@eduliguori
há 10 meses
Público
Chega o dia em que a lua
de sua fantasia se despe
e você enfim só enxerga
cinza, areia e pedras
nesse mesmo momento
largue as suas chinelas
os sonhos e toda a poeira

Edu Liguori
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@eduliguori
há 10 meses
Público
De repente tudo sumiu
não tinha azul nem anil
Só tão somente só
que esperança era pó
Restou sonho nenhum
dos dois agora era um

Edu Liguori
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@eduliguori
há 10 meses
Público
Ando macambúzio por aí
por não conseguir transformar
meus sentimentos em algo sólido
porque o reflexo não é espelho
De grão em grão o mar desenha a praia
E este poeta de verso em verso tentou criar o amor
Mas o amor é sorrateiro e não se cria
O amor é
ou não é

Edu Liguori
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@eduliguori
há 10 meses
Público
Nem no amor
a meritocracia existe
maldita ilusão
que explora
corpos e sentimentos

Edu Liguori
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@eduliguori
há 10 meses
Público
Poesia se lê devagar
várias vezes
como uma sopa quente
pelas beiradas

Edu Liguori
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@eduliguori
há 10 meses
Público
Entre os cacos de vidro
opacos e sangrentos
pés desnudos perdem
a dignidade e a cor
são pés de quem segue
nas sombras da solidão
feridos e sujos são pouco
perante a dor e a rua
sem saída nua e crua
o som rouco dos escapamentos
os assentos sem chão
nada que se apegue
só tristeza e a dor
mesmo que neguem
todos os ventos
são o nosso anoitecer

Edu Liguori
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@eduliguori
há 10 meses
Público
Não quero um átomo a mais do que eu mereço
Se não sou digno, não venha
Meu mundo
é o planeta dos justos
não há paz na terra da mentira
escolho todos os dias
a verdade
crua, nua e simples

Edu Liguori
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@eduliguori
há 10 meses
Público
Entre os elos
a tensão
amarelos
girassóis
eu queria ela
além-paixão
dobra os lençóis
e não esquece
sua revelação
sol desaparece
e desbota a tela
nos elos
muita atenção

Edu Liguori
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@eduliguori
há 10 meses
Público
E se eu me assumir um homem triste, engraçado
será que viverei melhor
o solitário alado
voa entre os sorrisos

Edu Liguori
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@eduliguori
há 10 meses
Público
Ver o amor morrer
escorrer pelos dedos
e cair em terra
não nos despedimos
se vai sem milongas
desaparece em silêncio
sempre sem som
sem alguma luz
falece na tristeza
do abandono
e da solidão
vítimas de costumes
perdem tudo
por covardia
medo e omissão
escafedeu-se
sumiu nas sombras

Edu Liguori
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