A Sesta de Nero Panóplias · Capítulo 6 de 12
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A Sesta de Nero

Fulge de luz banhado, esplêndido e suntuoso,

O palácio imperial de pórfiro luzente

E mármor da Lacônia. O teto caprichoso

Mostra, em prata incrustado, o nácar do Oriente.

Nero no toro ebúrneo estende-se indolente...

Gemas em profusão do estrágulo custoso

De ouro bordado vêem-se. O olhar deslumbra, ardente,

Da púrpura da Trácia o brilho esplendoroso.

Formosa ancila canta. A aurilavrada lira

Em suas mãos soluça. Os ares perfumando,

Arde a mirra da Arábia em recendente pira.

Formas quebram, dançando, escravas em coréia.

E Nero dorme e sonha, a fronte reclinando

Nos alvos seios nus da lúbrica Pompéia.

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