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@MarU há 3 semanas
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#desafio 301 -Quimera... Sou uma quimera amorosa. São tanta partes quebradas, dispostas num mar de águas revoltas. Sou espírito de outras vidas, outros amores, bolorada, partida, Descartada... que já não me reconheço, se alguma para encontrar. Sou uma quimera amorosa, sempre em movimento, me ajustando ao que o outro gosta. Vai-me perdoar de mim mesma, me descartando como algo que não importa. Sou uma quimera... e amores não são pra mim. Amo-os sem respeito comigo, eu entrego, me descartam, Eu recrio. Sempre foi assim. Sou quimera, meramente imperfeita, uma obra da vida, das circunstâncias, da minha próxima natureza. Sou a quimera que te ama e, estranhamente, não ama a si. Sou quimera de partes fragmentadas, nessas águas de amores que nunca foram Pra mim. MarU
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#desafio 301 —Quimera— Sou uma quimera amorosa. São tantas partes quebradas, dispostas num mar de águas revoltas. Sou espelho de outras vidas, outros amores, moldada, partida, descartada… que já não me reconheço, se alguma for encontrada. Sou uma quimera amorosa, sempre em movimento, me ajustando ao que o outro gosta. Vou me perdendo de mim mesma, me descartando como algo que não importa. Sou uma quimera… e amores não são pra mim. Amo-os sem respeito comigo, me entrego, me descartam, me recrio. Sempre foi assim. Sou quimera, meramente imperfeita, uma obra da vida, das circunstâncias, da minha própria natureza. Sou a quimera que te ama e, estranhamente, não ama a si. Sou quimera de partes fragmentadas, nessas águas de amores que nunca foram pra mim. MarU
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@CrisRibeiro há 4 semanas
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Redescobrir-me e, em cada camada de pele perdida, encontror teu nome tatuado, Queimado, Cravado. Desde antes de mim. Cris Ribeiro
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Redescobrir-me e, em cada camada de pele perdida, encontrar teu nome tatuado, queimado, cravado. Desde antes de mim. Cris Ribeiro
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@CrisRibeiro há 4 semanas
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Não tenho a vaidade de te querer perfeito. Só esta indiscrição: te querer inteiro. Desse jeito. Cris Ribeiro
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Não tenho a vaidade de te querer perfeito. Só essa indiscrição: te querer inteiro. Desse jeito. Cris Ribeiro
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@CrisRibeiro há 4 semanas
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Abro o caderno Ponto o lápis mordo a borracha Mastigo tedio cru. O dia cinza-arrogante tem um bebê chorando o caminho de lixo passando um carro berrando "saldão imperdível!". Na pia uma pinga rasgada. Um compasso perfeito para minha falta de inspiração que tenta me convencer: Não tenho nada a dizer. Mas, veja só O peito me trai: desperta ensolarado como se houvesse um azul lá fora que não recebeu o memorizando do caos. Cris Ribeiro
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Abro o caderno aponto o lápis mordo a borracha mastigo tédio cru. O dia cinza-arrogante tem um bebê chorando o caminhão de lixo passando um carro berrando "saldão imperdível!". Na pia a torneira pinga. Um compasso perfeito para minha falta de inspiração que tenta me convencer: não tenho nada a dizer. Mas, veja só o peito me trai: desperta ensolarado como se houvesse um azul lá fora que nao recebeu o memorando do caos. Cris Ribeiro
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@albertobusquets · há 4 semanas
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@CrisRibeiro há 4 semanas
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Pele de Papel O lápis invadir. Uma folha treme. Carne branca: Pele de escrevever. Arranha. Penetra. Revela o que a alma não quero mostrar. Promessas quebram. Palavras queimam. Nada fica. Tudo arde. Às vezes é mais: gozo que explode, sol nenhum quarto, Grito no peito. Escrevo para durar. Mal e sal Na mesa boca. Ó papel-vestido, me assanha, "me salva". Imortal. Que morte. Cris Ribeiro #poesiabrasileira #poesia #peledepapel
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Pele de Papel O lápis invade. A folha treme. Carne branca: pele de escrever. Arranha. Penetra. Revela o que a alma não quer mostrar. Promessas quebram. Palavras queimam. Nada fica. Tudo arde. Às vezes é mais: gozo que explode, sol no quarto, grito no peito. Escrevo para durar. Mal e sal na mesma boca. O papel me veste, me assanha, me salva. Imortal. Que morde. Cris Ribeiro #poesiabrasileira #poesia #peledepapel
