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@tibianchini

Tiago Bianchini Fidalgo
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há 11 meses
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Crônica dos 35 anos

O Literunico antigamente possuía limite de 2000 caracteres. Depois aumentou pra 2500 e agora está em 5 mil.
Não posso pedir mais nada a Deus (nem ao Eder). Isso deveria ser mais do que suficiente para um escritor comum.

Mas eu, é claro, não sou comum. E nem um pouco conciso. Então vou colocar como um Epub. É um texto de cinco partes, escrito há cerca de dez anos. Um pouco ácido, confesso. Não é pra todo mundo (mas, dos meus escritos, qual seria?)

Enfim, vai ficar por aqui, por módicos 1,00. Mas vou deixar uma parte - a parte 3 - para atiçar a curiosidade de vocês.

* * *

Fui uma criança superdotada.
Um adolescente acima da média.
Um jovem muito inteligente.
Um adulto normal.
Tenho medo de me tornar um velho medíocre.

Quando eu tinha nove anos, plantei uma árvore, mas ela não vingou.
Quando eu tinha dezesseis, escrevi um livro, mas ele não foi publicado.
Tenho medo do que serão os meus filhos.

Tenho escrito pouco; me enfadam minhas próprias crônicas...
Tenho sido crítico demais, seco demais...
Tenho abandonado tudo o que não seja perfeito.
Tenho rasgado os meus poemas, antes mesmo de terminá-los,
Por não julgá-los dignos de preencher uma folha que seja.

Tenho lido bons autores e me cansado deles,
Tenho sido extremamente intransigente com textos medianos
Como os meus.

Ou eu preciso de um psiquiatra
Ou de um blog.
Mas o blog eu já tenho e ninguém lê.
Tenho medo de procurar um psiquiatra que não me ouça.

* * * *
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@tibianchini
Crônica dos 35 anos O Literunico antigamente possuía limite de 2000 caracteres. Depois aumentou pra 2500 e agora está em 5 mil. Não posso pedir mais nada a Deus (nem ao Eder). Isso dever...
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@tibianchini
há 11 meses
Público
Carnaval

Pra domingo de carnaval não tem remédio
Me tranco em casa pra tentar fugir do assédio;
Mas de repente falta força no meu prédio:
Que tédio...

Meio que sem querer, encontro a porta:
Atravesso a longa escadaria torta,
E encontro enfim uma claridade morta:
Que me importa...

É um outro apartamento; e dá pra ver
A vela acesa, clareando sobre a TV
Uma voz me chama com desejo, sem querer
É você.

Um longo beijo, o mesmo suor molha a gente
A escuridão ainda se faz presente
E eu devoro com fervor teu corpo quente
E ardente.

É carnaval; a folia rola lá fora
Junto minhas coisas, minha roupa, e vou me embora
Mas quero ainda te rever, e por que não
Agora?...
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@tibianchini
Carnaval
Carnaval Pra domingo de carnaval não tem remédio Me tranco em casa pra tentar fugir do assédio; Mas de repente falta força no meu prédio: Que tédio... Meio que sem querer, encontro...
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@tibianchini
Um poema feito com @MarU , @JusleyNaiane e emojis.
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@tibianchini
há 11 meses
Público
Pelé, 999

Estou voltando aos poucos. Hoje, mais um texto a R$1,00.
Ainda é realismo fantástico, mas a premissa é: E se Pelé, o maior atleta de todos os tempos, jamais tivesse feito o inimaginável milésimo gol? Como ele seria tratado pelos brasileiros?

Esse texto foi inicialmente criado quando o Rei ainda era vivo. A ideia aqui é um grande "E SE?", tentando imaginar algo como um "Efeito Borboleta" na história do futebol. Então, caros letores e leitoras, esta história fala de futebol, mas NÃO É SOBRE FUTEBOL.
Os acontecimentos narrados até a partida do milésimo (em 19 de novembro de 1969, nm jogo contra o Vasco da Gama no Maracanã) são reais. Os jogadores e dirigentes citados existiram. os resultados dos jogos até então são verídicos. A história é como um Harry Potter: Londres é real, trens são reais, os ônibus londrinos e as cabines telefônicas são daquele jeito e a vida dos cidadãos é aquela mesma. O fato de haver um bruxo mágico no meio disso tudo não torna o todo menos real.

