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Publicações de pessoas, em ordem cronológica
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@chico-viana-lwd0u há 10 meses
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A BELA E FERA Filmes como “King Kong” despertam a criança adormecida em cada um de nós. Retornamos à infância naqueles instantes mágicos em que a tela exibe aventuras impossíveis. Elas podem ser de bruxos, cavaleiros medievais, seres intergalácticos, monstros pré-históricos, enfim, é extremamente variado o acervo desses entes fabulosos, que nos causam fascínio e medo. Diante deles regredimos à nossa desprotegida inocência e encontramos nisso um tipo especial de prazer. Esse prazer deriva da catarse, termo com que Aristóteles designa a liberação de tensões mentais. A catarse é uma purificação racional das emoções. Ela ocorre quando constatamos, por exemplo, que estamos imunes aos acontecimentos horríveis que se passam num palco, num livro ou numa tela de cinema. Vivenciamos como espectadores dramas e tragédias, e saímos da experiência incólumes. Aliviados. O alívio que experimentamos em King Kong vem de um simbolismo mais ou menos óbvio: o gorilão é a porção instintiva de cada um de nós. Vampiros como Drácula ou monstros como Frankenstein, nascido em laboratório, são produtos de cérebros torturados. Refletem um dilema ético. King Kong não é “construído”, não resulta de nenhuma perversão mental. É pura força da natureza. Seu urro prodigioso é um eco de nossos impulsos ancestrais. Ele não tem bondade nem maldade – tem desejo. E tem também sensibilidade estética, a ponto de se comover com a loura de beleza angelical que lhe fora oferecida em sacrifício. Ela o seduz com poses e trejeitos engraçados, e o desperta para a beleza do crepúsculo. Tal como ocorre entre homem e mulher, envolve-o num jogo poético de sedução. O único defeito do filme é o exagero de monstros pré-históricos, como se quisesse fazer concorrência a “Parque dos Dinossauros”. A despeito disso, ele comove e encanta ao contar a velha história do sacrifício por amor. Ou da bela que domina a fera.
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@chico-viana-lwd0u há 10 meses
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A BATERIA Semana passada a bateria do meu carro pifou. Como eu estava no subsolo de uma agência bancária, tive que ligar para o seguro a fim de solicitar um mecânico. Uns 30 minutos depois o rapaz veio, examinou o artefato avariado e o condenou. - Aqui só outra. - E agora? Onde posso mandar buscar uma? - O senhor liga para a loja Tal - e me passou o telefone. Quando eu lhe pedi uma sugestão de marca, ele me perguntou se eu pretendia vender o carro. - Não. Por quê? - Se for vender compre esta, que é mais barata (e me indicou o nome). Agora, se for ficar com o carro por mais um tempo, leve esta (citou outro nome). É um pouco cara, porém bem mais econômica e difícil de quebrar. Duvido que deixe o senhor no prego. Escolhi a segunda, pois não pretendia tão cedo vender o automóvel. Bateria instalada, voltei para casa pensando na alternativa que o mecânico tinha me apresentado. A escolha fora fácil pois, como disse, o carro ainda iria ficar comigo por um bom tempo. Mas... e se eu fosse me desfazer dele? Qual das marcas teria escolhido? Comecei a pensar nisso e senti um arrepio. A pergunta do rapaz tinha implicações profundas; envolvia um dilema moral. Pensei em Kant, que fundamenta sua ética na máxima: “Não faças a outrem o que não queres que te façam.” Se eu escolhesse a bateria mais barata e dispendiosa, que além disso podia quebrar, estaria fazendo a outrem (o eventual comprador do meu carro) o que não queria que me fizessem. O curioso foi a maneira objetiva, prática, direta, com que o mecânico me fizera a pergunta. Não havia hesitação nem escrúpulo, como se a proposta fosse muito natural. Ele sempre devia apresentar essa opção aos clientes. Alguns até lhe dariam uma gorjeta pela dica, mesmo que isso reduzisse a vantagem obtida com a escolha do produto ruim. O importante era o pequeno lucro imediato, acrescido do indizível prazer de enganar o outro. Pois esse tipo de escolha não vale só pelo dinheiro; vale também (ou sobretudo) pela sensação de ter sido esperto. Já chegando em casa, me dei conta de que a sugestão do rapaz diz muito de nós. No trabalho, no comércio, na política e mesmo nas relações interpessoais, nos comportamos como o sujeito que passa a bateria ruim sem considerar o que isso pode trazer para o outro. Tudo fica ótimo até o momento em que somos nós esse outro. E quando nosso carro quebra no meio de uma viagem noturna e ficamos com a família ao relento, protestamos contra o egoísmo do ser humano e lamentamos pertencer a espécie tão mesquinha. Esquecemo-nos de que dela fazemos parte e não raro somos nós a protagonizar a trapaça. Talvez seja por isso que este carrão chamado Brasil não anda - ou anda muito desigual. Falta em sua “bateria” a corrente do interesse pelo bem comum. Somos antikantianos por atavismo e convicção, fazendo sempre que possível aos outros o que nunca desejamos para nós.
