literunico
@literunicoEla não tem começo.
Ela se faz meio.
Ela está além do fim.
E enfim...
arrebenta.
como ar na face,
como água na sede,
como calor na carne.
Seus abismos são meu lar.
Se um dia precisaram de escuridão,
hoje abrimos os braços
e seus olhos fazem voar.
E eu te encontro
na ribanceira do instante,
meu chão, meu espaço,
meu universo infinito.
Há um rio dentro dela:
de relâmpagos,
de vozes presas
que me atravessam
como flechas.
E eu?
sou sua barca em tormenta,
o corpo engolido,
o náufrago grato.
Na incandescência
do que não dói,
queima e cicatriza ao mesmo tempo.
Marca que não pede fuga,
fronteira que me dá raiz.
Ela me arrebata,
me toma,
me explode,
me implode.
E eu imploro que continue.
E tudo me absorve.
Chamar isso de amor?
Impossível.
É mais que nome.
É mais que palavra.
É fúria divina,
incêndio companheiro,
presente impossível.
No corpo:
um terremoto em câmera lenta.
Na alma:
um cortejo de erupções.
No silêncio:
a última música antes da próxima.
Eu, por escolha,
a celebro.
Não com flores,
mais que clichês...
No nosso sangue,
no futuro,
na eternidade da vida.
Pois ela merece
a imortalidade da Felicidade.
Ela se faz meio.
Ela está além do fim.
E enfim...
arrebenta.
como ar na face,
como água na sede,
como calor na carne.
Seus abismos são meu lar.
Se um dia precisaram de escuridão,
hoje abrimos os braços
e seus olhos fazem voar.
E eu te encontro
na ribanceira do instante,
meu chão, meu espaço,
meu universo infinito.
Há um rio dentro dela:
de relâmpagos,
de vozes presas
que me atravessam
como flechas.
E eu?
sou sua barca em tormenta,
o corpo engolido,
o náufrago grato.
Na incandescência
do que não dói,
queima e cicatriza ao mesmo tempo.
Marca que não pede fuga,
fronteira que me dá raiz.
Ela me arrebata,
me toma,
me explode,
me implode.
E eu imploro que continue.
E tudo me absorve.
Chamar isso de amor?
Impossível.
É mais que nome.
É mais que palavra.
É fúria divina,
incêndio companheiro,
presente impossível.
No corpo:
um terremoto em câmera lenta.
Na alma:
um cortejo de erupções.
No silêncio:
a última música antes da próxima.
Eu, por escolha,
a celebro.
Não com flores,
mais que clichês...
No nosso sangue,
no futuro,
na eternidade da vida.
Pois ela merece
a imortalidade da Felicidade.
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