A Ronda Noturna Panóplias · Capítulo 11 de 12
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A Ronda Noturna

Noite cerrada, tormentosa, escura,

Lá fora. Dorme em trevas o convento.

Queda imoto o arvoredo. Não fulgura

Uma estrela no torvo firmamento.

Dentro é tudo mudez. Flébil murmura,

De espaço a espaço, entanto, a voz do vento:

E há um rasgar de sudários pela altura,

Passo de espectros pelo pavimento...

Mas, de súbito, os gonzos das pesadas

Portas rangem... Ecoa surdamente

Leve rumor de vozes abafadas.

E, ao clarão de uma lâmpada tremente,

Do claustro sob as tácitas arcadas

Passa a ronda noturna, lentamente...

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