literunico
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Dia 342

Melindre

Um gesto torto
Uma palavra, e já se encolhe.
Melindre não difere,
prefere...
o silêncio onde o orgulho se recolhe.

Mora no excesso do tato,
na espera do tom exato.
No olhar que se perde no ato
e no afeto, sempre, ingrato.

Não é vaidade pura,
mas uma flor mal regada.
Tem raiz na ternura
e no medo da alma tocada.

Quem o sente, se priva de carinho,
É caminha sobre brasas.
Melindre é um grosso espinho
em meio às suas próprias asas.

Eder B. Jr.