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@chico-viana-lwd0u há 10 meses
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O COLECIONADOR DE PALAVRAS O hábito começou muito cedo. Dizia papá e mamã com um prazer especial em jogar com as sílabas. Pa... pá, mã... mã – os sons iam e voltavam até que ele os guardava para depois, quando quisesse, brincar de novo. Com o tempo foi juntando outros fonemas (bu... bu, pi... pi, ta... ta). Um dia teve febre e ouviu dodói; enamorou-se da palavra e ficou repetindo-a em seu delírio. Cresceu e foi refinando as escolhas. Agora prestava atenção não apenas aos sons, mas também ao casamento que havia entre eles e o sentido. Às vezes a união lhe parecia perfeita, como em croque (sentia o atrito de um fonema no outro), bafo (a palavra terminava num sopro) ou empecilho (pronunciar essa foi um obstáculo que venceu a duras penas). Noutras vezes, achava que palavra e som eram como estranhos. Erisipela, por exemplo. Ficaria bem para designar um metal precioso (“Usava um colar de erisipela legítima”), mas não para indicar uma doença. O mesmo se diga de faniquito, que mais parecia nome de passarinho (“Na manhã ensolarada, faniquitos em bando cortavam o azul do céu”). Teve pena da tia por ela sofrer de uma doença cujo nome não combinava em nada com as ulcerações que havia em suas pernas. Descompassos como esse lhe deram uma vaga ideia das incoerências do mundo. Havia palavras bonitas para coisas feias e palavras feias para coisas bonitas, assim como há pessoas lindas com uma alma escura, e outras, de rosto nada atraente, com um espírito luminoso. O mais das vezes – foi aprendendo – o nome era uma falsa aparência das coisas. Isso não o levou a desistir da coleção, só que agora ele tinha um critério; passou a dividir as palavras conforme a semelhança que tinham com os objetos ou seres que designavam. Agrupou de um lado, por exemplo, sanfona, crocodilo, miosótis, turmalina (se bem que essa mais parecesse nome de mulher) – e do outro presidente, cadeira, promotor, recurso (palavras que não excitavam a língua e que a gente, quando as ouvia, não tinha a curiosidade de saber o que significavam). À medida que envelhecia, tornava-se mais exigente com a sua coleção. Algumas palavras lhe pareciam insípidas, por isso ele resolveu esvaziar parte do baú. Uma das primeiras que jogou fora foi jucundo, cuja hipocrisia não mais suportava (parecia designar algo triste, mas significava alegre). Trocou jucundo por meditabundo, palavra mais honesta e de acordo com seu atual estado de espírito. Jogou fora também vagar, flanar, leviano, e por pouco não se livrava de paciente (prudência, que entrou no lugar, parece que o aconselhou a esperar mais um tempo). A coleção agora tinha pouquíssimos termos, mas cada um pesava tanto que o homem não conseguia transportar o baú. Deixou-o embaixo da cama e nele foi inserindo, sem muito entusiasmo, as palavras que ainda o impressionavam (sabia que, se parasse de colecionar, morria). Um dos novos termos foi achaque, que vagamente lhe soou como uma dança fúnebre de tribo africana (riu ao perceber que ainda tinha imaginação poética). Outro foi próstata, que lhe pareceu o som de uma chicotada (ta-ta). E um dos últimos foi tumor, que ele sem graça botou no lugar de humor. Depois que morreu, os amigos e parentes ficaram intrigados com aquele baú embaixo da cama. Abriram-no e nada encontraram em seu interior. “Ele era meio tantã”, comentou a mulher. “Passava horas diante desse baú vazio.” Resolveu guardá-lo, como lembrança, e aos poucos foi metendo nele os objetos inúteis da casa.
