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#Desafio dos 365 dias, dia 08:

Os pais de Shard nasceram em Zahlet, um califado ao sul de Chiaro. Sua mãe era da nobreza e seu pai era um pastor e, por isso, seu relacionamento não era permitido. Uma cartomante avisou a Oma que ela deveria criar seus filhos longe do califado, e foi assim que ela descobriu estar grávida de sua primeira filha, Ash.

O casal então fugiu, cruzou o deserto e se juntou a uma caravana que partia para o norte. No caminho, Faruk ouviu de sua esposa todas as histórias que ela aprendera nos livros, e se apaixonou pela história de Durash e Rishard, irmãos que lutaram juntos na Guerra da Ruína.

A irmã de Shard nasceu durante a viagem, e o casal decidiu firmar suas raízes na cidade de Seme, a poucos dias da capital. Faruk comprou o rebanho de um velho criador de ovelhas e sua casa. Dois anos depois, Shard nasceu.

Ele cresceu em Seme, sabendo pouco do país de origem de seus pais, sentindo-se um forasteiro nos costumes locais. Cresceu sonhando em sair de Seme e ir à capital, como a irmã fizera antes. As vezes pensava em ser um médico, outras em trabalhar para o Ducado. Mas, quando seu pai caiu e machucou o joelho, viu que deveria assumir o rebanho e as responsabilidades da família.

Aos poucos, se apegou ao trabalho, se acostumou com a rotina, e o desejo de ir embora diminuiu. Shard Rein se tornou um pastor, e a sua única aventura era subir a encosta da montanha com Célia, sua ovelha favorita. Numa dessas viagens ele até encontrou um velho cajado...

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#Desafio dos 365 dias, dia 07:

O Gran-Ducado de Chiaro já foi uma região formada por vários estados independentes. Sob ataques contantes dos povo Volsungue e de Dotsk, os herói Lupo e Leone conseguiram unificar a nação.

Séculos depois, sua posição central no mundo a tornou uma grande potência comercial e um país que abriga muitos povos. Andando pelas ruas de cidades grandes como Solime, Ravina, Porto Verde ou Ner'acqua não é difícil encontrar gente de todas as raças e muitas etnias.

Isso não quer dizer que o país é um mar de rosas. Várias organizações criminosas lutam pelo controle informal do país, as mais fortes sendo a Cozinha e a Mandrágora.

Esse país atrai muitos aventureiros atrás de tesouros esquecidos e segredos antigos.

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#Desafio dos 365 dias, dia 04:

O mar tem um jeito de fazer a gente fantasiar, né?

Se o sol está mostrando as caras, a areia se transforma em um longo deserto, cheio de dunas escaldantes e caravanas com tesouros e especiarias. Se o tempo está fechado, o mar se torna uma tempestade onde navios piratas batalham contra uma maré impiedosa.

Quantos casais se apaixonaram nessa praia? Quantas juras de amor? Quantos pedidos aos deuses pelo fim após um coração partido?

Essas ondas vêem e vão e viram muito mais histórias do que eu serei capaz de ler em toda minha vida.

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#Desafio dos 365 dias, dia 03:

Sei que eu corro o risco de você me considerar um desses leitores de fantasia que só lê Tolkien, já que é só dia 03 e eu já estou citando ele pela segunda vez. Mas eu tenho uma história para te contar.

Quando eu me tornei professor de Inglês, na minha vintolescência, eu pensei que um bom jeito de me acostumar com a gramática da nova língua seria ler livros em Inglês. Isso foi antes da amazon, quando a maioria dos nossos livros era comprado em lojas ou em promoções malucas do submarino.

Então eu fui a uma grande livraria na Avenida Paulista, onde amigos me disseram que eu poderia encontrar livros baratos em inglês.

E por quarenta reais eu achei esse examolar de O Senhor dos Anéis. E por mais quinze esse de O Hobbit. Nesse dia eu decidi que leria essas duas obras em todas as línguas que aprendesse.

Agora o meu problema é achar esses livros em italiano!

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#Desafio dos 365 dias, dia 02:

Talvez você vai querer me xingar por conta disso, mas espera um pouco. O livro que eu mais odiei foi Dom Casmurro. Calma, calma, calma, deixa eu explicar.

Li Dom Casmurro no ensino médio, época em que sonhava com a faculdade de arquitetura (mal sabia que esse sonho seria um grande pesadelo), então toda a minha atenção para manuais de desenho, livros de história da arte e revistas de arquitetura. Digo isso, é claro, para esconder o fato de que passava as aulas de literatura desenhando pelos cadernos e bolando planos para escapar da escola e ir andar de skate na rua.

Li Dom Casmurro sem prestar um segundo de atenção na professora, então não estava preparado para a obra. Me serviu para fazer piadas de um certo protagonista (que ninguém me convence que não era bissexual) e nada mais.

Sinto que se desse mais uma chance para o livro, teria contato com outra história.

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#Desafio 365 dias, dia 01:

O Hobbit, de J.R.R. Tolkien, prendeu minha atenção em 2003, quando a minha escola estadual na Zona Leste de São Paulo ganhou sua biblioteca. Os alunos foram incentivados a pegar livros em troca de pontos extras nas atividades de Português. Eu, mesmo sem precisar dos pontos, estava apenas curioso para entrar, pela primeira vez em uma biblioteca.

A professora substituta que tinha assumido a responsabilidade de cuidar da pequena biblioteca - uma sala de aula reformada para abrigar as prateleiras de livros novíssimos doados pelo governo - me perguntou o último livro que havia lido e gostado. Na época era algum dos livros da série do bruxinho que cresceu e entrou pra polícia federal. Ela sorriu e me entregou um livro com uma capa azul e disse:

- Esse aqui não tem varinhas, mas tem magia e dragão!

Obrigado, professora Gisele, por me apresentar a esse livro que vai me acompanhar até o final de minha vida.

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