Avatar

@tibianchini

Tiago Bianchini Fidalgo
265 posts 51 seguidores 61 seguindo
Séries por #
@suyanngomesss Suyanne Gomes
@literunico Eder B. Jr.
@thaissanchez Thais Alessandra Sanchez Barbosa
@liorcassel Lior Cassel
@Solitude Dexter Solitude
@nanderfer Carlos Fernando dos Santos Rodrigues
@maedovankar Juvi E. Anne
@cynthiabrum Cynthia Brum
@jjr Jason Da Silva Cajazeira Junior
@robsonmachado Robson Luiz Fernandes Machado
@bruno Bruno Fernando
@ellen Ellen
@cesar414 César costa
@argentina413 Argentina Sampaio Costa
@diego410 Diego
@janaina405 Janaina Barbosa Dall Acqua
@gabrielle403 Gabrielle Rossa
@EscritosdeVitorHugo Vitor Hugo Oliveira de Araújo
@purapoesia Adriel Alves Magalhaes
@rafaelaraujoescritor RAFAEL ARAUJO
@tamarasfawkes Tamara S. Fawkes
@carlommarcello Carlo M. Marcello
@autorpedrobarretho Pedro Rogério Villar Barreto
@brunosower Bruno Sower
@josimary184 Josimary Medeiros Giosa
@paulafernandapoesias Paula Fernanda de Araújo
@carlajaia Carla Torres Pereira Carrion
@inifadadresch Inifada Dresch
@mariadriano Mari Adriano
@fernandafrankka Fernanda França Lima
@luscaluiz Lucas Luiz
@luanaescritora Luana Oliveira
@uaipaulinnn Paulin Basalces
@yasmin97 Yasmin Oliveira
@andreajguesse Andrea J Guesse
@Cilene CILENE RESENDE
@sylvviarubra Sylvvia Rubraurora
@deivesferraz Deives Gabriel Ferraz
@Branca20 Branca
@MarU Mar.U
@AnneCFreitas Anne C. Freitas
@eduliguori EDU LIGUORI
@cadantasautora Carolina Dantas
@fksilvain F. K. Silvain
@eliz_leao Eliz Leão
@berthamachadoo Bertha Machado
@ariazenite Aria Zênite
@JuNaiane Jusley Naiane
@CrisRibeiro Cristiane Inácio Ribeiro Carneiro
@calorliterario_ Lidiane Queiroz Bastos
@sanctallan ALLAN SCOT
@chico-viana-lwd0u Chico Viana
@isaferautora Ana Isabel Fernandes Sombra Freitas
@vidaemverso Vida em Verso
@Solitude Dexter Solitude
@nanderfer Carlos Fernando dos Santos Rodrigues
@cynthiabrum Cynthia Brum
@jjr Jason Da Silva Cajazeira Junior
@bekagabypoeta8 Rebeka Gabrielly
@joaoedulima João Eduardo Lima
@robsonmachado Robson Luiz Fernandes Machado
@wilcipolli Wilcleverson Cipolli Pereira Junior
@ellen Ellen
@omathreis Matheus Reis
@edsonbas Edson Basilio
@danielcaetano Daniel Caetano
@EscritosdeVitorHugo Vitor Hugo Oliveira de Araújo
@purapoesia Adriel Alves Magalhaes
@diegorbor Diego Rbor
@rafaelaraujoescritor RAFAEL ARAUJO
@tamarasfawkes Tamara S. Fawkes
@carlommarcello Carlo M. Marcello
@brunosower Bruno Sower
@yolanda187 Yolanda Rodrigues Vasconcellos
@autoramarianaaguiar Mariana Alves Aguiar
@josimary184 Josimary Medeiros Giosa
@bibliogreyce Greyce Kelly Marques de Mattos
@paulafernandapoesias Paula Fernanda de Araújo
@corinievre Corine Gueniévre
@carlajaia Carla Torres Pereira Carrion
@inifadadresch Inifada Dresch
@jimmymello Jimmy Mello
@mariadriano Mari Adriano
@jessicaS Jéssica Santos
@fernandafrankka Fernanda França Lima
@classicos Clássicos da Literatura
@yasmin97 Yasmin Oliveira
@alemdisse Além Santos
@andreajguesse Andrea J Guesse
@versoparalelo Fagner Mera
@Cilene CILENE RESENDE
@priscilamoreira Priscila Moreira
@sylvviarubra Sylvvia Rubraurora
@marcoshmartinsescritor Marcos H. Martins
@novidadesliterunico Novidades Literunico
@deivesferraz Deives Gabriel Ferraz
@Branca20 Branca
@MarU Mar.U
@AnneCFreitas Anne C. Freitas
@aleituracria A Leitura Cria
@cadantasautora Carolina Dantas
@fksilvain F. K. Silvain
@ricardoathos Ricardo Athos
@berthamachadoo Bertha Machado
@ariazenite Aria Zênite
@JuNaiane Jusley Naiane
@Albertobusquets Alberto Knobbe Busquets
@CrisRibeiro Cristiane Inácio Ribeiro Carneiro
@calorliterario_ Lidiane Queiroz Bastos
@lendasurbanas Lendas Urbanas
@literunico Eder B. Jr.
@inspiracaoeterna Inspiração Enterna
Público
RAINHA
Poemas antigos 011
(um acróstico, feito há muito tempo para a dona dos olhos furta-cor que inspirou o poema do fim de semana...)

