Boudicca | A Rainha Guerreira
Figura de resistência contra a opressão estrangeira, Boadiceia, como era chamada pelos romanos, foi uma das mulheres mais significativas da Antiguidade.
Seu esposo, o rei Prasutagus, no intento de firmar uma posição de entendimento em relação ao Império, articulou um acordo com os romanos. Em seu testamento, deixava o imperador romano como co-herdeiro de suas terras juntamente com suas duas filhas. No entanto, após a controversa morte de Prasutagus (há quem diga que foi envenenado pelos romanos), o procurador Cato Deciano ignorou o testamento e se apropriou de toda a herança dos icenos. Através de atos brutais, passaram a controlar de forma direta e definitiva a região. Houve protesto, mas Roma sufucou-o rapidamente. A resposta de Roma ao protesto foi desproporcional. A rainha foi açoitada em praça pública; suas duas filhas, violadas. Enfurecida, Boudicca iniciou uma revolta. Extremamente carismática, a rainha costurou alianças entre os povos britânicos vizinhos ao seu.
A Revolta de Boadiceia ocorreu entre 60 e 61 d.C, e dizem alguns historiadores da época que ela cometeu todo tipo de atrocidade em seus levantes contra Roma em nome de uma deusa chamada Andraste e, sob sua liderança, os rebeldes tomaram três grandes cidades controladas por Roma. Cerca de 70 a 80 mil romanos perderam a vida nos ataques promovidos por Boadiceia.
O historiador Dião Cássio diz sobre ela: "Boadiceia era alta, terrível de olhar e abençoada com uma voz poderosa. Uma cascata de cabelos vermelhos alcançava seus joelhos; usava um colar dourado composto de ornamentos, uma veste multicolorida e sobre esta um casaco grosso preso por um broche. Carregava uma lança comprida para assustar todos os que lhe deitassem os olhos".
A revolta terminou depois que Roma encontrou um campo de batalha adequado para sua cavalaria. Mesmo em desvantagaem númerica, o império conseguiu desestabilizar o exército de Boudicca num confronto decisivo. Decidida a não correr o risco de voltar a ser capturada por Roma para sofrer punições ainda mais severas, Boudicca teria tirado a própria vida após a derrota.
A fama de Boudicca tomou proporções lendárias na Inglaterra, séculos depois. Ganhou uma estátutua de bronze ao lado do Palácio de Westminster; um filme em 2023; apareceu em jogos eletrônicos e agora vai aparecer em Águas do Ara pyau, meu primeiro romance, que vai sair esse ano. Eu só espero que a minha versão de Boudicca esteja à altura da Boudicca da vida real.
@nanderfer
Carlos Fernando dos Santos Rodrigues
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Sim, algumas têm fundamento!
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Às vezes, fico em dúvida.
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Veja nossas histórias especiais sobre: Abrir link
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Então me conte qual o trope que ama ler numa historia?
O meu é enemies to lovers
conte ai escritora e escritor, qual é o tema que ama ler?
O meu é enemies to lovers
conte ai escritora e escritor, qual é o tema que ama ler?
Sendo bem sincera, estou pensando em trazer 2 versões do meu livro de alta fantasia, deixar a versão leve que já está publicada, e postar a versão original mais 'dark', que é a que eu realmente gosto.
Por que a versão atualmente publicada está de certa forma, mais leve, pois quando eu lancei segui as orientações da editora.
Gostaria de opiniões antes de eu começar a mexer no arquivo, pois eu teria que revisar a parte textual do original e são +de 1k pág 來來
Por que a versão atualmente publicada está de certa forma, mais leve, pois quando eu lancei segui as orientações da editora.
Gostaria de opiniões antes de eu começar a mexer no arquivo, pois eu teria que revisar a parte textual do original e são +de 1k pág 來來
O Instante
(Micro-conto)
Um instante. A bola caiu na rua.
- Deixa que eu pego!
Um instante. Olhos derrotados pelos dias insones.
Um instante. A enorme jamanta à própria sorte.
Um instante. A bola quicou. A criança pulou e a pegou no ar.
Criança e bola. Ambas pegas em pleno ar.
Um instante, um único instante. Uma vida toda.
(Micro-conto)
Um instante. A bola caiu na rua.
- Deixa que eu pego!
Um instante. Olhos derrotados pelos dias insones.
Um instante. A enorme jamanta à própria sorte.
Um instante. A bola quicou. A criança pulou e a pegou no ar.
Criança e bola. Ambas pegas em pleno ar.
Um instante, um único instante. Uma vida toda.
Queria fazer um pedido!
Peçam algo para eu escrever?
Peçam algo para eu escrever?
Marcas na areia
Estou correndo, sozinha, na areia da praia. Ouço o som das ondas quebrando ao meu lado, olho o horizonte e a pergunta me vem com força: De quem estou fugindo?
Estou fugindo de mim. Dos meus medos, da minha ansiedade. Da procrastinação, do perfeccionismo. Das minhas piras e divagações. Estou fugindo das minhas falhas, das frustrações, das decepções.
Ouço minha respiração, ainda mais ofegante. Sinto meu coração, batendo insanamente dentro de mim.
Não tenho como fugir.
Paro. Respiro. Uma, duas vezes. Olho para trás. Sinto o ar salgado enchendo meus pulmões. Vejo o caminho percorrido até aqui, as marcas dos meus passos que a maré tenta apagar. Cada quilômetro que minhas pernas venceram.
Dou meia volta.
Volto a correr, na direção oposta à anterior.
Então corro ao meu encontro. Ao encontro dos meus medos, da minha coragem. Dos meus devaneios. Das minhas vontades, dos meus sonhos e das minhas realizações.
Chego ao final da corrida, no ponto onde comecei. E ali me encontro: não mais a mesma.
Estou correndo, sozinha, na areia da praia. Ouço o som das ondas quebrando ao meu lado, olho o horizonte e a pergunta me vem com força: De quem estou fugindo?
Estou fugindo de mim. Dos meus medos, da minha ansiedade. Da procrastinação, do perfeccionismo. Das minhas piras e divagações. Estou fugindo das minhas falhas, das frustrações, das decepções.
Ouço minha respiração, ainda mais ofegante. Sinto meu coração, batendo insanamente dentro de mim.
Não tenho como fugir.
Paro. Respiro. Uma, duas vezes. Olho para trás. Sinto o ar salgado enchendo meus pulmões. Vejo o caminho percorrido até aqui, as marcas dos meus passos que a maré tenta apagar. Cada quilômetro que minhas pernas venceram.
Dou meia volta.
Volto a correr, na direção oposta à anterior.
Então corro ao meu encontro. Ao encontro dos meus medos, da minha coragem. Dos meus devaneios. Das minhas vontades, dos meus sonhos e das minhas realizações.
Chego ao final da corrida, no ponto onde comecei. E ali me encontro: não mais a mesma.