A TV
São altas horas da madrugada; na TV, apenas dois canais. A reprise de uma partida de futebol, e um filme legendado. A luminária ainda acesa, apenas as mãos para fora do cobertor. São apenas dois canais; se alguém, nesta imensa cidade, estiver acordado e com a televisão ligada, certamente estará diante de um dos dois espetáculos.
Em um canal passa um jogo antigo de futebol. Peleja desinteressante, de craques que já não perambulam mais pelos gramados; de gols que já foram há muito comemorados, de um resultado que não mais exprime surpresa a ninguém; que já entrou para a história. Ainda assim, se algum televisor estiver ligado a esta hora em alguma casa da cidade, poderá estar retransmitindo estas mesmas imagens.
O controle remoto é acionado e desacionado várias vezes, com certa veemência. Em outro canal passa um filme legendado, narrando a Guerra do Vietnã. Um acontecimento que todos já estão cansados de ver; uma guerra na qual nem entramos, umas letrinhas que vêm e que somem da tela, sem que ninguém neste mundo tenha tempo de ler. Um documentário sonolento, mas que, uma vez que tenha na vizinhança uma única TV ligada, pode estar sendo assistido.
As horas passam ferozmente. Agora, na TV, só nos resta um único canal, que transmite um jogo de Copa do Mundo. Se, por acaso, alguma televisão, neste grande Estado, ainda estiver no ar, certamente estará neste canal. Um jogo enjoativo, que não é do escrete nacional, que não tem nenhum jogador consagrado, que não nos vale nada, enfim. Mas não importa: este é o único canal no ar, motivo pelo qual qualquer TV que esteja ligada, a essa hora, deverá estar nele.
A janela mostra que a escuridão ainda domina. O jogo acaba; na TV, os chuviscos monocromáticos afirmam a ausência de sintonia de qualquer outra imagem. Pode-se dizer que, se por um acaso, algum televisor, qualquer um, mísero, velho, preto-e-branco, que seja; qualquer cidadão, enfim, que ainda esteja acordado diante de uma TV ligada, neste imenso País, sem sombra de dúvidas estará diante destes confortantes e implacáveis chuviscos, que passam a ideia de que nada mais está no ar.
A janela mostra o clarear do dia. Os olhos, tremendo de frio, esticam-se até o horizonte e vislumbram o mais maravilhoso espetáculo criado por Deus. O negro vai dando lugar ao roxo, que dá lugar ao vermelho, que dá lugar ao alaranjado, que por sua vez dá lugar ao amarelo, que reúne novamente o negro, o roxo, o vermelho e o alaranjado para reverenciar a vinda do Astro-Rei. Se algum mortal, ínfimo na sua ignorância, ainda estiver desperto, neste mundo cinzento e gélido, será com certeza o ser mais agraciado do universo, por presenciar o mais absoluto espetáculo de luz e cores, que nem o melhor televisor do mundo vai, algum dia, ser capaz de reproduzir com perfeição.
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Inspiração Enterna
O Mais Belo Sonho
(Poemas Antigos 013)
Poema bobinho, mas bonitinho, com rimas estranhas (ABCD ABCD).
Coisas antigas...
Se um dia eu pudesse
roubar lá do céu
a mais bela estrela
de todo o universo,
com ela, se desse,
faria um anel,
só para prendê-la
em meu pobre verso.
Um dia eu consigo,
daquele jardim,
pegar uma rosa
ainda em botão;
e, andando contigo
juntinho de mim,
tão maravilhosa;
eu juro que então
com a rosa eu faria
o mais belo arranjo
que no teu cabelo
seria enlaçado;
e o anel seria,
meu amor, meu anjo,
o mais lindo selo
do nosso noivado.
(Poemas Antigos 013)
Poema bobinho, mas bonitinho, com rimas estranhas (ABCD ABCD).
Coisas antigas...
Se um dia eu pudesse
roubar lá do céu
a mais bela estrela
de todo o universo,
com ela, se desse,
faria um anel,
só para prendê-la
em meu pobre verso.
Um dia eu consigo,
daquele jardim,
pegar uma rosa
ainda em botão;
e, andando contigo
juntinho de mim,
tão maravilhosa;
eu juro que então
com a rosa eu faria
o mais belo arranjo
que no teu cabelo
seria enlaçado;
e o anel seria,
meu amor, meu anjo,
o mais lindo selo
do nosso noivado.