Rainha

Dê-me uma chance - quero sonhar...
Imaginar a vida ao teu lado,
Viver só para ti, apaixonado,
Inda que hoje não possa sequer pensar
Neste dia lindo, doce, ensolarado,
A que a vida virá me agraciar.

Deixe-me contigo ser feliz
Inclusive até te deixando assim
Viva, vívida, como eu sempre quis;
Invadir teus sonhos, ilusões sem fim
No brilho do teu olhar, quando a mim sorris;
Ah, Meu Deus! Eu te quero só pra mim...

Doce como o teu olhar, puro e sincero,
Impossível encontrar noutro lugar:
Verdes-âmbar, que eu tanto venero,
Insisto, imploro, quero, sei que vou alcançar
Neste recanto de saudade, onde, com pesar,
Ainda estou, ainda vivo; ainda te espero.

Deixe que este poema te invada;
Invada teu coração belo e faceiro,
Vamos ver se, assim, eu lhe mostre, minha amada,
Imenso é o meu amor, e verdadeiro,
Nossas vidas podem ser um eterno conto-de-fada,
A sua e a minha, juntas, sem receio.
Público
Microconto 01

O pardal pousou na janela. Olhou curioso para o quarto. Não entendia este humano aqui, deitado, quando o sol o convidava a um passeio.
Piou, chamou; eu apenas balbuciei, inerte. Deu meia volta e ganhou os céus.
Mal sabia ele que eu, moribundo, só queria mesmo voar como ele, livre pelos campos...
Público
Nesta madrugada, terminei a primeira escrita de mais um livro.

"PRÓXIMA ESTAÇÃO" é um suspense/terror psicológico, que acompanha a trajetória do maquinista Noesis Neto em um trem noturno que não faz paradas.

Tem atualmente cerca de 55 mil palavras (pode ser alterado ligeiramente nas revisões). É a obra mais pesada que já escrevi... E tem partes que me emocionei ao escrever (e olha que não costumo sentir nada ao escrever... Kkkkk)

Agora é deixar ele descansar embaixo do pano prá massa ficar fofinha. E pegar na semana que vem pra ler (e ver se ele é tudo isso mesmo). Mas estou contente com o resultado de hoje. 殺

Aguardem para breve...
Público
Onde o mel encontra o oceano
(Poemas Antigos 010)

Olhos como os seus, Amor, eu juro:
Jamais na minha vida vi igual;
Brilhantes, do verde ao castanho-escuro,
Escuros como noite em litoral.

Cuide bem destes olhos, Amore mio,
Como pérolas de valor sem par,
A refletir as águas turvas d'um rio,
Que margeia as águas claras do mar.

