E aí, pessoal, que estão achando do Litverso?
Já dá pelo menos pra gente brincar um pouco?
Muita coisa pra arrumar, mas acho que está com uma carinha legal, né?
#Desafio 215
*Letras arcaicas*
Em letras arcaicas,
a lápis ou caneta,
escrevo algumas palavras
sem teclas.
Palavras secretas
que Wi-Fi não entrega,
marcações discretas
neste caderno,
em linhas retas.
Escrevo…
e, neste texto,
não me desvio…
é o pensamento, afinco,
neste singelo poema
que dedico
a um dia inteiro
de saudades,
sem você.
MarU
António Nobre foi um dos grandes poetas portugueses do século XIX. Sua obra é marcada pela melancolia e pela reflexão sobre a solidão, a morte e o tempo. Com uma poesia intimista e profundamente lírica, Nobre mergulha na saudade e nas questões existenciais, tornando-se uma voz única da literatura portuguesa.
Só: <a href="https://www.literunico.com.br/books/1087">Aqui!</a>
#AntónioNobre #PoesiaPortuguesa #Literatura #Literunico
~§~
Querubim
quero-te bem
lambuzar-me
seu mel.
Maçã de teu rosto
meu pecado,
és chave do céu.
...
Quero ter ti,
quero a ti.
Da flecha o olhar
em alvo teu serei.
Teu corpo e formas,
nuvens voluptusas,
doce éden és,
...
Quero ouvir, quero ver.
Quero que queiras
querendo o querer.
Olimpo, divindade,
bela és banquete de rei.
Quero enfim o sim .
~§~
JJr.
Escrever é se reescrever em uma linguagem que só o autor entende. Quem lê acessa apenas fragmentos e reflete a partir do próprio olhar.
Será que algum leitor já conseguiu compreender o todo?
Acho que cada um lê, de acordo com a sua própria percepção e a perspectiva muda de leitor a leitor. Como se o texto fosse uma passagem para multiversos distintos, na cabeça de cada leitor é um, mas talvez, alguns, pouquíssimos… consigam cair no mesmo multiverso do autor. 🙃
Novidades!!! Mais um conto fabuloso disponível...
“Cadê o buraco do tatu?”
Uma aventura marcada pela curiosidade, pela amizade e pelos segredos guardados pela floresta.
👉 Até onde a curiosidade pode nos levar?
Venha descobrir esse novo capítulo da coletânea A Floresta: Contos fabulosos.
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#Desafio 214
*Poderia*
Poderia escrever
um poema
de tirar o fôlego,
só para descrever
os segredos
que escondo.
Poderia comportar,
em versos,
todo o universo
que tenho em mente,
descrevendo o trajeto
para você, propositalmente.
Poderia reunir,
em textos,
todo amor
e alegria,
e descreveria,
trecho a trecho,
para guiar a leitura
ao sentimento
que contagia.
Poderia…
mas, em vez disso,
te ofereço muito mais:
te ofereço um (a)mar
dentro de mim,
te ofereço o infinito,
em meu próprio coração.
Por sentir além do texto,
em cada trecho…
te escrevo em mim,
desaguando em emoção.
MarU
Alguns de vocês já sabiam que a gente tava passando por um processo de investigação, com muitos exames sendo feitos, muitas idas ao veterinário.
Infelizmente o resultado de tudo foi um carcinoma primário no pulmão do Django. Optamos por um tratamento mais conservador, em casa, com um medicamento. Porém, além do valor do medicamento ser caro, ser necessário pelo resto da vida dele, vamos precisar de um constante controle com exames mensais.
Por isso pra conseguirmos começar isso, abrimos uma nova vakinha. Quem puder ajudar, mesmo que só na divulgação, agradecemos muito.
O link da vakinha está na minha bio.
#Desafio 226
#🅢🅔🅧🅧🅧🅣🅞🅤
BEIJOS QUE FAZEM SENTIDOS
Visão
Tua boca… se aproxima.
Se aproxima.
Meus olhos… ardem.
Ardem de te ver.
Teu lábio inferior, carnudo,
brilha, fruta proibida.
A distância entre nós:
um fio.
Fio que vibra,
fio que arrebenta.
Quando rompe,
meu corpo já não é o mesmo.
Nunca mais.
Olfato
O cheiro da tua pele… me invade.
Invade antes do toque.
Calor.
Suor.
Traço de pele queimada pelo desejo.
Selvagem.
Teu.
Convite.
Ameaça.
Eu respiro… e já é demais.
Tato
Então… o toque.
Minha pele… arrepia.
Cada poro… pede mais.
Meus seios reagem antes de mim,
rígidos, apontando,
sabendo.
Sabendo onde tua mão
ou tua língua
vão chegar.
Respiro.
Sinto.
Entrego.
Ondas.
Ondas que explodem.
Paladar
Te provo.
Sal.
Noite.
Promessa… de perdição.
Tua língua brinca.
Comanda.
Invade.
Retira.
Retorna.
Invade de novo.
Fode minha boca que responde,
avida,
rebola,
sempre contra a tua.
Audição
O som… é explícito:
molhado, urgente.
Ahhh…
Ahhh…
Gemidos…
escorrem
entre teus dentes.
A umidade escorre,
escandalosa,
denuncia minha fome.
A pressão aumenta.
Aumenta.
Tuas mãos prendem minha nuca.
Teu corpo… cola no meu.
Sabor profundo.
Mais sujo.
Mais nosso.
Tua língua… me toma inteira.
Teu beijo… me engole.
Me engole.
Sem piedade.
Me arqueio.
Me entrego.
Gozo.
Antes… do fim.
Gozo… na tua boca.
No som.
No gosto.
No toque.
No cheiro.
Na visão… de ti.
E percebo, arfando,
que todo o meu corpo
agora é teu idioma.
Meu idioma.
Cr💞s Ribeiro