Apreciem a desgraça da alma humana. Isso é futebol.
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@tibianchini
Pelé, 999 Estou voltando aos poucos. Hoje, mais um texto a R$1,00. Ainda é realismo fantástico, mas a premissa é: E se Pelé, o maior atleta de todos os tempos, jamais tivesse feito o ini...
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@tibianchini
há 11 meses
Público
Aparecida
Esta semana aconteceram algumas coisas que me motivaram a seguir postando, compartilhando experiências... Produzindo, enfim.
Devo isso, entre outras coisas, a uma pessoa que sempre me incentivou, seja me dando livros de presente, seja lendo as histórias daquele menino de 9 ou 10 anos, levando-o nas casas de gente rica, para que vissem as minhas virtudes.
Há alguns anos, perdi minha Tia Cida, por conta de uma diverticulite. Ainda dói, embora meu autismo ajude a tornar meus sentimentos mais distantes de mim mesmo.
Esse texto narrativa três acontecimentos surpreendentemente reais de sua vida. Às vezes, a vida de uma pessoa é tão sublime que nem mesmo precisamos criar nada; basta contar as suas histórias tal como ocorreram. A Tia Cida foi uma das maiores histórias que eu conheci.

Saudades, tia. Mas vou continuar. Por nós.
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@tibianchini
Aparecida Esta semana aconteceram algumas coisas que me motivaram a seguir postando, compartilhando experiências... Produzindo, enfim. Devo isso, entre outras coisas, a uma pessoa que semp...
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@tibianchini
há 11 meses
Público
E não é que aconteceu DE NOVO?

Depois da Penina Baltruch e da Argentina Costa comprarem o meu livro físico lá em Londres, agora me surpreendo com a Yuri que, morando na HOLANDA, ouviu falar do meu livro, se interessou... E comprou um pra ela!
Ela é autora de "Cheiro das Sombras" uma fantasia cheia de romance, seres sobrenaturais e criaturas malignas, que está disponível na Amazon.

Como explicar a alegria de um autor iniciante e independente que está conseguindo atrair leitores até na Europa? 殺
Agora vou esperar ela ler e ir me dizendo suas impressões... Quem sabe nao surjam outras compras de brasileiros, ávidos por literatura nacional, lá no Velho Continente?

E você? Ainda não tem o seu FORA DO TEMPO? Aqui no Brasil, o livro é vendido pela UICLAP e pela Literunico, e as versões digitais, pela Amazon e também pela Literunico...

Se já tem gente EM VÁRIOS PAÍSES da Europa prestigiando este autor independente aqui, você não acha que é uma vergonha você, aqui pertinho, também não ter o seu? Demorô, bora adquirir o FORA DO TEMPO, agora não tem mais desculpa... 

#literaturabrasileira #autoranacional #ficçãocientífica #viagensnotempo #scifi #scifibrasil

*Música: "Sylvia", da banda holandesa FOCUS.
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E não é que aconteceu DE NOVO? Depois da Penina Baltruch e da Argentina Costa comprarem o meu livro físico lá em Londres, agora me surpreendo com a Yuri que, morando na HOLANDA, ouviu fal...
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@tibianchini
há 1 ano
Público
Ladainha
Acabo de lembrar de um poema que compus nos idos de 1994.
Estou no trem, e ele me veio à lembrança de uma vez, inteirinho, cantadinho. Lembro até da professora que lhe deu o nome - "Ladainha", por conta de suas rimas internas e trançadas. Ter boa memória não é tudo, mas que ajuda, ajuda...
Aqui vai ele (antes que o esqueça de novo):


LADAINHA

O meu triste pranto,
De tanto chorar,
Faz amar a vida
Querida, cantar,
Dar o ar do meu canto
– meu santo da dor –
Na cor do seu manto
Eu canto o amor.

Não sei se a quero:
Espero que sim...
Assim o meu dia
Seria sem fim!...
A mim ela ama:
Me chama, me adora;
Agora, ela acalma
Minh'alma, que chora...

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Ladainha Acabo de lembrar de um poema que compus nos idos de 1994. Estou no trem, e ele me veio à lembrança de uma vez, inteirinho, cantadinho. Lembro até da professora que lhe deu o nome...
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@tibianchini
há 1 ano
Público
À noite todos os gatos são pardos

Vi hoje que o tema era #Felino...

E lembrei-me da primeira redação que fiz na escola, aos 11 anos. Ela ganhou elogios de todos os professores, e foi ali que percebi que tinha habilidade para escrever (e que queria ser escritor um dia). O tema da redação era "Medo" e o título era sugerido pelo livro didático.
Espero que relevem erros pueris e a superficialidade de um garoto de 11 anos da década de 80...

