Messalina Panóplias · Capítulo 10 de 12
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Messalina

Recordo, ao ver-te, as épocas sombrias

Do passado. Minh'alma se transporta

À Roma antiga, e da cidade morta

Dos Césares reanima as cinzas frias;

Triclínios e vivendas luzidias

Percorre; pára de Suburra à porta,

E o confuso clamor escuta, absorta,

Das desvairadas e febris orgias.

Aí, num trono erecto sobre a ruína

De um povo inteiro, tendo à fronte impura

O diadema imperial de Messalina,

Vejo-te bela, estátua da loucura!

Erguendo no ar a mão nervosa e fina,

Tinta de sangue, que um punhal segura.

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