Eis II
Há dois dias, postei aqui um poema chamado "Eis" - que está no link Abrir link - e hoje resolvi fazer um exercício de escrita. Quem quiser, leia o original. Este aqui é o outro ponto de vista, feminino.
** Eis II**
Eis a ti. Meu?
Não... És do mundo. Sou tua,
De corpo e alma, e aqui, nua,
Tua, em todo o meu "Eu".
Eis tu, aqui,
Comigo, dentro, em mim,
Me devorando, prendendo-me, assim,
A ti.
Eis a nós. Nós.
Eis o mundo, que fica lá fora,
Sem outro nem outra, eu e tu, no agora,
A sós.
Eis a ti, senhor
Dos meus anseios e do meu conforto,
Das respostas às dúvidas do meu corpo:
Eis o Amor.
Há dois dias, postei aqui um poema chamado "Eis" - que está no link Abrir link - e hoje resolvi fazer um exercício de escrita. Quem quiser, leia o original. Este aqui é o outro ponto de vista, feminino.
** Eis II**
Eis a ti. Meu?
Não... És do mundo. Sou tua,
De corpo e alma, e aqui, nua,
Tua, em todo o meu "Eu".
Eis tu, aqui,
Comigo, dentro, em mim,
Me devorando, prendendo-me, assim,
A ti.
Eis a nós. Nós.
Eis o mundo, que fica lá fora,
Sem outro nem outra, eu e tu, no agora,
A sós.
Eis a ti, senhor
Dos meus anseios e do meu conforto,
Das respostas às dúvidas do meu corpo:
Eis o Amor.
**Não, não quero**
Ter que olhar no teu rosto que me instiga,
E fingir indiferença e naturalidade,
Para que ninguém te veja em mim mais que uma amiga...
Ter que te abraçar como um velho amigo,
Sem deixar que sintas o calor do meu corpo em chamas
Exigindo a brisa fresca da tua alma-abrigo.
Estar perto desse corpo, que, um dia,
Nos meus devaneios ou em uma outra vida,
Me perdi e me encontrei, e fiz moradia.
Ter que ouvir teu murmurar doce e risonho
Sem me arrepiar e me denunciar,
Nem cruzar a tênue linha entre o possível e o sonho.
Ter você tão perto, e tão fugaz,
Como névoa que me envolve, mas não prende...
Como promessa não cumprida, e audaz.
Ter que te ignorar com tal esmero
Que este amor se dissolva em "como vai?"
Não, não quero.
Ter que olhar no teu rosto que me instiga,
E fingir indiferença e naturalidade,
Para que ninguém te veja em mim mais que uma amiga...
Ter que te abraçar como um velho amigo,
Sem deixar que sintas o calor do meu corpo em chamas
Exigindo a brisa fresca da tua alma-abrigo.
Estar perto desse corpo, que, um dia,
Nos meus devaneios ou em uma outra vida,
Me perdi e me encontrei, e fiz moradia.
Ter que ouvir teu murmurar doce e risonho
Sem me arrepiar e me denunciar,
Nem cruzar a tênue linha entre o possível e o sonho.
Ter você tão perto, e tão fugaz,
Como névoa que me envolve, mas não prende...
Como promessa não cumprida, e audaz.
Ter que te ignorar com tal esmero
Que este amor se dissolva em "como vai?"
Não, não quero.
**Eis**
Eis a ti. Nua.
A espalhar seu corpo em pulsações febris
E a me dizer em movimentos sutis:
"Sou tua".
Sob o lençol,
A marcar meu território com teu cheiro,
E aquecê-lo com teu corpo inteiro:
Meu Sol.
Em sua cama,
Me convida a adentrar seu mundo
E me pede, como a um príncipe vagabundo:
"Me ama".
Perco a linha:
Me entrego, sem medo nem escolha:
Vejo a mim num par de pérolas que me olha.
Eis a ti. Minha.
Eis a ti. Nua.
A espalhar seu corpo em pulsações febris
E a me dizer em movimentos sutis:
"Sou tua".
Sob o lençol,
A marcar meu território com teu cheiro,
E aquecê-lo com teu corpo inteiro:
Meu Sol.
Em sua cama,
Me convida a adentrar seu mundo
E me pede, como a um príncipe vagabundo:
"Me ama".
