LIVRO SEXTO — V. FIM DA HISTÓRIA DO BOLO O Corcunda de Notre Dame · Capítulo 28 de 59
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LIVRO SEXTO — V. FIM DA HISTÓRIA DO BOLO

LIVRO SEXTO

V. FIM DA HISTÓRIA DO BOLO

La Esmeralda empalideceu e desceu do pelourinho cambaleando. A voz da reclusa ainda a perseguiu:

— Desce! Desce, ladra do Egito! Ainda tornarás a subir aí!

— A sachette está com suas manias, murmurou o povo.

E nada mais aconteceu. Pois aquelas mulheres eram temidas, o que as tornava sagradas. Naquele tempo, não se atacava de bom grado quem rezava dia e noite.

Chegara a hora de levar Quasimodo de volta. Desamarraram-no, e a multidão se dispersou.

Perto do Grand-Pont, Mahiette, que regressava com as duas companheiras, parou bruscamente:

— A propósito, Eustache! O que fez com o bolo?

— Mãe, disse a criança, enquanto a senhora falava com aquela mulher que estava no buraco, apareceu um cachorro grande e mordeu meu bolo. Então eu também comi.

— Como, senhor? tornou ela. Comeu tudo?

— Mãe, foi o cachorro. Eu falei com ele, mas ele não me escutou. Então também mordi, ora!

— É uma criança terrível, disse a mãe, sorrindo e ralhando ao mesmo tempo. Veja só, Oudarde, ele já come sozinho todas as cerejas do pomar de nosso cercado de Charlerange. Por isso o avô diz que será capitão. Que eu torne a apanhá-lo fazendo isso, senhor Eustache! Vá, leão gordo!

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