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@deivesferraz há 10 meses
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Em breve lanço meu terceiro livro! Aqui vai uma degustação desse mistério de causar arrepios!! 😈 Encruzilhada: ESCULPIDO
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Publicação Literunico
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Gratuita · pode evoluir para coleção e Aurora
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@Cilene há 10 meses
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Gol Contra Comecei cedo a faxina decidida a pôr ordem em tudo: no armário, nos papéis, nas fotografias, na poeira dos cantos, no chão do quarto. Uma mancha vermelha escorria do assoalho em um pulso próprio. Fiquei do joelhos e contra-atacamos - éramos um time: eu e o balde, água e sabão. Esfreguei até os nós dos dedos arderem. O líquido pegajoso sumia, mas logo voltava - mais vivo, mais escuro. Substituí os jogadores. Tentamos desinfetante, vinagre, álcool de posto que usava para limpar os espelhos. A cada produto, um breve alívio: o horizonte de uma superfície inócua. Porém, bastava levantar os joelhos e o líquido retornava, insistente, zombando de mim. Exausta, chorei sobre aquele chão. Minhas lágrimas mal se misturaram ao vermelho plasmático. A mancha não desistia. Meu time sucumbiu. Eu, ali, ajoelhada em prece há horas e a mancha cuspia de volta o que eu tentava apagar. Deixei-a. Deitei naquele chão, quem sabe se ignorar, ela vai embora. O vermelho, no entanto, escorreu-se rapidamente para todos os cômodos. A mancha estava vencendo, ela me afogaria contente, ali, sem memória de minha posição fetal. Um jogador que assistia do banco, me ativou uma ideia - completamente desesperada, alucinada, uma última tentativa: um acendedor de velas quebrado na minha cômoda. Convoquei novamente o álcool - definitivamente não era uma partida normal, dava pra substituir as tentativas quantas vezes eu aguentasse. Molhamos a cortina, os lençóis da cama, o abajur, o pufe de crochê feito pela minha bisavó… eu e meu jogador que, esgotado, pediu pra sair. Ah! Mas tinha ainda meia garrafa de Vodka, que não dei conta na noite passada. Substituição! Absolutamente para a sala. Taquei, também, o Gim na cozinha. Obrigada meninos, vocês jogaram muito bem! A torcida na minha cabeça gritava o nome dele. Era chegada sua hora. Já estava fora da gaveta, no aquecimento, sobre a pia. Acompanhei-o até a porta, na beira do campo. Enquanto ele alongava a cabeça, orientei: “vai com tudo, artilheiro”. Risquei o fósforo. O fogo subiu em espirais, queimando madeira, paredes, cortinas, lembranças — queimando também a esperança. Do lado de fora, os vizinhos viam apenas uma casa em chamas. Por dentro, era o meu coração que ardia, e, infelizmente, ainda escorria em meus seios, incapaz de se limpar, condenado a sangrar para sempre. Perdi outra vez. —————————————— Cilene Resende @seria.uma.sereia
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@novidadesliterunico há 10 meses
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✨ Henri Alain-Fournier (1886–1914) deixou sua marca na literatura francesa com o romance O Bosque das Ilusões Perdidas, obra que captura a beleza e a melancolia da juventude, dos sonhos e das desilusões. Sua escrita delicada e poética transformou um único livro em um legado duradouro, lembrado até hoje como uma joia da sensibilidade literária. 📚✨ O Bosque das Ilusões Perdidas: <a href="https://www.literunico.com.br/books/1281">Aqui!</a> #HenriAlainFournier #literunico #literatura
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@tibianchini há 10 meses
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Nunca mais Nunca mais o reflexo dos teus olhos Nunca mais o perfume da tua pele. Nunca mais a esperança e euforia De te ver e sentir que és minha metade. Nunca mais a alegria da tua voz, De manhã, cantarolando e sorrindo. Nunca mais a ansiedade no encontro De duas almas buscando a mesma felicidade. Há algo de saudade no inacabado: Nunca foi pouco, mas sempre quis mais; Mas, por mais que queiramos, a vida real Insiste em nos mostrar que é querer demais. Nunca vou te esquecer, nem o que senti, O que sentimos, o que viveríamos... Nunca mais
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@JuNaiane · há 10 meses
Ai, meu coraçãozinho! Romântico e melancólico, amo isso.