Perco a linha:
Me entrego, sem medo nem escolha:
Vejo a mim num par de pérolas que me olha.
Eis a ti. Minha.
Poema para quem tem fôlego
(Considerem essa a minha estreia no SEXXXTOU... E espero não decepcionar )
Eu, sentado.
Ela, no meu colo, senta.
Ela, de imediato, sente.
Pele com pele, sem tecidos obstruindo,
Sem barreiras.
Calor do corpo.
Do meu, do seu.
Embaça os óculos - ela os tira
Só precisa me ver
Com os olhos do desejo.
Molhados. Eu, de suor,
Ela, de tesão.
Escorrega, mas encaixa.
Sempre encaixa.
Seus seios, fartos e ofegantes,
Envolvem meu rosto:
Também eu não vejo mais nada,
Só a maciez da tua pele e do teu cheiro.
Sobe um pouco, desce um pouco
De leve devagar cadenciado
Respiração começando a pesar
Como o teu corpo pesando
no meu rígido membro em chamas
Em chamas
Ele se afoga em ti.
Molhado, mas em chamas.
Vai-e-vem, te acariciando por dentro.
Uma serpente a te dar botes e te envenenar.
Meus dedos passeiam de leve
Eriçando seus pêlos e mamilos
Sentindo sua pele se arrepiar
Quase sem tocar.
Escorrega. Prazer demais
Mel demais.
Um pouco mais forte, um pouco mais
Intenso a cada instante.
Não há pressa, mas há urgência
Em beijar teu corpo, e perceber
Teus lábios semi-abertos
Teus olhos semi-fechados.
Minhas mãos não querem parar:
Te leio como se fosse em Braille:
Tua pele cheia de pontinhos arrepiados,
Dizendo: "Me come gostoso"
"Me come, gostoso!"
"Gostoso!"
Me come com os olhos, com a boca em cima em baixo
Me come de todas as formas possíveis.
As palavras vão saindo, à revelia:
Não são mais seios, membro, ânus:
O decoro exige "bunda, cu, pau, peito".
A ocasião exige palavras de gala.
"Foda-se o decoro", penso eu.
"Foda-me gostoso", diz você.
A mesma língua, o mesmo
Vocabulário acadêmico,
Onde imperam os "Ah!s" e "Uh!s".
Meus lábios se incendeiam no teu peito,
Minhas mãos passeiam pela sua bunda,
Meu dedo roça no teu cu.
"Posso?", penso.
E então, sinto você estremecer
Prender a respiração, travar de leve
E sorrir e mexer e me agarrar o pescoço:
"Posso!", penso.
Cabeça para trás, a sentir a minha invasão
Meu dedo atrevido onde não deve
- Ou deve?
A aumentar a velocidade e intensidade
Da montanha-russa de emoções e sentidos.
Mergulhado na intensidade da sua Xana,
Envolvido no aperto do seu rabo
Mordiscando de leve seus biquinhos aguçados,
Me sinto seu e sei que és minha, ao menos agora.
Volúpia. Urgência. Afoita e entregue,
Rebola e arfa, e esfrega, e geme...
Envolvo em minhas mãos os seus cabelos
Seguro sua nuca, puxo pra mim.
Toda pra mim.
Tesão. Insustentável. Incontrolavel.
Interminável.
Sinto suas unhas de afundarem nas minhas costas
E um gemido de gozo e contrair da espinha
E uma travadinha de leve na pelve,
Como a não deixar que eu saia de lá de dentro.
Músculos tesos que se contraem.
Movimentos voltando ao normal,
Mais leves e frouxos e repletos de satisfação.
Olhas para mim com um sorriso bobo:
"Acabou comigo", me diz, sussurrando.
Deixa seu corpo relaxar sobre o meu,
Mas eu, ainda duro e sedento, dedo enfiado lá atrás,
Respondo: Não... Ainda não acabei...
(Considerem essa a minha estreia no SEXXXTOU... E espero não decepcionar )
Eu, sentado.
Ela, no meu colo, senta.
Ela, de imediato, sente.
Pele com pele, sem tecidos obstruindo,
Sem barreiras.
Calor do corpo.
Do meu, do seu.
Embaça os óculos - ela os tira
Só precisa me ver
Com os olhos do desejo.
Molhados. Eu, de suor,
Ela, de tesão.
Escorrega, mas encaixa.
