Fragmento 103 - Finanças Matrimoniaes
— Não sei porque que mamãe manda pedir : tanto dinheiro depois de casada. Parece até que : o tal conde seu amigo é mesmo um prompto. F íl ‘’'i^ ' ' — Isso é certo, mas o café está começando a i k- subir depois das providencias do governo. r — Você vive dizendo isso, você é muito opti-
lí 1' 4 1 mista, acred ta em tudo. — Leia os jornaes... Î l\ ' — 'Só os bobos é que acreditam nos jornaes.
^ \ — Mas eu sei o
— Não modos. Eu devo ine justificar, ora essa! Você decerto peusa que eu estou acabando com a sua fortuna. Fique sabendo se não sabe, que duas fazendas estavam hypothecadas antes do If'’ .-J nosso casamento. E sua mãe é que já saccou cem tenas de contos de reis nessa viagem de núpcias. Eu tenho hábitos modestos, gra^*as a Deus! — Eu não estou te accusando. Só acho que é uma asneira esse negocio de cinema, em que você se metteu sem me falar. — Asneira! E o seu Brittinho que é am dos directores ? — Elle é ainda uma garantia. — O asno sou eu, muito obrigado ! — Eu não disse isso, Joãozinho! Só acho que devemos ser cautelosos. — Mande dizer isso á sua mãe. — Você ficou zangado, Joãozinho ? — Zangado não, mas dá raiva. — Então dê um beijo.