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@marcoshmartinsescritor há 10 meses
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EROS & PSIQUÊ Os lençóis queimam sob sua pele. O gozo perverso da espera. Você não entende, apenas quer. O escuro do quarto se enche de minha presença O bater de asas. O estalar do desejo obscuro. O arrebatamento em meus braços. O amante que você não vê. Sente-se apenas carregada aos céus. Ou seria um sonho? Sonho molhado pelo transbordar da taça da volúpia. Suspensa no ar, um balé de sentidos, os olhos fechados. Fechados pelo medo. Medo de ver meu rosto e quebrar o encanto. Não sabendo se quem te possui é um anjo ou um homem. Olhos fechados no êxtase da entrega. O penetrar da carne. O rasgar da alma. O gozo personificado num grito que estremece os pilares do céu. E você se queda, lânguida em meus braços Sente que se esvai lentamente como nuvens em um céu de fim de primavera. Não sabe se está novamente em seu leito ou se singra o éter, ancorada em meu peito. O bater de asas. O desejo satisfeito. O ciciar do vento nos ouvidos traz minha voz: "Eu sou teu deus"
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@julia_mar há 10 meses
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--| Wi-fi na Lápide O fantasma, cansado, digitou a senha do Wi-Fi na lápide. O chefe tinha mandado um e-mail urgente sobre a "meta do inferno". — Nem morto tenho paz! — resmungou, vendo a notificação de débito do INSS. O túmulo vizinho tossiu. — Quer uma água-viva? O calor lá embaixo tá de rachar...
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@julia_mar há 10 meses
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A Catrina, com seu chapéu elegante e sorriso ósseo, olhou a oferenda. — "Férias não tiradas", Cícero? É isso que você me traz? — A voz era um farfalhar seco. — Desculpe, excelência, o saldo é "intangível"! Não podia deixar o banco de horas expirar, o RH... — Cícero, o esqueleto recém-chegado, tremia. — Você morreu, Cícero! "Morreu!" E ainda se preocupa com a CLT? O único regime que importa aqui é o da mortalha. — Mas o 13º? E a multa rescisória do meu corpo? Sabe, a empresa é... — Cícero! Esqueça os feriados trabalhados. Seu novo feriado é a eternidade. E não tem adicional noturno. Agora, pegue esta calavera de açúcar e relaxe. E não me venha falar em e-Social! Cícero suspirou, um ruído oco, e pegou a caveira doce. Ao menos, pensou, o plano de saúde na vida após a morte parecia melhor. #Assombrações
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@julia_mar há 10 meses
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--| Dia dos Muertos — Ai, Mami, não esqueceu o que eu pedi? — A voz vinha de dentro do caixão aberto. — Ay, mijo, claro que não! Trouxe seu taco de língua e o pulque de cactos fermentado — disse Doña Elena, ajeitando a caveira de açúcar na lápide. — De língua? Mãe! Ano passado foi de miolos, esse ano... Não, Mami, o que eu realmente pedi foi o taco de camarão! O que a vizinha fez! — O de camarão era para o seu pai. E ele está quieto, apreciando. Você está sendo ingrato, huesudo! — Ingrato? Eu morri há dez anos, e ainda a senhora tenta me envenenar com miolos e língua! — Querido, não reclame. É o que tem. E, por favor, pare de usar a mortalha como guardanapo. Tem gente olhando! Um suspiro fantasmagórico. O silêncio voltou, quebrado apenas pelo vento e o tilintar das cempasúchil (flores dos mortos). Doña Elena sorriu, pegando o pulque para si. #Assombrações
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@tamarasfawkes há 10 meses
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<div style='text-align: center;'><p><img src='https://www.literunico.com.br/storage/app/public/book_covers/HRwk931wSIj8FAJQXEYNFZfirOOPHPH6s1Gp8Z7r.png' style='max-width:50%; height:auto;'></p><p><a href='https://www.literunico.com.br/creations/175' target='_blank'><strong>O Meu Nome é LEGIÃO</strong></a></p></div>
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@CrisRibeiro há 10 meses
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#Desafio275
Traduzido automaticamente do inglês.