Sempre encaixa.
Seus seios, fartos e ofegantes,
Envolvem meu rosto:
Também eu não vejo mais nada,
Só a maciez da tua pele e do teu cheiro.
Sobe um pouco, desce um pouco
De leve devagar cadenciado
Respiração começando a pesar
Como o teu corpo pesando
no meu rígido membro em chamas
Em chamas
Ele se afoga em ti.
Molhado, mas em chamas.
Vai-e-vem, te acariciando por dentro.
Uma serpente a te dar botes e te envenenar.
Meus dedos passeiam de leve
Eriçando seus pêlos e mamilos
Sentindo sua pele se arrepiar
Quase sem tocar.
Escorrega. Prazer demais
Mel demais.
Um pouco mais forte, um pouco mais
Intenso a cada instante.
Não há pressa, mas há urgência
Em beijar teu corpo, e perceber
Teus lábios semi-abertos
Teus olhos semi-fechados.
Minhas mãos não querem parar:
Te leio como se fosse em Braille:
Tua pele cheia de pontinhos arrepiados,
Dizendo: "Me come gostoso"
"Me come, gostoso!"
"Gostoso!"
Me come com os olhos, com a boca em cima em baixo
Me come de todas as formas possíveis.
As palavras vão saindo, à revelia:
Não são mais seios, membro, ânus:
O decoro exige "bunda, cu, pau, peito".
A ocasião exige palavras de gala.
"Foda-se o decoro", penso eu.
"Foda-me gostoso", diz você.
A mesma língua, o mesmo
Vocabulário acadêmico,
Onde imperam os "Ah!s" e "Uh!s".
Meus lábios se incendeiam no teu peito,
Minhas mãos passeiam pela sua bunda,
Meu dedo roça no teu cu.
"Posso?", penso.
E então, sinto você estremecer
Prender a respiração, travar de leve
E sorrir e mexer e me agarrar o pescoço:
"Posso!", penso.
Cabeça para trás, a sentir a minha invasão
Meu dedo atrevido onde não deve
- Ou deve?
A aumentar a velocidade e intensidade
Da montanha-russa de emoções e sentidos.
Mergulhado na intensidade da sua Xana,
Envolvido no aperto do seu rabo
Mordiscando de leve seus biquinhos aguçados,
Me sinto seu e sei que és minha, ao menos agora.
Volúpia. Urgência. Afoita e entregue,
Rebola e arfa, e esfrega, e geme...
Envolvo em minhas mãos os seus cabelos
Seguro sua nuca, puxo pra mim.
Toda pra mim.
Tesão. Insustentável. Incontrolavel.
Interminável.
Sinto suas unhas de afundarem nas minhas costas
E um gemido de gozo e contrair da espinha
E uma travadinha de leve na pelve,
Como a não deixar que eu saia de lá de dentro.
Músculos tesos que se contraem.
Movimentos voltando ao normal,
Mais leves e frouxos e repletos de satisfação.
Olhas para mim com um sorriso bobo:
"Acabou comigo", me diz, sussurrando.
Deixa seu corpo relaxar sobre o meu,
Mas eu, ainda duro e sedento, dedo enfiado lá atrás,
Respondo: Não... Ainda não acabei...
O Instante
(Micro-conto)
Um instante. A bola caiu na rua.
- Deixa que eu pego!
Um instante. Olhos derrotados pelos dias insones.
Um instante. A enorme jamanta à própria sorte.
Um instante. A bola quicou. A criança pulou e a pegou no ar.
Criança e bola. Ambas pegas em pleno ar.
Um instante, um único instante. Uma vida toda.
(Micro-conto)
Um instante. A bola caiu na rua.
- Deixa que eu pego!
Um instante. Olhos derrotados pelos dias insones.
Um instante. A enorme jamanta à própria sorte.
Um instante. A bola quicou. A criança pulou e a pegou no ar.
Criança e bola. Ambas pegas em pleno ar.
Um instante, um único instante. Uma vida toda.
Reflexão sobre a vida feita numa madrugada qualquer
(Poemas Antigos 012)
É um poema com estrutura de soneto, rasgado ao meio por devaneios e explicações. Tudo devidamente rimado, apesar da fluidez da estrofe que se enfiou ali, no meio...
