@eduliguori:
Tem um cara tocando Mozart com a letra de Retalhos de Cetim e ficou incrível
(João Ventura)
https://www.threads.com/@eduliguori/post/DV9-DEODJuN
Desejo
Espaço entre duas pedras.
É ali.
que a espera prende a respiração
e o coração inventar memória
do que ainda não nem vivo.
Há um toque
que chega antes da mãe.
Demora no olhar,
desarruma a lúcida,
Desfigura os relógios
e faz o tempo
Errar o próximo passo.
Diante de você,
Toda razão desaprende um falar.
Como palavras encolhem.
O silêncio
diz o que nenhuma boca branca.
O desejo não nasce da falta.
Nasce da Promessa.
Fazer futuro
pedindo passagemm
dentro do presente.
Entrada
Diz-me o que queres.
Uma metáfora desistir.
O poema já não basta.
E o desejo
Vira pele.
Cris Ribeiro
Traduzido automaticamente do inglês.
Ver original
Desejo
Espaço entre duas peles.
É ali
que a espera aprende a respirar
e o coração inventa memória
do que ainda nem viveu.
Há um toque
que chega antes da mão.
Demora no olhar,
desarruma a lucidez,
desfigura os relógios
e faz o tempo
errar o próprio passo.
Diante de você,
toda razão desaprende a falar.
As palavras encolhem.
O silêncio
diz o que nenhuma boca alcança.
O desejo não nasce da falta.
Nasce da promessa.
Do futuro
pedindo passagem
dentro do presente.
Então
teu nome me acontece.
A metáfora desiste.
O poema já não basta.
E o desejo
vira pele.
Cris Ribeiro
Quem inventou as regras
estava certo do que é correto
ou protegendo interesses
essa pergunta vem à tona
sempre que me pego confuso
que é certo
que é errado
amor é indivisível
união é concreto
desejo é compromisso
quantas dúvidas permeiam
viajam e esperneiam
quando negas
que te parece mais certo
incomoda mais vezes
por que queres derrubar a lona
afrouxar o parafuso
trazer para perto
aquela que deveria estar do teu lado
não ser um ser previsível
que aceita o decreto
de viver sempre submisso
Edu Liguori
Semeia a falta que sentes,
impregna o papel de saudade.
Suspira a dor da distância.
Empunha as cores da tarde.
Sem meia verdade, te rasga;
suspende tua realidade.
Solta-te na página em branco.
Salta-te ao coração que arde.
Que a serpente do amor
te liberte.
Que o poema nascido
te guarde.
💞
Alberto Busquets.
@todasasformasdepoesia
#desafio 300
—Anotações do silêncio—
Acho que estou aprendendo
a me comunicar
com o silêncio.
Estou entendendo
nas linhas vazias
o que falta
nas entrelinhas.
Tenho aprendido
a ouvir com a alma
o que a boca
não fala,
mas,
numa pausa
um pouco mais longa,
suspira.
Tenho ouvido
o batimento,
quando a mão
hesita.
Tenho permanecido,
mesmo que nada
seja favorecível.
E acredito
no que vivemos,
ainda que
não tenhamos vivido.
A vida
tem continuado
e, mesmo
o que parece “nada”,
revela algo
no íntimo.
Algo
que faz diferença
pra mim.
Você nunca me fala:
“Não se afasta!”…
mas eu sinto.
E quando te falo
que preciso…
mas demonstro
todos os dias,
que não consigo.
Há algo
que não supera
a falta,
algo que vem
aprendendo
a manter
a calma.
E eu tenho aprendido
contigo…
Não no meu tempo,
mas no tempo
que for preciso.
MarU
Li duas páginas de um romance hot no café e passei o resto da manhã achando que todo mundo sabia. O livro estava no celular. Ninguém sabia. A culpa cristã é muito criativa.
Bom dia. Hoje eu não vou fazer lista nenhuma porque ontem fiz uma lista tão bonita que fiquei cansada antes de começar. Café primeiro, decisões depois.
Apaguei uma mensagem sem enviar e fiquei com a sensação de ter vivido uma briga inteira sozinha. Economizei tempo ou perdi uma chance? Não respondam, já mudei de opinião três vezes.
Minha avó guardava semente em envelope de carta. Feijão num, milho noutro, flor em mais dois. Eu achava estranho ela escrever o nome de uma coisa que dava pra reconhecer olhando.
Hoje achei um envelope parecido numa gaveta e fiquei um tempão tentando lembrar da letra dela.
Passei dois dias dizendo que ia organizar minha estante. Organizei três livros, achei um bilhete velho e agora estou emocionalmente indisponível para o resto.
Reli uma cena hoje e deu aquela vergonha meio específica: o texto não estava ruim, eu só lembrei exatamente em quem estava pensando quando escrevi. Fechei o arquivo. Amanhã eu decido se corto a cena ou a memória.
Não quero desperdiçar as palavras,
pois todas têm um destino, afinal.
Gostaria que fôssemos mais que duas linhas;
Vírgulas,
reticências...
Mas nunca
um ponto ponto final.
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