@literunico
há 1 ano
Público
Hoje também celebramos o nascimento de Robert Walser (15 de abril de 1878), autor suíço cuja escrita singela, introspectiva e profundamente humana ainda ressoa com leitores em todo o mundo.
Com obras como Jakob von Gunten, Walser mergulha nas contradições do eu, nas margens da liberdade, e nos gestos invisíveis da existência.

Sua prosa, delicada como neve caindo, carrega uma beleza melancólica que dança entre o absurdo e o sublime — como se cada palavra fosse escrita andando, em silêncio, na beira de um mundo que só ele via.

"A liberdade é fria e bela... nunca se apaixone por ela."
Palavras que deslizam como gelo sob os pés — frágeis, fugidias, eternas.
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@literunico
há 1 ano
Público
Hoje, o mundo celebra a linguagem que dispensa tradução: a arte.

15 de abril marca o nascimento de um dos maiores gênios da humanidade, Leonardo da Vinci, e com ele, a lembrança de que criar é uma das expressões mais puras da alma humana.

Da Vinci não foi apenas um artista. Foi inventor, cientista, poeta, anatomista, músico, e muito além disso: foi curiosidade viva, olhar inquieto, mente sem limites.

A citação dele que trago para a data é:
"A pintura é uma poesia muda, e a poesia é uma pintura cega."
Leonardo da Vinci, Trattato della Pittura

Que a arte siga nos salvando em silêncio ou em grito. Que siga nos permitindo existir além da matéria. Que siga sendo o que sempre foi: essencial.

Aproveite o Dia Mundial da Arte!
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@literunico
há 1 ano
Público
"Sair de um ventre de mulher, para entrar no ventre da terra!... Eis tudo que se sabe."
Aluísio Azevedo

Hoje celebramos o nascimento de um dos mestres do Naturalismo brasileiro.
Aluísio Azevedo não apenas escreveu, ele escancarou as misérias, os desejos e as contradições humanas com um olhar nu, cru e profundamente humano.
Entre o nascimento e a morte, ele nos legou palavras que ainda nos estremecem.

Seu legado permanece vivo, como um sonho ligeiro… entre dois nadas.
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@literunico
há 1 ano
Público
O tema do Livro que apoia o #desafio de hoje é:
104 - Fale sobre um livro que tenha cenas de contemplação da natureza, artística, de deuses, qualquer tipo de admiração dos personagens por algo.
#Link365TemasLivros
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@literunico
há 1 ano
Público
#Dia 307

Frenesi

Fala alto.
Anda rápido.
Ri sem notar o riso.

Frenesi nunca espera resposta,
não escuta conselho,
não lê rodapé, nem aviso

Quer tudo.
Agora.
Com sabor de urgência
Gosto de exagero.

Das mãos, o abuso
Põe tudo pra fora
O corpo, a pungência
Desespero?

Frenesi é falta de centro,
vértice girando o arco
Visão, paladar, tato!

Onde estariam sentidos?

No fim...
Quando o ar some
e a vertigem dorme
Frenesi fica ali:
meio rindo, meio por cair
meio querendo
Tudo de novo.

Eder B. Jr.
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@literunico
há 1 ano
Público
Dia do Hino Nacional

Vamos lá...

"Ouviram do Ipiranga as margens plácidas / De um povo heroico o brado retumbante"

Aqui parece lindo: o povo brasileiro gritando liberdade às margens do Rio Ipiranga. Só que... não foi o povo. Quem, talvez, tenha gritado, não como na pintura do quadro de Pedro Américo, independência foi Dom Pedro I, um príncipe europeu, filho do rei de Portugal. O povo mesmo? Seguiu pobre, escravizado e explorado.

Esse "povo heroico" nem sabia o que estava rolando.

"E o sol da liberdade, em raios fúlgidos / Brilhou no céu da pátria nesse instante"

Liberdade pra quem? Porque quando o Brasil virou independente de Portugal, a escravidão continuou firme e forte por mais de 60 anos. A liberdade que o hino canta aqui é uma liberdade da elite, da monarquia, dos donos de terra. Não era do povo preto, dos indígenas, nem dos pobres.

"Se o penhor dessa igualdade / Conseguimos conquistar com braço forte"

Qual igualdade? O Brasil nasceu desigual. Concentrando terra, dinheiro e poder nas mãos de poucos. O braço forte que eles falam pode ser dos bandeirantes matando índios para desbravar as terras e converter os locais ao catolicismo. Violência, não justiça social.

"Entre outras mil, és tu, Brasil, ó Pátria amada"

Beleza, amamos o Brasil. Mas o Brasil sempre foi feito pra poucos. Enquanto um canta "pátria amada", outro passa fome. Não dá pra romantizar sem encarar a verdade.

Segunda parte...

> "Deitado eternamente em berço esplêndido"

Sabe o que é esse "berço esplêndido"? É a terra rica em ouro, diamante, madeira, café, petróleo, tudo sendo explorado desde sempre. Primeiro por Portugal, depois por elite interna, depois por empresas estrangeiras. O Brasil deitado... enquanto outros vêm e levam.

"Teus risonhos, lindos campos têm mais flores"

Tem sim. Mas também tem gente sendo expulsa do campo. Tem grileiro, tem desmatamento, tem indígena sendo morto pra que o agronegócio continue ganhando bilhões.

"Verás que um filho teu não foge à luta"

Essa parte é forte. O povo brasileiro realmente luta. Mas não deveria precisar! É um chamado do poder para que, agora sim, o único momento em que o povo é lembrado, eles seja usado pelos governantes para alguma luta dos interesses dos poderosos.
O espírito de um nacionalismo sendo enraizado para uma ideia de domínio.

Nosso hino realmente foi feito para parecer lindo e emocionante, mas tenta nos enganar o tempo todo!
Que possamos superar nossos principais problemas para que em algum momento possamos voltar nossos esforços para a criação de um novo hino, mais condizente com seu povo.
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@literunico
há 1 ano
Público
Aniversário do Junior, ontem, que nasceu no mesmo ano que eu e completou 41 anos.
Acordei com "Enrosca" na minha cabeça e vários pensamentos malucos decorrentes da música, constatações.
Primeiro, que estamos tão velhos que já passou até da fase da terceira geração poder gravar esse sucesso.
Em seguida, vem uma constatação de que fora no funk, não temos uma nova geração musical brasileira diversificada, o suficiente sequer para ter um "grande" representante gravando "Enrosca".
Falem o que for do Junior, o cara cresceu na música, ótimo instrumentista e se tornou um enorme sucesso.
E a MPB está congelada, das músicas românticas, passando pelo Rock, até o samba. Onde está a nova geração musical explodindo com o potencial das redes sociais, além dos MC diminutivos de alguma coisa exótica?
Então, foi só um desabafo mesmo, de quem está percebendo a mudança dos tempos, na expectativa de não ser apenas uma constatação saudosista sem validade, como as das gerações anteriores (Que até podemos enxergar validade, agora!)
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