E guarde-me nessas vítreas boreais,
Para que eu possa viver envolto em tais
Miríades de sonhos e de amor,

Como se fosse o âmbar que envolve a jade,
E que irradia luz, e que me invade,
E que me furta a alma em olhos furta-cor.
Público
Boemia
(Poemas Antigos 009)

De tudo, nesta vida, um pouco,
Sou eu, de poeta a louco,
E de louco, onde sei poder
Abraçar a noite, ardorosa;
Oferecer-lhe uma rosa,
Amar, beijar-lhe... e morrer.
São meus os eternos gritos
Tão selvagens, tão aflitos;
Tão cheios de graça e bondade;
E eu quebro todos os mitos;
Eu sopro meu ar de Carlitos
E enfio no bolso a cidade.

Meu Deus! Como sou boêmio!
Meio doido, meio gênio;
Que nem penso no acordar.
Pois a noite é uma criança:
E de esperar só se cansa,
E perde por esperar.

Sou da rua, sou moleque,
E antes que o corpo peque,
O espírito que me guia
Vai pedir perdão às traças:
Nos bueiros, nas vidraças;
No calor da noite fria.

E que logo venha o inferno,
Que neste céu eu hiberno,
Ao clarear do dia.
Público
O Oboé

Eu não sei tocar oboé,
Mas, às vezes, bem que gostaria...
Não ser a estrela que a flauta é,
Cumprir apenas a harmonia...

A vida precisa dos oboés
Pois nada nela é só melodia:
Para que te vejam, e sejas quem és
Necessitarás da minha companhia.

Às vezes me sinto qual os oboés:
Deixado de lado, num canto, ao redor;
A lhe fazer cama e lhe beijar os pés

A esperar que tu me dês meu valor,
Qual Mozart; me dês, entre lás e rés,
O agudo brilhante deste teu amor.
Público
A Vó Maria
(Acordei esta manhã, vindo de um sonho do passado. Travesseiro molhado pelas lágrimas da saudade. Então, nostálgico, me lembrei desta crônica. Às vezes a emoção é algo que apenas nós sentimos; talvez para quem a ler pareça uma crônica simples, palavras organizadas e estruturadas. Uma historinha comum. Mas, pra mim, não é... Então, esta vai para quem quiser ler, com emoção)

A VÓ MARIA

O tempo passa para todos, com a sua implacável indiferença...

Lembro das ruas perto da casa da vó, que a gente subia correndo quando ia visita-la (mas não correndo muito na frente, pra não se perder). As lojas e casas antigas, a padaria na esquina, os muros de cimento chapiscado.
Tudo lembrava passado, tudo lembrava dias de sol. Lembrava infância.

E hoje, quando vejo os primos, é tão difícil entender como pôde ser isso!... Uns casaram, outros têm filhos, outros já casaram de novo!... Para onde foram aqueles dias, aqueles dias de sol, brincando no quintal da vó, tomando cuidado para que a bola não batesse nas flores...

Ah, as flores da vó!...

E, de repente, parece que tudo ainda está ali: que amanhã vai fazer sol e calor, e que a gente vai lá na vó brincar com os primos e primas, correndo pelo corredor e subindo na mureta do poço, se sujando no chão de cimento quebrado... E que a vó vai aparecer na porta da cozinha, pedindo para que a gente venha almoçar e que pare de bagunça (porque, às vezes, nós merecemos uma bronca mesmo).

E a gente vai se sentar em volta da mesa, naquela cozinha enorme, com aquela vó enorme (sim, porque nós éramos muito pequenos ainda...) e comer cantando, atrapalhados pelos latidos do Toquinho, o cachorro da tia que morava na casa ao lado.
Hoje eu olho para os filhos dos primos, para os bisnetos todos da vó, e fico imaginando quem os chamará para comer, quem irá ralhar quando eles sujarem a roupa do varal, quem os porá para dentro porque vai chover... Eu os vejo brincar, correr, reencontrar os outros primos que moram longe, e fico pensando se não posso correr com eles também, “vamos brincar, vem me pegar, tá com você!”

