana
Revela ao mundo o mais antigo amor.
Eder B. Jr.
Longanimidade
Mantém-se ereta a alma que não clama,
Ainda que a injúria insista em lhe ferir;
Longanimidade é branda chama,
Que arde em paz, sem nunca consumir.
Não ruge contra o tempo nem desdita,
Nem se desmancha ao peso da razão.
É fibra antiga, é calma bendita,
É flor que brota em meio à aflição.
Seu passo é lento, mas não hesitante,
Pois sabe: o fim não se conquista ao grito.
Espera, e o mundo, errante,
Curva-se ao seu ânimo infinito.
Não é rendição, nem passividade,
Mas força que recusa o revidar.
Longanimidade é liberdade
De não ceder ao impulso de vingar.
E assim, serena, segue soberana
Sem mágoa, sem urgência, sem rancor.
Pois quem carrega a dor sem que a profana
Revela ao mundo o mais antigo amor.
Eder B. Jr.
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