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Publicações de pessoas, em ordem cronológica
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@deivesferraz há 7 meses
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Boa tarde, pessoal 😊 Meu conto Murmúrios do Bosque foi bloqueado no site Amazônico. Mas o que ele mais quer é ser lido. Por isso estou deixando até o fim do mês gratuito na aba de criações pra quem gosta de um terror pesadão. Não esqueça de deixar seu parecer, por favor 😁 https://literunico.com.br/creations/369
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@ariazenite há 7 meses
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Bom dia belos mortais, Segue a playlist de Tudo acaba em Pizza pro seu dia começar bem animado. https://open.spotify.com/playlist/7wYuOSy6VoZHAxZVDXUcYa?si=TlY3hhT8TRq-iKNG9IZuxw&pi=suqI1i5uRNams
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@marcoshmartinsescritor há 7 meses
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CRIS E MIRNA “A menina baixou os olhos. — Cris sempre me tratou bem, aliás, ela cuidou de mim em todas as horas que precisei. Rehna passou a mão carinhosamente pelo rosto de Mirna e levantou o queixo dela, para olhá-la nos olhos: — E eu serei eternamente grata a ela por isso. E vou colocá-la em minhas orações, certo?”* *Trecho de Atlantis, A Profecia, Livro 1: Ascensão. Cris e Mirna são personagens da saga Atlantis, A Profecia. Venha conhecer suas jornadas através deste universo fantástico. O livro físico está disponível aqui, na loja da Literúnico e o e-book na Amazon.
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@edsonbas há 7 meses
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Cheguei tarde. Muito tarde. A rua já estava deserta e o porteiro cochilava com a TV ligada passando um daqueles programas que mostram festas de gente rica ou de suas empresas. Continuei até o elevador. Ainda estava quebrado. Cinco andares. Dez lances de escada. Cinquenta degraus. Ainda não sou um idoso, mas também não sou mais um menino. Abri a porta, entrei e sentei no sofá. Fiquei alí por mais ou menos meia hora. Cansado, suado e com dores pelo corpo. Sempre achei que faltavam quadros nas minhas paredes. Queria ter plantas também, mas nunca deu certo. Tudo acaba morrendo. Não consigo cuidar. Como cuidar de coisas se não estou conseguindo cuidar nem de mim mesmo? O dia-a-dia tem sido muito maquinal, mecânico. Não me sinto mais um ser vivo, nem um robô. Menos que um robô, me tornei um autômato. Sempre a mesma rotina. Esqueci o que sou, o que sinto e o que tenho. Pensei que seria bom tomar um banho. Me levantei e fui para o banheiro. Tomei. Foi bom. O banho quente ajudou a relaxar o corpo e a diminuir as dores. Me acalmei e a cabeça começou a funcionar melhor, com mais clareza. E a pensar com menos pessimismo. Como estava com fome, fui para a cozinha preparar alguma coisa para comer. Fazer a própria comida é um tipo de terapia também. Descascar, cortar, temperar, esperar o tempo que cada ingrediente leva para cozinhar. E leva muito tempo. O bastante para pensar. Ah! Se eu tivesse todo esse tempo… Tinha que acordar cedo de novo. Fiz um Miojo.
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@edsonbas há 7 meses
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Na época da minha adolescência, quando iam chegando as eleições, as campanhas dos candidatos eram bem diferentes, eles distribuíam todo tipo de brinde: camisas, canetas, lixas de unha, bonés etc. Além disso, davam festinhas nos comitês de campanha com salgadinhos, refrigerante, música e muito bate-papo. O social, a interação, vinha em primeiro lugar. Outro tipo de evento que a gente gostava muito eram os showmícios: shows de cantores famosos, contratados por um candidato, que fazia um discurso e depois chamava os artistas para o palco. O show começava e, entre uma música e outra, sempre vinha um agradecimento ao candidato que estava patrocinando, um reforço ao número dele e um pedido para voltar nele. Agora não pode mais, é crime. A gente era adolescente e ainda não votava, mas aproveitava as festinhas e os shows. Dava para fazer novas amizades e conhecer umas meninas da nossa idade. Às vezes já rolava um beijo no comitê mesmo, outras só depois, no showmício. Era tão bom que a gente saía pelas ruas vestindo as camisas com os nomes e os números dos candidatos como se fossem abadás, carregava bandeiras e colava adesivos para todo lado. Verdadeiros cabos eleitorais, só que de graça, ou quase, nosso pagamento era em salgadinhos e refrigerantes. Muito barato para eles. As camisas viraram pijamas e, depois, panos de limpeza. As canetas foram de grande utilidade para a gente no colégio, para os pais no trabalho e em casa, para deixar junto com o bloquinho de anotações do lado do telefone. Os bonés eram muito feios e, por isso, a gente não usava nem na campanha. As lixas de unha foram tantas que, até hoje, 30 anos depois, minha mãe ainda tem um monte delas presas com um elástico de dinheiro, e olha que ela usa, está sempre puxando mais uma quando a anterior acaba. As festinhas ainda existem, não participo mais, mas ouço falar que agora rola até churrasco. Os showmícios ficaram só nas lembranças. Já as amizades, muitas ainda duram até hoje.
