Minha alma está cheirando a lírios
delírios ruivos uivantes tão doces
mesmerizado pelo seduzente mistério
um ministério de olhares e vozes
me entrego nu e tão transparente
que como se fossem dunas ao vento
danço sob o sol brilhante intenso
em busca da conjugação e fúria
do amor desconhecido sem pudor
sou flor sou areia sou teu calor
Edu Liguori
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EDU LIGUORI
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RAFAEL ARAUJO
Manada ou alcateia
ferozes e felinas
mamada de Dorotea
confetes e serpentinas
segue a banda das bundas
na savana da avenida
em lança perfume te afundas
felizmente perdida
Edu Liguori
ferozes e felinas
mamada de Dorotea
confetes e serpentinas
segue a banda das bundas
na savana da avenida
em lança perfume te afundas
felizmente perdida
Edu Liguori
ninguém quer doer comigo
torço sozinho os trapos encharcados
faço tripas, serpentinas artesanais
coloridas peças alegóricas de uma vida imaginária
assim uso a dor do silêncio e da ausência
compondo carnavais
Poema "trapos", livro "Perdições" de Edu Liguori
Arte [foto anexa] de Juliana Lopes Moré (Juju)
torço sozinho os trapos encharcados
faço tripas, serpentinas artesanais
coloridas peças alegóricas de uma vida imaginária
assim uso a dor do silêncio e da ausência
compondo carnavais
Poema "trapos", livro "Perdições" de Edu Liguori
Arte [foto anexa] de Juliana Lopes Moré (Juju)
Poetas
Ah os poetas
Sempre por aí
Malditos em praças sem coretos
De braços com a noite incorretos
Sempre assim
Ah os poetas
Edu Liguori
Ah os poetas
Sempre por aí
Malditos em praças sem coretos
De braços com a noite incorretos
Sempre assim
Ah os poetas
Edu Liguori
Terminei a migração e desativei o Wattpad. Agora continuarei a migração do WordPress.
Muito trabalho, espero que o Literunico cresça o bastante.
Muito trabalho, espero que o Literunico cresça o bastante.
As vezes me pergunto
quais são meus erros
nunca terei resposta
poetas estão sempre
enganados
amo demais
aquele verso
aquela estrofe
mas ela quem diria
esnobe
quais são meus erros
que até duvido
de minha competência
justo eu que me acho
e me perco
quando imagino
meus dedos em teus cabelos
Edu Liguori
quais são meus erros
nunca terei resposta
poetas estão sempre
enganados
amo demais
aquele verso
aquela estrofe
mas ela quem diria
esnobe
quais são meus erros
que até duvido
de minha competência
justo eu que me acho
e me perco
quando imagino
meus dedos em teus cabelos
Edu Liguori
Me interesso
e já confesso
tu nem viu
nem sentiu
e é assim
sim
que vamos indo
tudo lindo
tu aí
eu aqui
e Platão
pimpão
só sorrindo
Edu Liguori
e já confesso
tu nem viu
nem sentiu
e é assim
sim
que vamos indo
tudo lindo
tu aí
eu aqui
e Platão
pimpão
só sorrindo
Edu Liguori
O medo abala
o medo abusa
o medo te usa
com medo não fala
se esconde durante o dia
não quer passar mais apuro
a noite vive no quarto escuro
sob as cobertas da covardia
sem forças para reagir
a vida se esvai vazia
no estômago azia
não consegue fugir
pobre vítima inocente
se sente horrível culpada
devidamente julgada
não se vê mais contente
hipócritas morais
julgamento sem defesa
batem na mesa
com seus gritos irracionais
impõem o medo com o dedo em riste
dominam sua presa
com uma única certeza
a impunidade existe
triste mundo esse aqui
em que um ser
acredita que pode ter
o outro para si
Edu Liguori
o medo abusa
o medo te usa
com medo não fala
se esconde durante o dia
não quer passar mais apuro
a noite vive no quarto escuro
sob as cobertas da covardia
sem forças para reagir
a vida se esvai vazia
no estômago azia
não consegue fugir
pobre vítima inocente
se sente horrível culpada
devidamente julgada
não se vê mais contente
hipócritas morais
julgamento sem defesa
batem na mesa
com seus gritos irracionais
impõem o medo com o dedo em riste
dominam sua presa
com uma única certeza
a impunidade existe
triste mundo esse aqui
em que um ser
acredita que pode ter
o outro para si
Edu Liguori
Sou um homem comum
ordinário
igual a cada um
diferente de todos
resido no encontro das linhas
paralelas dos trópicos
busco justiça na terra da carestia
acredito num deus inexistente
submisso à força do caos universal
construo conjuntos
soluciono ocasionalmente equações
sou a mosca que pousou na sua sopa
aquele que escreve poemas
dividindo por zero
Edu Liguori
ordinário
igual a cada um
diferente de todos
resido no encontro das linhas
paralelas dos trópicos
busco justiça na terra da carestia
acredito num deus inexistente
submisso à força do caos universal
construo conjuntos
soluciono ocasionalmente equações
sou a mosca que pousou na sua sopa
aquele que escreve poemas
dividindo por zero
Edu Liguori
Ela desce as ruas de paralelepípedo
seu sotaque de rouxinol azul
o sorriso largo livre no rosto
abraça os amigos em profissão de fé
senta no bar pela cerveja e a certeza
de que cada dia é apenas uma vitória
no corpo toda a poesia e malemolência
da menina mulher do mar e do céu
letrada sempre diz o que sente
chora muito porque a verdade é dolorosa
vive com a paixão dos que não se escondem
dos que temem, mas cantam mais uma melodia
ela é longilínea, esguia, quase gigante
esfinge sedutora sob os cachos dourados
marcada pelos eventos que a noite traz
toma o sereno da madrugada entre risos
e sempre amanhece doce
ela é a mulher que compõe minha parábola
uma história de amor sem início nem fim
Edu Liguori
seu sotaque de rouxinol azul
o sorriso largo livre no rosto
abraça os amigos em profissão de fé
senta no bar pela cerveja e a certeza
de que cada dia é apenas uma vitória
no corpo toda a poesia e malemolência
da menina mulher do mar e do céu
letrada sempre diz o que sente
chora muito porque a verdade é dolorosa
vive com a paixão dos que não se escondem
dos que temem, mas cantam mais uma melodia
ela é longilínea, esguia, quase gigante
esfinge sedutora sob os cachos dourados
marcada pelos eventos que a noite traz
toma o sereno da madrugada entre risos
e sempre amanhece doce
ela é a mulher que compõe minha parábola
uma história de amor sem início nem fim
Edu Liguori