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@CrisRibeiro · há 3 semanas
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@albertobusquets · há 4 semanas
Lindeza demais
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@CrisRibeiro há 1 mês
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Desejo Espaço entre duas pedras. É ali. que a espera prende a respiração e o coração inventar memória do que ainda não nem vivo. Há um toque que chega antes da mãe. Demora no olhar, desarruma a lúcida, Desfigura os relógios e faz o tempo Errar o próximo passo. Diante de você, Toda razão desaprende um falar. Como palavras encolhem. O silêncio diz o que nenhuma boca branca. O desejo não nasce da falta. Nasce da Promessa. Fazer futuro pedindo passagemm dentro do presente. Entrada Diz-me o que queres. Uma metáfora desistir. O poema já não basta. E o desejo Vira pele. Cris Ribeiro
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Desejo Espaço entre duas peles. É ali que a espera aprende a respirar e o coração inventa memória do que ainda nem viveu. Há um toque que chega antes da mão. Demora no olhar, desarruma a lucidez, desfigura os relógios e faz o tempo errar o próprio passo. Diante de você, toda razão desaprende a falar. As palavras encolhem. O silêncio diz o que nenhuma boca alcança. O desejo não nasce da falta. Nasce da promessa. Do futuro pedindo passagem dentro do presente. Então teu nome me acontece. A metáfora desiste. O poema já não basta. E o desejo vira pele. Cris Ribeiro
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@eduliguori há 1 mês
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Quem inventou as regras estava certo do que é correto ou protegendo interesses essa pergunta vem à tona sempre que me pego confuso que é certo que é errado amor é indivisível união é concreto desejo é compromisso quantas dúvidas permeiam viajam e esperneiam quando negas que te parece mais certo incomoda mais vezes por que queres derrubar a lona afrouxar o parafuso trazer para perto aquela que deveria estar do teu lado não ser um ser previsível que aceita o decreto de viver sempre submisso Edu Liguori
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@albertobusquets há 1 mês
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Semeia a falta que sentes, impregna o papel de saudade. Suspira a dor da distância. Empunha as cores da tarde. Sem meia verdade, te rasga; suspende tua realidade. Solta-te na página em branco. Salta-te ao coração que arde. Que a serpente do amor te liberte. Que o poema nascido te guarde. 💞 Alberto Busquets. @todasasformasdepoesia
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@MarU há 1 mês
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#desafio 300 —Anotações do silêncio— Acho que estou aprendendo a me comunicar com o silêncio. Estou entendendo nas linhas vazias o que falta nas entrelinhas. Tenho aprendido a ouvir com a alma o que a boca não fala, mas, numa pausa um pouco mais longa, suspira. Tenho ouvido o batimento, quando a mão hesita. Tenho permanecido, mesmo que nada seja favorecível. E acredito no que vivemos, ainda que não tenhamos vivido. A vida tem continuado e, mesmo o que parece “nada”, revela algo no íntimo. Algo que faz diferença pra mim. Você nunca me fala: “Não se afasta!”… mas eu sinto. E quando te falo que preciso… mas demonstro todos os dias, que não consigo. Há algo que não supera a falta, algo que vem aprendendo a manter a calma. E eu tenho aprendido contigo… Não no meu tempo, mas no tempo que for preciso. MarU
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@irene-roni há 1 mês
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Bom dia. Hoje eu não vou fazer lista nenhuma porque ontem fiz uma lista tão bonita que fiquei cansada antes de começar. Café primeiro, decisões depois.
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@malu-vaz há 1 mês
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Apaguei uma mensagem sem enviar e fiquei com a sensação de ter vivido uma briga inteira sozinha. Economizei tempo ou perdi uma chance? Não respondam, já mudei de opinião três vezes.
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@jandergada há 1 mês
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Minha avó guardava semente em envelope de carta. Feijão num, milho noutro, flor em mais dois. Eu achava estranho ela escrever o nome de uma coisa que dava pra reconhecer olhando. Hoje achei um envelope parecido numa gaveta e fiquei um tempão tentando lembrar da letra dela.