Desejais que todos os homens fossem irmãos,
E que a paz fosse possível? Desejais
Que não mais houvessem mortes pelas mãos,
E que, enfim, todos nós fôssemos iguais?
Desejais que as Guerras fossem pela Paz,
Pela conversão das meretrizes, dos Pagãos;
Que fôssemos livres, felizes, Cristãos?
Desejais muito; desejais demais.
. A vida não nos dá a chance, por menor que possamos ser,
. De entrar e invadir os seus domínios, É ela quem
. Nos guia; e não adianta nem pensar em querer
. Digladiar contra o que nos é mais forte: Estamos sem
. chance alguma - mal nos sustentamos sobre os pés.
. Quem sois Vós, para achar-vos mais importante
. Que a própria vida, que nos sopra? Quem sois? Quem És?
. Sois por ventura Deus? Nada sois; sois da vida um breve infante.
Desejais o que não vos é permitido sonhar:
Eis vosso ignominioso pecado.
Desejais tudo, quando apenas deveriam desejar
Viver, sem almejar ser salvo ou condenado:
Nada tendes a fazer, a não ser esperar
E viver, ao vosso jeito, seja ele certo ou errado.
(Poemas Antigos 012)
É um poema com estrutura de soneto, rasgado ao meio por devaneios e explicações. Tudo devidamente rimado, apesar da fluidez da estrofe que se enfiou ali, no meio...
Desejais que todos os homens fossem irmãos,
E que a paz fosse possível? Desejais
Que não mais houvessem mortes pelas mãos,
E que, enfim, todos nós fôssemos iguais?
Desejais que as Guerras fossem pela Paz,
Pela conversão das meretrizes, dos Pagãos;
Que fôssemos livres, felizes, Cristãos?
Desejais muito; desejais demais.
. A vida não nos dá a chance, por menor que possamos ser,
. De entrar e invadir os seus domínios, É ela quem
. Nos guia; e não adianta nem pensar em querer
. Digladiar contra o que nos é mais forte: Estamos sem
. chance alguma - mal nos sustentamos sobre os pés.
. Quem sois Vós, para achar-vos mais importante
. Que a própria vida, que nos sopra? Quem sois? Quem És?
. Sois por ventura Deus? Nada sois; sois da vida um breve infante.
Desejais o que não vos é permitido sonhar:
Eis vosso ignominioso pecado.
Desejais tudo, quando apenas deveriam desejar
Viver, sem almejar ser salvo ou condenado:
Nada tendes a fazer, a não ser esperar
E viver, ao vosso jeito, seja ele certo ou errado.
Em algum lugar
Nos meus sonhos, minha vida é apenas
Uma varanda florida, com pouca brisa,
Um café criando nuvens no espaço,
E uma viola sussurrando notas amadeiradas.
Nestes sonhos, o tempo tem uma cadeira
De balanço, vai-e-vem, e o sussurro
De uma folha estalando sob o sol
O embala enquanto cai - pra lá, pra cá...
Nos meus sonhos, sou feliz, e é por saber
Que a paz e a tranquilidade reinam
Que há hora para tudo, e nada resta
Inacabado, adiado ou imperfeito.
Sou feliz, porque sinto a claridade
Dos teus olhos a me olhar e a sorrir
Em francas gargalhadas e satisfação
Em doces carinhos nas costas das mãos...
Ah, mas na vida... Os dias não são leves;
São notas breves de um tempo que se perdeu
Entre amores não vividos e tristonhos; nos meus sonhos
Sou teu.
Nos meus sonhos, minha vida é apenas
Uma varanda florida, com pouca brisa,
Um café criando nuvens no espaço,
E uma viola sussurrando notas amadeiradas.
Nestes sonhos, o tempo tem uma cadeira
De balanço, vai-e-vem, e o sussurro
De uma folha estalando sob o sol
O embala enquanto cai - pra lá, pra cá...
Nos meus sonhos, sou feliz, e é por saber
Que a paz e a tranquilidade reinam
Que há hora para tudo, e nada resta
Inacabado, adiado ou imperfeito.
Sou feliz, porque sinto a claridade
Dos teus olhos a me olhar e a sorrir
Em francas gargalhadas e satisfação
Em doces carinhos nas costas das mãos...
Ah, mas na vida... Os dias não são leves;
São notas breves de um tempo que se perdeu
Entre amores não vividos e tristonhos; nos meus sonhos
Sou teu.