Bom dia
Eis aqui o combo de carne, água e micro-organismos
que de vez em quando deita palavras no piso frio
aos imortais salute
aos transeuntes viva
aos macambúzios fé
Edu Liguori
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EDU LIGUORI
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RAFAEL ARAUJO
Perdi o túnel do tempo
me tornei uma relíquia
uma civilização perdida
por vezes desrespeitado
aqui nesse mundo líquido
experiência é bolha de sabão
lá vai ele o velho
me restou a poesia o ar
e minhas memórias
até a última linha
Edu Liguori
me tornei uma relíquia
uma civilização perdida
por vezes desrespeitado
aqui nesse mundo líquido
experiência é bolha de sabão
lá vai ele o velho
me restou a poesia o ar
e minhas memórias
até a última linha
Edu Liguori
Se nada me pertence
porque mal tenho controle de eu mesmo
porque até minhas emoções podem vir do inconsciente
porque até a vida pode fugir em um sopro de mistério
o que é que procuro
o que é que desejo tanto
porque determinados lábios
específicos aromas
escolhidos sorrisos
me sequestram
se nada sou nesta equação psíquica
se impotente me submeto aos logaritmos
qual é o sentido
só me restam os poemas
e os momentos em que atrevido
insisto beijar
sem me importar
por um breve palpitar
Edu Liguori
porque mal tenho controle de eu mesmo
porque até minhas emoções podem vir do inconsciente
porque até a vida pode fugir em um sopro de mistério
o que é que procuro
o que é que desejo tanto
porque determinados lábios
específicos aromas
escolhidos sorrisos
me sequestram
se nada sou nesta equação psíquica
se impotente me submeto aos logaritmos
qual é o sentido
só me restam os poemas
e os momentos em que atrevido
insisto beijar
sem me importar
por um breve palpitar
Edu Liguori
Perdi o amor da minha vida
fui na secretaria perguntar
onde fica o setor de achados
e perdidos
me responderam
os perdidos estão logo ali
os achados
bem, os achados
ainda não foram encontrados
Edu Liguori
fui na secretaria perguntar
onde fica o setor de achados
e perdidos
me responderam
os perdidos estão logo ali
os achados
bem, os achados
ainda não foram encontrados
Edu Liguori
Reflexões libidinosas:
“O eco constante que ocorre entre as coxas é o canto da sereia dos apaixonados por lábios molhados”
Edu Liguori
“O eco constante que ocorre entre as coxas é o canto da sereia dos apaixonados por lábios molhados”
Edu Liguori
Hoje eu compus um poema
enquanto estava na esteira da academia
resultado
não temos um poema
ele morreu naqueles quilomêtros
isso acontece
às vezes
desce pelo ralo
às vezes
fica no ônibus
a vida do poeta
é desperdiçar poemas
Edu Liguori
enquanto estava na esteira da academia
resultado
não temos um poema
ele morreu naqueles quilomêtros
isso acontece
às vezes
desce pelo ralo
às vezes
fica no ônibus
a vida do poeta
é desperdiçar poemas
Edu Liguori
Não te conheço
mas gosto de você
curto essa ousadia
essa maneira de ver
esse jeito complexo
não te conheço
mas posso te conhecer
o tempo vai seguir
de qualquer jeito
e estaremos aqui
a curiosidade faz o fruto
a poesia reside no mistério
e depois das montanhas
sempre tem o mar
Edu Liguori
mas gosto de você
curto essa ousadia
essa maneira de ver
esse jeito complexo
não te conheço
mas posso te conhecer
o tempo vai seguir
de qualquer jeito
e estaremos aqui
a curiosidade faz o fruto
a poesia reside no mistério
e depois das montanhas
sempre tem o mar
Edu Liguori
E se de repente num repente
cantado nas areias da praia
eles pudessem magicamente
aprender a dançar com a brisa
ao som das aves e das folhas
rodopiar e girar e voar bem alto
com o sabor de limão e suor
uma fé sorrateira um arrastão
escolhas unicamente sinceras
notar os olhos e sobrancelhas
entre as fagulhas das fogueiras
que simplesmente se recusam
a cerrar nas ondas de Aruana
Edu Liguori
cantado nas areias da praia
eles pudessem magicamente
aprender a dançar com a brisa
ao som das aves e das folhas
rodopiar e girar e voar bem alto
com o sabor de limão e suor
uma fé sorrateira um arrastão
escolhas unicamente sinceras
notar os olhos e sobrancelhas
entre as fagulhas das fogueiras
que simplesmente se recusam
a cerrar nas ondas de Aruana
Edu Liguori
Nunca me faltou coragem
nem sonhos
sou muito destemido
léguas não me afligem
entre grãos de areia
e conchas mortas
caminho seguro
em busca do que é devido
será o que será de ser
tua boca carmim
teus olhos claros
e talvez
nossa vida futura
nunca me faltou
hoje sou eu
amanhã você
Edu Liguori
nem sonhos
sou muito destemido
léguas não me afligem
entre grãos de areia
e conchas mortas
caminho seguro
em busca do que é devido
será o que será de ser
tua boca carmim
teus olhos claros
e talvez
nossa vida futura
nunca me faltou
hoje sou eu
amanhã você
Edu Liguori
Quantos furacões
cabem em uma
única cabeleira
entre fios de cobre
as esmeraldas
e um rubi escarlate
composição do ar
que venta e arrasta
tudo ao seu redor
capturado e rendido
o poeta voa aos céus
rodopiando entregue
chegou a estação
a era dos sonhos
tempo de ventanias
Edu Liguori
cabem em uma
única cabeleira
entre fios de cobre
as esmeraldas
e um rubi escarlate
composição do ar
que venta e arrasta
tudo ao seu redor
capturado e rendido
o poeta voa aos céus
rodopiando entregue
chegou a estação
a era dos sonhos
tempo de ventanias
Edu Liguori