À noite todos os gatos são pardos

Eu estava andando à toa pelas ruas da cidade naquela noite fria e assustadora, que a fraca luz da Lua e a precária iluminação dos postes tentavam disfarçar. Eu tremia. Decidi que era hora de voltar para casa. A noite, porém, me convidava inevitavelmente a andar mais um pouco. Mas foi resistindo que cheguei em casa. Meus pais haviam ido a uma festa, e minha irmã, como todas as noites de sexta-feira, tinha pêgo um cineminha com o, ou um de seus namorados. Estava sozinho. Deitei-me na cama, olhei prô quadro que geralmente fica à minha frente e percebi que a paisagem refletia um campo verde cheio de árvores. Isso me fez lembrar: havia feito um lindo dia àquela manhã! O quadro, que aliás brilhava sobre a luz que vinha da rua, me aborrecia cada vez mais.
Prá estragar de vez, começou a chover. E a chuva que caía insistentemente empurrava ainda mais o mormaço para dentro de meu quarto. Apaguei a luz e tentei dormir. Virei prum lado, prô outro, de bruços, de barriga prá cima...e nada. De repente, quando eu olho para a frente, eu vejo...dois olhos!!! Gelei. Dois olhos que brilhavam como dois diamantes na noite e nada mais eu via. Mas, num estrondo, vi algo ainda mais assustador: um corpo escondido por um véu!!! Sim, um corpo pequeno coberto por um véu ou coisa parecida que ficava perto do interruptor da luz. Pensei: "Quem sabe se eu levantar, acender a luz e poder ver nitidamente aquilo que me mete medo, talvez eu possa encarar numa boa". Tá bom. E cadê coragem de chegar até o interruptor, com aquele ser a guardá-lo?
Eu estava apavorado. Nunca em minha vida pensei em ter "contatos imediatos de primeiro grau" com um OVNI que eu nem sabia o que era. Aqueles olhos piscavam e olhavam friamente para mim. Aquele ser se mexia de tal forma a me impressionar. Num relâmpago, gritei: abri os olhos. Abri e vi uma espécie de janela de luz à minha frente, na parede. Uma janela que eu nunca tinha visto antes que dava para um outro mundo e prá lá dela eu não via nada; só uma luz muito forte. Aterrorizado, era assim que eu estava. Os olhos, o corpo, a janela, a luz, a luz... Sim, a luz! Claro! A luz da janela!!!
Criei coragem, levantei-me da cama, cheguei até o interruptor e acendi a luz. Acendi e dei risada da besteira que minha cabeça havia inventado: o tal corpo era somente uma toalha branca que eu deixo sempre na maçaneta da porta, e, sendo esta redonda, assemelhava-se realmente com um corpo. A tal janela era o quadro do campo que, refletindo a luz que vinha da rua, pela janela, brilhava, e os olhos... bem, os olhos eram realmente olhos. Olhos de um gato, preto ou pardo, que fugiu, pulando a janela, logo após eu ter acendido a luz...
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@tibianchini
À noite todos os gatos são pardos Vi hoje que o tema era #Felino... E lembrei-me da primeira redação que fiz na escola, aos 11 anos. Ela ganhou elogios de todos os professores, e foi a...
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@tibianchini
há 1 ano
Público
Não há nós.
Há eu, há você.
Não amarramos direito nossas vidas.

Havia um laço
Com pontas soltas.
Com pontos sem nós.

Há dois que não formam um;
Há dois nenhuns tentando ser um
Um para o outro.

Fios de vida que se encontraram um dia
E hoje, ao se separar, saem lisos:
Não há nós.
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@tibianchini
Não há nós. Há eu, há você. Não amarramos direito nossas vidas. Havia um laço Com pontas soltas. Com pontos sem nós. Há dois que não formam um; Há dois nenhuns tentando ser um Um...
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@tibianchini
há 1 ano
Público
Eu tenho estado longe da escrita nos últimos dias, e não tenho muita previsão de volta (por enquanto). Mas vim perguntar uma coisa para a minha amiga Ju Naiane, e, assim de passagem, dei uma lida no que aparecia na página inicial...

E aí, vejo a MarU nos agraciar com isso:
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Aí vem a Ju Naiane com essa pérola:
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Rolo mais um pouco, e vejo o Alberto Busquets com essa maravilha:
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E a Sylvia Rubraurora, então, com essa preciosidade?
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E o que dizer desse, da Calor Literário?
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Meu Deus!... É tanta coisa boa que eu não posso ficar fora daqui... Cada poesia me dá novas inspirações, me dá novos assuntos e imagens! Que vontade de voltar a escrever e publicar!...

Mas, tudo ao seu tempo.
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@tibianchini
Eu tenho estado longe da escrita nos últimos dias, e não tenho muita previsão de volta (por enquanto). Mas vim perguntar uma coisa para a minha amiga Ju Naiane, e, assim de passagem, dei uma...
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