Aquela casa minúscula, no fundo do quintal, às vezes escura, mas cheia de vida, já não vai mais me levar ao passado. Ao tempo que eu podia abraçar a vó e tomar café e lembrar que era criança. Ao tempo em que a gente botava grãozinhos de feijão no algodão, prá umedecer e ver brotar a vida. (Ah, se a gente pudesse fazer brotar a vida de quem amamos tal qual um feijãozinho, só com um pouco de algodão e água!...)

E, apesar de saber do sofrimento da vó nos últimos tempos, apesar de saber que ela finalmente vai poder descansar, choramos todos, por saber que ali está o destino de cada um de nós, por saber que assim é, que não há dias de sol nem grãos de feijão que resistam ao tempo, ah, o tempo, esse trem que passa, inexorável e indiferente.
Público
O Triste Soneto da Rosa

(Poemas antigos 008)
Não sei se já postei esse, estou me perdendo nas contas.

Toma. Esta rosa é tua.
Achei-a, pobre, jogada
No meio do canto da rua;
Embaixo de tua sacada.

Nem todo conto é de fada;
Nem toda noite tem Lua;
Aceite-a, sem dizer nada:
Toma; esta rosa é tua.

E será sempre esta rosa,
Tão singela e gloriosa,
Que fará você lembrar

Que, junto com esta flor,
Eu te dei o meu amor
Pr’a tentar te conquistar.
Público
Sonho de Maio
Poemas Antigos 007

(Mas acho que perdi a conta...)
(E nem percebi que, sim, estamos em maio... mas esse maio é mais antigo)

**Sonho de Maio**

Um dia me verás com os olhos d'água
transbordando de tristeza minha mágoa,
pra que jamais ela volte a me assustar;
e neste dia, calmo e delirante,
terás em mim o seu melhor amante,
o seu amado, o seu amigo; o homem certo pra te amar.
Sim; me terás inteiro em tua fina
e perfumada pele de menina
onde a saudade já não existe mais;
ora, que se hoje de saudades canto,
amanhã enxugarei teu pranto,
pra que não voltes a chorar jamais.

Tola sina, vaga de certeza;
se não encontro hoje em tua frieza
um só motivo que me faça desistir
de afagar os teus cabelos morenos,
e me ajoelhar ante os pés pequenos;
o que me resta apenas é prosseguir
a clamar pelo amor que eu sei que existe,
e se hoje, ao dizer não, me deixas triste,
não me entristece mais porque te adoro;
e diante de tão fútil negação
perceberás que não adianta dizer não
se mesmo sabes que dentro de ti 'inda moro.

Talvez por isso seja eu tão renitente
em alcançar de alguma forma o beijo ardente
que dos teus lábios me parecem seduzir;
para que mesmo depois de o Sol se pôr
possa provar com carinho o teu sabor,
e que a doçura em mim possa refletir
o teu olhar, que por mim irá brilhar,
e mais e mais, quando em meus olhos se inspirar.
E que a Lua, nesta madrugada quente,
venha roubar desta tua luz maravilhosa
com reverência, pra que brilhe, majestosa,
iluminando o nosso céu eternamente.

E se, por ora, idolatrando-te destarte,
Lhe paire a dúvida de que sempre irei amar-te,
não cegue os olhos com injúria tão cruel:
apenas deixe transparecer na retina
que és minha musa, minha inspiração divina;
és minha aura; és minh'alma; és meu céu.
Público
Um Coração que pulsa

Há um desejo que me aperta, qual um calo,
Mas me calo,
Pois sangram-me as setas que este desejo me lança,
Qual uma lança.

Me deixo morrer, e contra esta paixão em luto
Eu luto
Pois devo trilhar a estrada do sentir
Sem ti.

És, enfim, de outro. A decência, qual uma cobra,
Me cobra;
E sei que, a esta derrota, tarde ou cedo,
Eu cedo.

Mas, em devaneios, beijo teus lábios e sinto teu gosto
E gosto,
E te rasgo o peito e te mordo e te deixo presa
Em minha presa.

Tolo que sou; meu amor ainda nada
No Nada.
E, sem poder correr a ti, qual um rio,
Eu rio,

Farto de me esconder em cantos,
Me encanto,
E, por fim, meu corpo, em chamas,
Te chama.