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#Desafio275
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@tamarasfawkes há 10 meses
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[Atualizado em 14/10/2025] Olá, pessoal O Meu Nome é LEGIÃO está R$2 na Loja do Literúnico com o objetivo de facilitar o acesso à esta história =] Ele ficará por esse preço até sair o resultado do Prêmio Literúnico 2025 Ou ainda, baixe gratuitamente pelo Drive: https://drive.google.com/drive/folders/1Zp3ReFnX5pgcg4rwI8dbw8X8uOtZ8XLO?usp=drive_link Aproveite a Promoção! DICA é possível realizar a impressão (92 pg) e distribuição do livro, seja física OU digital [desde que de forma GRATUITA]. Na última página você pode conferir a Permissão Vigente. #PrêmioLiterúnico #FicçãoBrasileira #LivroGratuito #Livrobarato #Leiaumnacional #Ficçãocientífica
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@palavras_e_espadas há 10 meses
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Aproveitando que estamos no mês do terror, passo aqui para divulgar meu conto "A Casa de Marte", disponível na Revista Literatura Fantástica Vol. 28! Segue o início do conto para degustação: A CASA DE MARTE A pequena Damiana não sonhava, mas, sempre que fechava os olhos, com um caderno aberto sob sua caneta multicolorida, desenhava as coisas que via. Eram coisas estranhíssimas, que não pertenciam a este mundo, como bibliotecas imensas, cujas estantes davam voltas por corredores em espiral que não tinham fim. Ascendiam rumo a um teto de luz, enquanto embaixo não havia piso, mas um abismo de trevas. Houve uma ocasião em que reuniu toda sua coragem e desceu ali. As estantes, nas profundezas, não eram de metal e madeira, e sim de ossos. Já os livros eram feitos de carne e vasos sanguíneos. Apanhou um deles, cuja capa trazia a imagem de uma cobra constituída de veias e artérias. Aquela serpente pulsava como um coração. Damiana reabriu os olhos. Fora impossível retratar com perfeição o que vira, porém lá estava um desenho, em vermelho, que representava minimamente o que testemunhara. Sua avó Violante talvez fosse uma influência espiritual ou genética – ou quiçá ambas as coisas – que explicava sua natureza. Era uma italiana que não combinava com o estereótipo, pois falava baixinho, era paciente e quase não gesticulava. Mas, como toda avó, adorava contar histórias para a neta. Colocava-a no colo e falava de suas antepassadas. Natural de Benevento, no sul da bota, não se envergonhava de pertencer a uma família de bruxas. A tradição local contava que lá, debaixo de um antigo carvalho, morava uma serpente que era venerada como um espírito guardião. Reuniam-se em volta daquela árvore, portanto, para solicitar refúgio, orientação, proteção, fertilidade na primavera e clemência no inverno, entre outras coisas. Negava ser ela própria uma bruxa. Mas tinha uma coleção enorme de livros a respeito do tema. Quando a velha Violante partiu, os pais de Damiana não demonstraram lá grande respeito por sua memória e enfiaram todos aqueles volumes em caixas que entregaram a um sebo. Seu pai não parecia ter herdado nem uma gota do sangue das bruxas de Benevento. Pelo contrário, achava aquilo uma tremenda bobagem. Talvez porque fosse homem. Apesar que sua mãe era mulher e tinha medo. Talvez porque não tivesse o sangue. Contudo, Damiana salvara um que havia chamado muito sua atenção. Seu título era A Casa de Marte. A introdução explicava que se tratava de um grimório, ou seja, um livro de feitiços. Lembrava bastante o que tinha visto de olhos fechados. Não era de carne, mas era vermelho, com uma serpente que mordia um pomo rubro, e descrevia