LIVRO DÉCIMO — VI. PETITE FLAMBE EN BAGUENAUD O Corcunda de Notre Dame · Capítulo 54 de 59
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LIVRO DÉCIMO — VI. PETITE FLAMBE EN BAGUENAUD

LIVRO DÉCIMO

VI. PETITE FLAMBE EN BAGUENAUD

Ao sair da Bastille, Gringoire desceu a rue Saint-Antoine com a velocidade de um cavalo solto. Chegando à porte Baudoyer, caminhou diretamente para a cruz de pedra que se erguia no meio da praça, como se pudesse distinguir na escuridão a figura de um homem vestido e encapuzado de negro, sentado nos degraus da cruz.

— É o senhor, mestre? — disse Gringoire.

A personagem negra levantou-se.

— Morte e paixão! Você me faz ferver, Gringoire. O homem que está na torre de Saint-Gervais acaba de gritar uma hora e meia da manhã.

— Oh! — respondeu Gringoire. — Não é culpa minha, mas da ronda e do rei. Escapei por pouco. Sempre quase sou enforcado. É minha predestinação.

— Você falha em tudo — disse o outro. — Mas vamos depressa. Tem a senha?

— Imagine, mestre, que vi o rei. Venho de lá. Usa calções de fustão. É uma aventura.

— Oh, roca de palavras! Que me importa sua aventura? Tem a senha dos truands?

— Tenho. Fique tranquilo. Petite flambe en baguenaud.

— Bem. De outro modo, não poderíamos penetrar até a igreja. Os truands barram as ruas. Felizmente, parece que encontraram resistência. Talvez ainda cheguemos a tempo.

— Sim, mestre. Mas como entraremos em Notre-Dame?

— Tenho a chave das torres.

— E como sairemos?

— Atrás do claustro há uma pequena porta que dá para o Terrain e dali para a água. Tomei a chave e amarrei ali um barco esta manhã.

— Quase fui enforcado de modo muito bonito! — retomou Gringoire.

— Depressa! Vamos! — disse o outro.

Ambos desceram a grandes passos para a Cité.

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