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@ariazenite há 7 meses
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Amo o fato de poder escrever textão no feed do Literunico. A maioria das plataformas tem limitação de caracteres, mas aqui a gente pode assumir a skin de faladeira à vontade.
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@edsonbas há 7 meses
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Enquanto arrumamos as malas para partir, para ir, vamos, também, escolhendo o que queremos levar, o que vai nos trazer lembranças do lar, e, ao mesmo tempo, vamos nos despedindo de tudo o que não vai dar para levar, o que só vai caber na memória. Nunca tem espaço suficiente para tudo nas malas. Onde quer que a gente vá, tem que levar uma bagagem bem grande, dentro das malas e dentro da gente. Tem coisas que a gente não quer levar, mas não consegue deixar para trás. Também não dá para deixar nos lugares por onde passamos, como se tivesse esquecido por lá. Às vezes a vontade é essa, mas é impossível. Essas coisas vão nos acompanhar sempre. Para onde quer que a gente vá. Na hora de retornar, vamos juntando as coisas novas, o que queremos trazer de lá, lembranças daquele lugar onde ficamos por algum tempo, ao mesmo tempo vamos nos lembrando de casa enquanto juntamos tudo o que veio e precisa voltar. Temos que apertar um pouco aqui, espremer um pouco alí, senão não cabem todas as coisas. As malas e o nosso interior voltam mais cheios. Apesar disso, parecem mais leves. É como se o peso extra ficasse no outro prato da balança da vida da gente. O que já carregamos sempre, para onde quer que vamos, parece ficar mais leve na volta.
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@ariazenite há 7 meses
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Toda vez que eu entro aqui eu tenho que me ambientar com as novidades. Mas agora são tantas novidades que eu tô impressionada. Tem até um sistema de gameficação 😲 Adoro isso!
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@ariazenite · há 7 meses
Tô me sentindo especial agora. Tô mó animada pra fazer vários pontos. 💃
@literunico · há 7 meses
Foi inspirado em comentários seus!
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@edsonbas há 7 meses
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A lembrança que eu tenho da fazenda que eu visitava na minha infância é muito melhor que a fazenda que eu visitava na minha infância.
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@ariazenite · há 7 meses
Sim, perfeitamente 😆
@edsonbas · há 7 meses
@ariazenite então você me entende.
@ariazenite · há 7 meses
Eu tô lendo isso enquanto eu visito meus pais no sítio..que tb é o sítio que visitava os meus avós na infancia.
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@eduliguori há 7 meses
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Mascando um chiclete faço doer a mandíbula pensamento masoquista que tortura minha mente doentia o tempo passou e aparentemente nada mais faz sentido sou hoje julgado e criticado como se não houvesse contribuído cegos, estamos cegos? não queremos ver? não podemos ver? de príncipe reinante a mero roto malfalado num movimento de marolas chegamos a praia mortos nas areias quentes hoje nos enterram um vulcão adormecido despertou a sua fúria lava incandescente que jorra pujante a nossa frente os ossos enterrados serão cozidos e cremados deste carbono passado surgirá quem sabe uma ilha nesta nova natureza o sol fará nascer uma goma ...de mascar até doer uma nova mandíbula Edu Liguori
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@edsonbas há 7 meses
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Sonhei com Clarice (para Clarice Lispector) Acordei assustado de novo. Daquele jeito que a gente acorda quando sonha que está caindo de um prédio. O corpo deu um salto e caiu novamente na cama. Estava muito escuro, só um amarelado que vinha da luz do poste lá fora interrompia um pouco a escuridão. Olhei para o lado, no relógio já era madrugada. A manhã estava distante. Amanhã estava distante. Virei para um lado e para o outro da cama por incontáveis vezes, mas não consegui pegar no sono novamente. Fiquei pensando na vida, na passada e na presente. Pensei principalmente nela. Sim, nela! Sonhei com ela novamente. Nunca a esqueci. Nunca! Quase uma vida juntos, mesmo estando separados. Tínhamos, e continuamos tendo, uma relação muito íntima, do "de dentro" dela para o meu "de dentro". Muito de mim é ela. Mas do meu jeito. Às vezes acho que, na verdade, sou eu mesmo, mas do jeito dela. Quis ir à cozinha tomar um café. Era requentado, mas iria servir. Não consegui me levantar. Meu corpo não respondia. Toda vez que sonho com ela é a mesma coisa. Fico estático, imóvel. Engessado. Mas a cabeça a mil. Fervilhando de ideias, sem ter como tirá-las de lá. Se conseguisse me mexer, pegaria uma caneta e pronto. Com muito custo e suor frio consigo. A caneta funciona como um canudo com o qual eu sugo minha mente. O volume é tão grande que me engasgo, tenho uma crise de tosse e regurgito um pedaço dela.
