Fragmento 162 - Noticiário
I ' • ‘‘ Ceqova. Hotel. Meu querido amigo e confrade Saudações. Só hoje, escrevo-lhe desta bella Italia, paiz da arte, cheio de templos de mármore de Carrara, onde a Fé se escuda na egide da tradição. A edere Napoli e depoi morrire! Estive em Lisboa alguns dias e visitei a cele bre Torre de Belem, donde partiram as gloriosas caravellíis de Cabral, singrando o Oceano. Não })iule deixar de concentrai'-me e transportar o Sli* t
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meu espirito áqiielles tempos gloriosos. E senti a mais profunda gratidão por esses intimoratos descobridores, reconhecendo que. se não houvesse tamanha epopea h storica, eu hoje não estava aqui e talvez fosse um portuguez que com o lasti mável estado do cambio nem pudesse andar via jando. Irei breveinente contemplar as maravilhas da arte de Raphael, do tempo formidável dos Mediei e ver o Castel Santangelo, donde se atirou a for mosa Tosca de Puccini.
Kecommendações e abraços sinceros do am.“ cread-" ven.«*' e primo
Pi latos
P. S. O mundo é realmente pequeno como dizia o erudito padre Manuel Bernardes. Indo hontem a Santa Margherita, fui espiar umas dansas no Kursaal e qual não foi minha intima emoção, lendo num cartaz da porta “ José Chelinini, pro- fessore de iShimmy-Trott” . Está visto que dei ás de Villa-Diogo para não me encontrar com o ca padura. O mesmo’’.
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