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@literunico"Celebração"
Vamos brindar a todos os nossos erros
Que fingimos que não podemos ver
À pressa que temos pra correr o tempo todo,
Sem saber sequer pra onde ir
Ao medo que esconde e molda nossas escolhas
E ao silêncio
Que engole o que íamos dizer
Vamos celebrar a beleza dos discursos vazios
E a elegância com que evitamos acreditar para mudar
O orgulho de querer estar sempre certo
Enquanto o mundo todo afunda
E o consolo barato que compramos
Pra não pensar que a culpa não é nossa.
Vamos brindar a todas promessas que já nascem quebradas
Aos sonhos que cabem em vitrines iluminadas
Aos heróis de plástico que seguimos sem saber por quê
E aos inimigos que nos inventamos sem querer.
Vamos celebrar o conforto de estar distraído
O barulho que fazemos pra não ouvir
A indiferença que cultivamos com tanto cuidado
E o sorriso de um filtro de um app
E no fim da festa, quando as luzes se apagarem
Talvez apenas sobre o gosto amargo
De ter vivido perseguindo velhas novidades
E chamado isso de liberdade
Vamos brindar ao cansaço que carregamos nos ombros
A pressão de vencer confrontos imaginários
Ao prazer de apontar todos os dedos, ante escombros
Sem estender uma mão para puxar
E à certeza confortável de que se existe culpa
Ela vai estar nas costas de outro tolo.
Vamos celebrar a covardia que chamamos de paz
A fome que não sentimos porque está longe demais
O lixo que escondemos sob tapetes coloridos
E a indiferença em duvidar do que precisa ser resolvido.
Vamos brindar à morte lenta da ciência à opiniões.
Ao talento de repetir enganos com um sorriso no rosto
Ao espetáculo diário de ver tudo ruir
Mesmo sabendo, que ninguém tem mais pra onde ir!
Vaaaai!
Pois todo ódio nos acalma
Toda fé já está armada!
Toda criança emancipada!
Receba toda glória e proteção!
Vaaaai!
O caos garante o paraíso
Sobreviva num abrigo!
Eu entrego para ti minha razão.
Eu entrego e chamo de libertação!
Eu entrego e ofereço uma celebração!
Eder B. Jr.
Vamos brindar a todos os nossos erros
Que fingimos que não podemos ver
À pressa que temos pra correr o tempo todo,
Sem saber sequer pra onde ir
Ao medo que esconde e molda nossas escolhas
E ao silêncio
Que engole o que íamos dizer
Vamos celebrar a beleza dos discursos vazios
E a elegância com que evitamos acreditar para mudar
O orgulho de querer estar sempre certo
Enquanto o mundo todo afunda
E o consolo barato que compramos
Pra não pensar que a culpa não é nossa.
Vamos brindar a todas promessas que já nascem quebradas
Aos sonhos que cabem em vitrines iluminadas
Aos heróis de plástico que seguimos sem saber por quê
E aos inimigos que nos inventamos sem querer.
Vamos celebrar o conforto de estar distraído
O barulho que fazemos pra não ouvir
A indiferença que cultivamos com tanto cuidado
E o sorriso de um filtro de um app
E no fim da festa, quando as luzes se apagarem
Talvez apenas sobre o gosto amargo
De ter vivido perseguindo velhas novidades
E chamado isso de liberdade
Vamos brindar ao cansaço que carregamos nos ombros
A pressão de vencer confrontos imaginários
Ao prazer de apontar todos os dedos, ante escombros
Sem estender uma mão para puxar
E à certeza confortável de que se existe culpa
Ela vai estar nas costas de outro tolo.
Vamos celebrar a covardia que chamamos de paz
A fome que não sentimos porque está longe demais
O lixo que escondemos sob tapetes coloridos
E a indiferença em duvidar do que precisa ser resolvido.
Vamos brindar à morte lenta da ciência à opiniões.
Ao talento de repetir enganos com um sorriso no rosto
Ao espetáculo diário de ver tudo ruir
Mesmo sabendo, que ninguém tem mais pra onde ir!
Vaaaai!
Pois todo ódio nos acalma
Toda fé já está armada!
Toda criança emancipada!
Receba toda glória e proteção!
Vaaaai!
O caos garante o paraíso
Sobreviva num abrigo!
Eu entrego para ti minha razão.
Eu entrego e chamo de libertação!
Eu entrego e ofereço uma celebração!
Eder B. Jr.
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