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@edsonbas há 7 meses
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[Relato encontrado em um dispositivo primitivo] Os insetos ficaram gigantescos e dominaram o mundo. Suas sociedades são perfeitamente hierarquizadas, cada um tem uma incumbência muito bem definida. Os louva-a-deus desenvolveram uma preferência pela carne humana, especialmente as cabeças. É muito difícil fugir, eles correm, pulam e voam, e quando te pegam, arrancam a cabeça e comem a carne, deixando no chão nossos restos mortais. Baratas e formigas vêm logo comê-los. Vivemos nos escondendo e fugindo. Tivemos que nos tornar veganos, pois não há mais boi, porco ou frango disponíveis para comer. Dividimos os alimentos de origem vegetal com gafanhotos, joaninhas e lagartas. Ainda não conseguimos nos acostumar a andar nús. As nossas roupas acabaram. Enrolamos uma folha em volta da cintura e a amarramos com um pedaço de cipó. Nos tornamos versões apocalípticas de Adão e Eva, não somos o início, mas o fim. Ainda tenho o meu smartphone. Hoje abri o aplicativo de texto e estou escrevendo sobre o que estamos passando, mas a bateria está quase…
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@literunico há 7 meses
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@MultiuniversoFK há 7 meses
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Poema na Liga dos Sete - Facebook. Amanhã será melhor A vida adulta não é um mar de rosas, é um oceano que muda de humor Acordo cedo, mesmo cansado, o corpo reclama, a mente não quer ir Há dias em que o corpo navega em águas calmas, mas na maior parte do tempo Se vê ondas altas batendo no casco de um barco remendado às pressas com fé, cansaço e vontade A vida adulta não espera, quando o relógio insiste em seguir Carrego nas costas pedras que a vida despeja no convés Responsabilidades, prazos, cobranças, a casa que precisa de cuidados A família que precisa de colo, o trabalho que exige resultados, o estudo que pede mais horas, do que o corpo pode suportar O coração vai criando calos, porque ninguém avisou, que crescer é engolir sapos Com um sorriso treinado no espelho, e fingir que tudo está bem Mesmo quando o peito está cheio, o rosto precisa permanecer ensolarado Quando tudo pesa demais, não tem porto, nem farol, nem sopro de vento que alivie Mesmo parado com o barco encalhado na areia, vendo o tempo subir com a maré Enquanto as forças baixam, após engolir sapos como quem engole a própria tempestade Fica na esperança de tampar o sol com a peneira, tentando acreditar Que o amanhã vai ser mais leve, que o medo diminui, que o peso se desfaz Que a luz continua ali brilhando fortemente, mesmo quando a nuvem escura cobre o céu Com dias de chuva miúda, em que o cansaço apenas aperta devagar Outros vêm como tornados, levando o ânimo pelos ares Deixando apenas as ruínas por dentro, arrancando telhas de um coração E rachando paredes da paciência. Os dias, em que as pedras nas costas pesam demais, Prendem os passos, atravancam caminhos E fico parado enquanto o tempo passa Observando o mundo girar, sem força para girar junto E nessas horas, a vontade de continuar diminui, A esperança balança, o cansaço vence por instantes E o silêncio fala mais alto Do que qualquer grito engolido Mas no fim da noite, por mais doída que tenha sido a navegação, Sempre surge um sussurro dentro de mim: “Segura firme, Amanhã talvez o mar acalme, o sol irá furar as nuvens, a chuva irá vier brisa, e a vida vai ser menos pesada. Respira. Amanhã… Amanhã talvez seja melhor o dia.” Franthesca Kally