diversos espíritos pertencentes à esfera do planeta Marte. Tratava, aliás, de evocações de espíritos marcianos, cujas descrições e funções eram fascinantes, com seus nomes sempre começando por letras capitulares maravilhosamente ornadas, que aludiam aos seus aspectos. Bartzabel, tido como o grande espírito planetário, era o mais destacado de todos. A letra B que iniciava seu nome apresentava uma cauda de duas pontas, enquanto a parte de cima da letra era uma cabeça de cobra. Já a ilustração do espírito propriamente dito era a de um anjo vermelho com rosto de serpente. Damiana tinha fechado as pálpebras e o desenho havia assumido uma forma concreta diante dela, com asas de carne nas quais se abriam olhos cujas íris eram fogo, envolvendo pupilas que a refletiam como uma mulher adulta. Sabia ser ela mesma, porém dez anos mais velha. Tinha fechado o livro. Faltara-lhe coragem para entregá-lo ao pai, que teria lhe dado uma bronca. Só que também não queria jogá-lo fora. Limitara-se a guardá-lo, ocultando-o em uma das gavetas do quarto, debaixo de suas blusas (...) Caso tenha gostado e queira lê-lo por inteiro, segue o link para a compra da revista na Amazon: https://www.amazon.com.br/Revista-Literatura-Fant%C3%A1stica-Vol-28-ebook/dp/B0FHDYFFG1 Obrigado!
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@novidadesliterunico há 10 meses
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✨ Augusto Cury (1958–) é psiquiatra, pesquisador e escritor brasileiro, reconhecido mundialmente por suas obras que unem ciência, filosofia e reflexão sobre a vida. Autor de best-sellers como Você é Insubstituível e O Vendedor de Sonhos, dedica-se a inspirar autoconhecimento, inteligência emocional e a valorização dos sonhos. Sua escrita é um convite a cuidar da mente e do coração. 📚✨ Você é insubstituível: Este livro revela a sua biografia. Sua autoestima nunca mais será a mesma: <a href="https://www.literunico.com.br/books/1280">Aqui!</a> #AugustoCury #literunico #autoconhecimento
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@JuNaiane há 10 meses
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Porque meu bem, até as flores fenecem; e com o vento se esvaem também as folhas secas. Mas as palavras, meu bem estas palavras são eternas; por isso te escrevi em cada uma delas. #desafio 365/248
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@jjr há 10 meses
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Minha guerreira Feito Iansã De força e destreza De toda manhã Morena dentre trovões Na escuridão da noite Faz-se minha todo teu fogo De cantos Encantados Lindos Tuas filhas Ninfas Segue-a Na batalha Da inveja ao desejo Se faz rainha Teu poder No olhar Medo em guerreiros Perdição em meninos A fúria da guerra Sob tua fronte A face bela Disfarça mulher Uma deusa Força vital ~*~ JJr.
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@jjr há 10 meses
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Alguns procuram a paz no versículo Outros olham para dentro O pastor e o seguidor Caminhos diferentes O mesmo fim A seguir Luz e escuridão Irradiam do ser Escolher Quem é você? Onde esta sua fé? A força das batalhas O trabalho do ser Esculpir a alma Perdidos em um caminho Que nunca foi seu Você insiste Por outros Cegos, Surdos e mudos Presos na jaula Invisível Eles fazem isso Enganam e criam Regras a seguir Por seguir Você está errado Eles querem isto Iludido pelos poderes Mantenha-se domado Seus jogos não deles Participação nenhuma Apenas estratégia E você no pasto Brincam Com sua mente Até você enlouquecer Ou acreditar Quem escolhe o que? Quem escolhe o que fazer? Você vive? São eles!